sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Compromisso com a verdade

Salvar vidas. Este é o objetivo do documentário “Blood Money – Aborto Legalizado”, que será lançado no dia 15 de novembro em todo o país. O filme, que traduzido quer dizer “Dinheiro de Sangue”, traz revelações surpreendentes sobre as graves consequências dos 40 anos de legalização do aborto nos Estados Unidos.
A produção norte-americana independente, da Europa Filmes e da Estação Luz, utiliza aspectos jurídicos, científicos e humanistas para defender a vida de todos, independente de idade, raça, religião e da condição física e econômica.
De maneira informativa, sem cenas fortes de abortos, o documentário mostra depoimentos de juristas, médicos e de pessoas que já fizeram e trabalharam em clínicas abortivas, mas que se arrependeram. De forma clara e simples, são reveladas as motivações financeiras que, praticamente, pressionam muitas mulheres a abortar, sem explicar que os traumas gerados serão, na maioria das vezes, para a vida toda, porque o trauma pós-aborto gera depressão e tendências suicidas.
São abordadas questões ligadas à eugenia, já que nos Estados Unidos o aborto é incentivado, especialmente para mulheres negras e pobres. Desde a aprovação do aborto nos EUA, em 1973, clínicas de aborto foram instaladas principalmente nos bairros pobres, o que tem reduzido o número de negros e pobres no país.
A verdade sobre o aborto
“A nossa motivação foi falar a verdade sobre o aborto, mostrar como isso machuca a mulher e fazer com que as pessoas conversem sobre o assunto”, afirmou o diretor do filme, David Kyle, que precisou vender a própria casa para que o filme pudesse continuar sendo distribuído.
David veio para o Brasil para participar do lançamento do filme. No Rio, a pré-estreia para convidados aconteceu na noite do dia 6 de novembro, no Espaço Itaú de Cinema Botafogo, na Praia de Botafogo, onde o filme estará em cartaz.
O presidente da União dos Juristas Católicos (RJ), Paulo Leão, presente na pré-estreia, afirmou que o aborto é uma tragédia para as mulheres. Ele refletiu sobre a estratégia dos abortistas que querem implantar a legalização do aborto no Brasil por meio do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Isso é lamentável sob todos os aspectos, por ser uma clara violação do direito à vida e à dignidade humana e também à própria soberania do povo, que se manifesta por seus legisladores. Vários sofismas têm sido utilizados, e nós vemos isso cada vez mais próximo de tentar esse golpe institucional por uma instituição que tem o dever de respeitar a Constituição”, disse.
Foco na prevenção
Antes do início do filme, a presidente nacional do Movimento da Cidadania pela Vida, Brasil sem Aborto, Lenise Garcia, destacou que o filme mostra como a legalização do aborto nos EUA, pela Suprema Corte, foi baseada na mentira.
“Sabemos que essa é a tática. Aqui no Brasil acontece da mesma maneira. São mostrados números que não são verdadeiros. Chegou a ser dito que 200 mil mulheres morrem por ano no Brasil de aborto clandestino, entretanto não morrem 200 mil mulheres em idade fértil por ano. Segundo o Datasus, em 2011 morreram 69 mulheres de aborto no Brasil, sendo que uma delas foi em um aborto legalizado”, afirmou Lenise.
O coordenador nacional de Comunicação do Movimento Cidadania pela Vida, Brasil sem aborto, Luis Eduardo Girão, que comprou os direitos autorais para exibição do filme no Brasil, ressaltou que o documentário traz argumentos para enriquecer o debate, com o objetivo de informar a população. “A partir das revelações trazidas devemos investir em políticas pró-vida. O aborto não pode se tornar um método contraceptivo. Isso seria uma covardia”, disse.
Proteção à vida
“Nós já sabemos, e o filme reforça que se já está muito ruim hoje com tantos abortos clandestinos, muito pior ficaria a situação se o aborto fosse legalizado no Brasil. O Estatuto do Nascituro realiza a grande proteção para que o Brasil não siga o péssimo exemplo dos Estados Unidos”, disse o ex-deputado Luiz Carlos Bassuma, um dos autores do Estatuto do Nascituro – Projeto de Lei 478/2007.
Segundo ele, é fundamental que a aprovação do estatuto seja agilizada.
“Enquanto o Congresso não aprová-lo, o STF, que já aprovou o aborto de crianças anencéfalas, poderá continuar avançando. Os abortistas querem impedir a tramitação, porque quando o tema entra em votação, nós ganhamos, porque a maioria da população é a favor da vida e os parlamentares são suscetíveis à pressão do povo”, alertou.
Mensagens favoráveis à aprovação do Estatuto do Nascituro, que tramita na Câmara dos Deputados, podem ser enviadas aos deputados pelo site www.camara.leg.br. É possível assinar a petição online para aprovação do Estatuto do Nascituro, promovida pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto, pelo link http://migre.me/gjGiG. Informações: www.brasilsemaborto.com.br
Serviço:
O filme "Blood Money - Aborto Legalizado" estará em cartaz de 15 a 21 de novembro, no Espaço Itaú de Cinema Botafogo, na Praia de Botafogo, 316. Horários em todos os dias: 15h30, 17h, 18h30 e 20h.
Sexta, sáb, domingo e feriado = 25,00 (inteira) / 12,50 (meia)
2ª a 5ª feira = 21,00 (inteira) / 10,50 (meia).
Estará na sala 3, que tem 109 lugares.

Duração: 78 minutos

Censura: 14 anos
Informações: 2559-8755

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Sínodo vai discutir família como célula da sociedade, diz D. Lorenzo

Dom Lorenzo - Ex-Núncio Apostólico no Brasil
Sínodo dos bispos deverá discutir a família enquanto célula da sociedade, de acordo com Dom Lorenzo Baldisseri. Ele é o atual Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos e já foi Núncio Apostólico no Brasil. O documento-base do encontro tem como título “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”.
Em entrevista à Rádio Vaticano, D. Lorenzo explicou que a família é fundamental à sociedade. “A família é um tema extremamente atual, do ponto de vista sociológico, doutrinário, para a Igreja”, destacou. Ele explicou que além do texto, há um questionário ao final do documento com pontos que se referem à família.
D. Lorenzo explicou que o questionário contido no Documento preparatório já foi enviado às Dioceses. As Dioceses têm até ao final de janeiro do próximo ano para enviar os seus relatórios. No mês de fevereiro, a Secretaria do Sínodo dos Bispos reunirá para analisar as respostas e elaborar o “Instrumentum laboris” que será distribuído aos Padres sinodais antes da Assembleia Extraordinária de Outubro de 2014.
O Sínodo também apresenta os desafios e problemáticas que existem no aspecto familiar. Nesta semana, aconteceu a conferência de imprensa sobre a preparação da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que será realizada em outubro de 2014. O Relator-Geral é o Cardeal Péter Erdo (Arcebispo de Budapeste), e o Secretário Especial para este Sínodo, D. Bruno Forte (Arcebispo de Chieti-Vasto).
O Sínodo Extraordinário terá duas características essenciais: a atenção prioritária à evangelização e a perspectiva pastoral, com a qual o Santo Padre convida a olhar para o valor e os desafios da vida familiar hoje.
Documento preparatório
O objetivo da conferência de imprensa foi apresentar o documento “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”, no qual está contido um questionário enviado a todas as Conferências Episcopais. O questionário foi minuciosamente explicado pelo Cardeal Péter Erdo, que recordou tratar-se de um documento preparatório baseado na doutrina da Igreja sobre a família.
Por sua vez, D. Bruno Forte esclareceu que: “Não se trata de debater questões doutrinais, que já são explicitadas pelo Magistério inclusive em documentos recentes (como a Constituição Pastoral Gaudium et spes e a Exortação Apostólica Familiaris Consortio de João Paulo II), mas de compreender como anunciar de maneira eficaz o Evangelho da família no período que estamos a viver, marcado por uma evidente crise social e espiritual”.
 “Acolhimento e misericórdia constituem o estilo do Papa Francisco, que pede que esse mesmo estilo seja aplicado a todas as pessoas, inclusive às famílias dilaceradas e a quem vive em situação irregular do ponto de vista moral e canônico”, explicou. 
Fonte: arqrio.org

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Os sete pedidos do Pai Nosso

A oração dominical, depois de invocar Deus como Pai, nos abre para sete pedidos: os três primeiros nos fazem adentrar a glória de Deus e quatro seguintes nos revelam o caminho para lá chegar. Vejamos o que diz cada uma destas sete petições.
Santificado seja o vosso Nome
O primeiro pedido é um louvor e uma ação de graças, pois santificar o nome de Deus é reconhecer com gratidão toda a obra de revelação, de salvação e de santificação que Ele fez em nosso favor. Durante toda a história da salvação, Ele vai se revelando a Si mesmo, dando a conhecer quem Ele é: Seu nome. O homem, introduzido neste mistério, maravilha-se diante dele e só pode exclamar sua admiração e gratidão. O louvor a Deus, a vida eucarística, é a razão pela qual o homem foi criado. São Paulo reflete bem esta petição do Pai Nosso quando diz aos tessalonicenses: “Em tudo dai graças, pois é esta a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (cf. 1Ts 5,18). Todos os outros seis pedidos decorrem de quem Deus é, e de como Ele age na história e na vida dos homens.
Venha a nós o vosso Reino
O Reino de Deus existe antes de nós, aproximou-se de nós no Verbo encarnado, instaurou-se na morte e ressurreição de Cristo e se perpetua no nosso meio na Eucaristia, encaminhando-nos para sua plenitude no final dos tempos. A Igreja e cada cristão, unidos ao Espírito (cf. Ap 22,17), nesta segunda petição desejam a vinda plena do reino e, ao mesmo tempo, se comprometem por viver de acordo com a sua realidade no hoje, na expectativa final onde Deus será tudo em todos (cf. 1Cor 15,28). Longe de colocar os cristãos fora deste mundo, esta prece os coloca como evangelizadores, anunciando a necessidade do acolhimento da misericórdia e da conversão para adentrar no reino.
Seja feita a vossa Vontade
A vontade do Pai nos foi revelada por Cristo como realidade salvífica universal (cf. 1Tm 2.3-4) e como mandamento de amor (cf. Jo 13,34). Jesus é a máxima expressão do cumprimento da vontade do Pai e, na unção do Espírito, a Igreja prolonga esta vida de obediência. Os cristãos, por esta petição, pedem para entrar no mistério da vontade de Deus, e para terem a força necessária de colocá-la em prática por meio de palavras e atos.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Quando pedimos a Deus o pão, confessamos que Ele é o Deus bondoso que cuida de nós, seus filhos amados, e que nos dará aquilo que nos é necessário para vivermos. Esta prece nos liberta da escravidão pelos bens, pois coloca nossa segurança em Deus (cf. Mt 6,25-34). Todavia, não podemos cair numa falsa concepção da providência. Deus age através de nosso trabalho e de nossas lutas. O pão se torna símbolo de tudo de que precisamos: necessidades materiais e espirituais. Ele é, ao mesmo tempo, o pão material (alimento) e o pão espiritual (a palavra e a Eucaristia).
Perdoai-nos as nossas ofensas
Este pedido confessa, ao mesmo tempo, a nossa condição de homens fracos e pecadores e a condição misericordiosa de Deus. Temos a certeza de que Ele está sempre disposto a nos perdoar. Contudo, Ele nos coloca diante de uma condição: “como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Devemos entrar na mesma dinâmica, na qual oferecemos aos irmãos aquilo que queremos de Deus: o perdão. De fato, a vida de Jesus foi radical neste ponto: “Senhor, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). E, ainda, pediu aos seus discípulos que amassem os seus inimigos e rezassem pelos que os perseguiam (cf. Mt 5,43-44). “O perdão se torna condição fundamental da reconciliação dos filhos de Deus como seu Pai, e dos homens entre si” (CIC, nº 2844).
Não nos deixeis cair em tentação
Este pedido quer evitar que caiamos, à semelhança de nosso pais (cf. Gn 3), no pecado. A tentação é aquela insinuação que é feita a nós, para que consintamos em escolher como bem aquilo que não corresponde à vontade divina. Jesus, nesta oração, nos ajuda a reconhece a necessidade do dom da fortaleza, da perseverança e do discernimento para não nos afastarmos da vontade de Deus. A vida de oração é o caminho para vencermos as insinuações do tentador, pois purifica o nosso coração e o torna mais vigilante diante das situações que se nos apresentam.
Mas livrai-nos do mal
Este último pedido se refere ao diabo, aquele que se atira no meio do plano de Deus e da obra de salvação realizada em Cristo (cf. CIC, nº 2852). Com esse pedido, Cristo entrega à Igreja uma oração na qual se pede para que os homens sejam libertados de todos os males, presentes, passados e futuros, trazendo a miséria do mundo e apresentando-a a Deus. Só o Pai, por meio de Cristo, pode transfigurar a situação de pecado, de dor e de morte inaugurada pelo maligno na história. O Pai oferece aos homens, pela entrega de Cristo e a força do Espírito, a santidade, a paz e a vida, renovando o mundo a partir de dentro, até chegarmos ao dia no qual toda obra de santidade estará consumada (cf. 1Cor 15,26-28).
Para aprofundar...
Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC (Catecismo da Igreja Católica), números 2.803 até 2.865; o Compêndio do Catecismo, da pergunta 587 à 598; e no Youcat, perguntas de 515 até 527.
Autor: Padre Vitor Gino Finelon
Fonte: arqrio.org

domingo, 10 de novembro de 2013

Tempo de paz

O santuário do Cristo Redentor foi o local escolhido para a celebração dos "Mil dias antes das olimpíadas" e do lançamento dos “100 dias de paz”. A missa foi presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, na manhã deste sábado, dia 9 de novembro, e concelebrada pelo bispo auxiliar Dom Roque Costa Souza e pelos sacerdotes presentes.
A Sagrada Eucaristia contou com a presença do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Rio 2016, Carlos Nuzman, e do secretário estadual de Esportes, André Lazaroni, além de esportistas olímpicos e paralímpicos  
“Queremos que sejam dias de paz. O esporte deve se algo que nos ajude a viver a reconciliação entre os povos, e nós colocamos essa intenção aos pés do Cristo Redentor. Os símbolos de paz e reconciliação, que percorreram a Inglaterra na preparação para o evento, vão nos ajudar a viver a tradição olímpica dos 100 dias de paz, que são 50 dias antes das olimpíadas e 50 dias após as paralimpíadas”, disse Dom Orani. 
Fonte: arqrio.org

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Sínodo dos Bispos: questionário pretende avaliar a família no mundo atual


O documento preparatório para o Sínodo dos Bispos de 2014 traz problemáticas inéditas sobre a questão da família no mundo atual. O texto acompanha 38 questões relacionadas ao tema que deverão ser respondidas por paróquias de todo o mundo até o dia 20 de janeiro do próximo ano. O tema do encontro dos bispos é “Desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”. O evento está marcado para acontecer entre 5 e 19 de outubro.
São convocados bispos que as conferências episcopais elegem. Além disso, o Papa Francisco designará especialistas no assunto família. Entre as participações haverá sociólogos, antropólogos, médicos de institutos especialistas no assunto família em todo o mundo. Serão entre 100 e 120 participantes, de acordo com Dom Antonio Augusto, bispo auxiliar e responsável pela pastoral familiar da arquidiocese do Rio de Janeiro. “O papa quer cada vez mais que os leigos participem”, ressaltou Dom Antonio.
A elaboração do documento preparatório é uma prática comum antes de todos os Sínodos de Bispos, de acordo com Dom Antonio. No caso do Brasil, as contribuições paroquiais sob a coordenação das pastorais familiares serão entregues à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Será elaborado um documento que será entregue à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, em Roma.
Dom Antonio explicou que o questionário faz uma análise e uma avaliação acerca dos temas que as famílias mais demandam e quais são as medidas tomadas pelas pastorais. “A família é o primeiro e principal núcleo da evangelização. A fé nós recebemos da Igreja, mas é através dos nossos pais, do ambiente familiar que a Igreja vai completando com a catequese e demais meios para nos tornarmos maduros na fé”, explicou.
O objetivo também é que a família cumpra sua missão dentro da Igreja e da sociedade. Entre os itens pautados estão a legislação de cada país sobre a família, a família e a evangelização. Há ainda discussões acerca de casais de segunda união, união homoafetivas e adoção de crianças por casais homoafetivos.
“A Igreja acolhe a todas essas pessoas. Por serem batizadas e não terem renegado formalmente a fé cristã, pertencem à Igreja e têm o direito e dever de ouvirem da Igreja e viverem o que elas podem e devem viver para buscar responder a um chamado à santidade que nasceu no batismo e não no matrimônio”, destacou Dom Antonio.
Encontro extraordinário
O Sínodo de 2014 tem caráter extraordinário e deverá ser construído um documento prévio de estudos para o ano seguinte. Serão analisadas as contribuições de diversas dioceses, paróquias, institutos e movimentos relacionados à família. Em geral, o encontro dos bispos acontece a cada três anos. Em 2015, durante o Sínodo Ordinário, serão traçadas as linhas pastorais que deverão traçar para o trabalho da família e da nova evangelização do mundo.
O Sínodo é uma decorrência do concílio vaticano segundo – João Paulo II colegialidade dos bispos – comunhão de bispos e leigos que a Igreja se faz. Periodicamente eles se reúnem para estudarem determinados temas relacionados à evangelização.
Já foram nomeados os secretários para trabalharem na organização do Sínodo do próximo ano. Os responsáveis serão o antigo núncio no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, o Cardeal Péter Erdo, Arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria), e Dom Bruno Forte, Arcebispo de Chieti-Vasto (Itália).
Segundo Dom Antonio, em 1981 houve um sínodo sobre a família, que gerou o documento que ilumina o trabalho da Pastoral Familiar no mundo inteiro: a Exortação Apostólica Familiaris Consortio.
Fonte: arqrio,org

JMJ Rio2013 lança DVD sobre a missa com Papa Francisco no Brasil


“Papa Francisco no Brasil - A Santa Missa” é o título do DVD que retrata a missa celebrada pelo Santo Padre no encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) na Praia de Copacabana. O filme poderá ser adquirido a partir da próxima segunda-feira, 11 de novembro, nas principais lojas do País. Nesta sexta-feira, dia 8 de novembro, será a exibição para imprensa e convidados. O DVD traz as principais músicas que foram interpretadas na cerimônia. 
O filme contém os registros da Missa de Envio em quase duas horas de imagens inéditas. O documentário retrata desde a saída do Papa Francisco da residência onde estava hospedado no Sumaré, até à celebração em Copacabana. O DVD promete ser um documentário para católicos e também de seguidores de outras religiões.
Além da íntegra da missa, o DVD contém cenas extras das músicas da JMJ, além do making of com depoimento de pessoas que trabalharam na organização do evento como Marco Mazzola, responsável pela direção geral, e padres e cantores que entoaram as músicas da missa. Também é possível conferir clipes, que são lançados pela MZA Music / Sony Music. 
A JMJ Rio2013 lançará outros dois DVDs ainda este ano: o documentário “Rio de fé” do diretor Cacá Diegues,  que mostra a Jornada por meio de histórias de peregrinos, voluntários e famílias de acolhida. Outro, produzido pela Globo, mostra os principais momentos da visita e discursos do Papa Francisco no Rio. 
Missa de Envio
O último evento oficial da JMJ foi a Missa de Envio no dia 28 de julho. Papa Francisco convidou os jovens a partirem em missão, serem protagonistas de um novo tempo. Foram 3,7 milhões de fiéis nas areias e ruas, segundo estimativa da organização. As palavras, os cânticos e até os momentos de silêncio comoveram os peregrinos, como mostram as imagens.
Outro momento, registrado neste DVD, foi a palavra do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ao fazer um agradecimento emocionado ao Papa: “Sentimos que segunda-feira irá faltar alguém muito importante e próximo de nós, alguém que nos fez muito feliz e se aproximou de cada um com as suas palavras e seus gestos”.
As imagens também mostram a presidente Dilma Rousseff com representantes de outros países, como a presidente da Argentina, na primeira fila da multidão que acompanhava a missa. 
Fonte: arqrio.org

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ângelus: "Não há pecado ou crime que possa cancelar um homem do coração de Deus"

“Não há pecado ou crime que possa cancelar um homem do coração de Deus”: a misericórdia divina foi a tônica da alocução pronunciada pelo Papa Francisco antes do Angelus deste domingo, dia 3, no Vaticano.
Comentando a conversão de Zaqueu, o Pontífice recorda que este trecho narrado no Evangelho de Lucas resume em si o sentido de toda a vida de Jesus, ou seja, procurar e salvar as ovelhas perdidas.
Zaqueu é uma delas. É desprezado porque é o chefe dos publicanos da cidade de Jericó, amigo dos odiados invasores romanos. É ladrão e explorador.
Impedido de se aproximar de Jesus, provavelmente por causa de sua má fama, e sendo pequeno de estatura, Zaqueu sobe em cima de uma árvore para poder ver melhor o Mestre que passa.
“Este gesto exterior, um pouco engraçado, expressa porém o ato interior do homem que tenta elevar-se sobre a multidão para ter um contato com Jesus”, explicou o Papa.
O próprio Zaqueu não sabe o sentido profundo do seu gesto; nem mesmo ousa esperar que possa ser superada a distância que o separa do Senhor; se resigna a vê-lo somente de passagem.
Mas Jesus, quando passa perto desta árvore, o chama por nome: «Zaqueu, desça da árvore porque hoje quero jantar na sua casa» (Lc 19,5). Zaqueu, aliás, é um nome significativo, pois quer dizer “Deus lembra”.
Já naquela época, comenta o Pontífice, existiam os “fofoqueiros”, pois este gesto de Jesus suscitou as críticas de toda a população de Jericó: “Mas como? Com todas as pessoas boas que existem na cidade, escolhe justamente um publicano? Sim, porque ele estava perdido; e Jesus diz: «Hoje a salvação entrou nesta casa, porque ele também é filho de Abraão» (Lc 19,9).
Não existe profissão ou condição social, não há pecado ou crime de qualquer gênero que possa cancelar da memória e do coração de Deus um só filho sequer. “Deus recorda”, não esquece nenhum daqueles que criou; Ele é Pai, sempre à espera de ver com atenção e com amor que renasça no coração do filho o desejo de regressar à casa. E quando reconhece este desejo, mesmo que simplesmente manifestado, imediatamente põe-se a seu lado, e com o seu perdão lhe torna mais leve o caminho da conversão e do regresso.
O gesto de Zaqueu, disse ainda o Papa, é um gesto de salvação. “Se há um peso na consciência ou algo do qual se envergonhar, não se preocupe. Suba na árvore ‘da vontade de ser perdoado’. Eu garanto que não se desiludirá. Jesus é misericordioso e jamais se cansa de perdoar.”
Francisco concluiu pedindo que cada um de nós ouça a voz de Jesus que nos diz: “Hoje quero passar na sua casa”, ou seja, na nossa vida.
Ele pode nos mudar, pode transformar o nosso coração de pedra em coração de carne, pode nos libertar do egoísmo e fazer da nossa vida um dom de amor.
Fonte: arqrio.org

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Igreja celebra em Finados a esperança da Ressurreição


Acendendo a chama da esperança de vida eterna nos corações de luto, no Dia de Finados, 2 de novembro, em toda a Arquidiocese do Rio serão celebradas missas na intenção dos fiéis defuntos.
Nos cemitérios da cidade, agentes pastorais de diversas paróquias e novas comunidades participarão de um dia de evangelização. Em muitos deles serão celebradas missas de hora em hora, presididas por sacerdotes e por bispos.
Os evangelizadores serão divididos em duplas e ficarão nas portas dos cemitérios abordando e distribuindo santinhos e cartões com mensagens para os visitantes. Também estarão disponíveis para ouvir e dar uma palavra de esperança a todos os que dela necessitarem.
Anunciando a Ressurreição
Mas a assistência às pessoas que perderam seus entes queridos não é feita somente no Dia de Finados. Diariamente ela é realizada nos cemitérios da cidade do Rio de Janeiro pelo Ministério da Consolação e Esperança.
O trabalho deste ministério teve início na Arquidiocese do Rio de Janeiro em 1984, com a ação de leigos nos cemitérios São João Batista e Inhaúma. Em 1988, a ação foi estendida ao plano diocesano, passando a abranger, então, todos os cemitérios da cidade. Mas foi em 1999 que o então arcebispo metropolitano, Cardeal Dom Eugenio Sales, investiu os primeiros ministros da Pastoral da Esperança. Já em 2002, sob o governo arquidiocesano de Dom Eusébio Scheid, o nome da pastoral foi mudado para Ministério da Consolação e Esperança.
A atual coordenadora diocesana do ministério, Marilda Roriz Reis, afirma que há dificuldade para atender os 19 cemitérios existentes no território da Arquidiocese do Rio, porque atualmente só existem 900 agentes em exercício. Para formar seus ministros e favorecer o ingresso de novos integrantes, o ministério realiza todos os anos, nos sábados do mês de maio, um curso litúrgico.
“Somos poucos diante da necessidade de nossa arquidiocese, e às vezes alguns cemitérios ficam sem assistência. Convocamos pessoas que sejam engajadas e que assumam a responsabilidade da Igreja Católica de ir aos cemitérios para levar uma palavra de conforto às pessoas que dela estão precisando, especialmente no Dia de Finados”, frisou.
Fonte: arqrio.org

sábado, 26 de outubro de 2013

Quebra-quebra

Muitos se perguntam diante do fenômeno da juventude encapuzada Black Bloc: até quando? Cresce em ritmo e número, truculência e provocação. Faz barulho e estrago. Dá prejuízo ao público e ao privado. Atrapalha a população. Prende-a na condução. Atrasa a chegada. Dificulta a volta. Haja incômodos somados aos das manifestações e passeatas.
Considera-se anarquista. Porém, anarquia é só a ausência de coerção ou recusa de sujeição. Daí, o anarquismo aplicar-se aos movimentos de libertação social ao longo da história. Curiosamente, até Deus um dia foi chamado de anárquico, pelos teólogos medievais. Não porque a fé apoiasse ou inspirasse movimentos libertários, conforme o interesse e a manipulação dos crentes, mas porque Deus não tem necessidade de princípio exterior para ser, existir e agir. É Ele seu próprio princípio. Absolutamente autônomo. Quanto a nós, mesmo livres e sem coerções, somos sujeitos a várias influências externas, aceitas consciente ou assimiladas inconscientemente. Nossa autonomia é relativa. Nossa liberdade é situada.
Não merece a distinção de anarquista quem se conduz pelo ideal punk de só visar à rebeldia descompromissada e irresponsável, sem mesmo considerar de onde ela provém. De assumi-la sem capuz ou máscara. Carece de fim construtivo depois da desconstrução. É apenas violência pela violência. Gratuita, sem causa e sem fim.
A violência pode ser ato de insatisfação pessoal, coletiva, espontânea e passageira. É o caso de trabalhadores que se sentem agredidos e desrespeitados no direito de ir e vir, quando o transporte falta, enguiça, atrasa. Respondem com a depredação. A paixão selvagem é impensada e momentânea. Quase instintiva. Também faz estragos. Não resolve, apenas onera os cofres públicos. Mas quem depreda paga pelo que faz, indiretamente, como contribuinte. Ao contrário, a passionalidade do baderneiro é pensada e está sujeita a lideranças externas de chefia, ainda que ocultadas. É mais blogueira que roqueira. Daí, a programação calculada: dia, local e hora, previamente agendados, em sintonia com as concentrações de outros grupos que têm motivos claros para protestar e reivindicar.
 Os encapuzados se assemelham aos antigos vândalos somente no sentido que destroem os bens alheios, até de valor cultural e histórico. Impactam quando insultam as instituições e desafiam os policiais. Se não têm respeito nem medo da polícia, quem os poderá deter?
A violência é fruto da agressividade humana, sabemos. Esta pode ser direcionada para o bem, através da educação integral, da luta por causas humanitárias e da religião do amor. É célebre o zelo da ira santa do Mestre. Usou o chicote contra os vendilhões do templo. Pode, ao contrário, a agressividade natural alimentar as ações mais destrutivas. Por isso, é preciso impor-lhe limites legais para que não se transforme em violência até a banalização do mal. O Direito, a Ética e a Moral existem. Regulam as relações sociais a fim de que não se desvirtuem. Por isso, em tempos de crise, as instituições são solicitadas e cobradas para que funcionem. Os que têm poder decisório são chamados a investigar, capturar, julgar, aplicar as leis e impor sanções. Outros profissionais também cooperam em suas especialidades e atribuições.
O estado democrático de direito é a fonte institucional para limitar a violência de quem se disfarça ou, melhor, se esconde em quaisquer tipos de capuzes e de mascaramentos.
Autor: Dom Edson de Castro Homem - Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Fonte: arqrio.org

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A grande missão da Igreja


Para celebrar o Dia Mundial das Missões, aconteceu a 1ª Manhã de Animação Missionária, neste sábado, 19 de outubro, na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro. O arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, presidiu a Santa Missa que foi concelebrada pelo bispo auxiliar Dom Paulo Cesar Costa e pelos vigários episcopais e sacerdotes presentes.
A Sagrada Eucaristia, que reuniu missionários religiosos e leigos de idades diversas, foi transmitida pela RedeVida, com sinais para a WebTV Redentor, Rádio Catedral FM 106,7 e Rádio Canção Nova RJ.
Na homilia, o arcebispo afirmou que a grande missão da Igreja é anunciar Jesus Cristo Senhor a todas as nações. Ele destacou que é necessário obediência para proclamar essa Boa Notícia, seguindo a ordem: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1,7), que é o tema deste ano do Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo, dia 20. 
“Todos somos convidados, enquanto responsáveis pela divulgação de uma notícia importante. É preciso responder a esse chamado com o nosso sim. A dimensão missionária é essencial para a Igreja, não tem como ser cristão católico e não ser missionário”, disse Dom Orani.
 
“Dimensão missionária deve ser como o sangue que corre em nossas veias”
O arcebispo destacou que por onde o cristão andar deve levar a mensagem de Cristo para testemunhar a fé. “A dimensão missionária não deve ser como uma roupa que podemos tirar a qualquer momento, mas sim como o sangue que corre em nossas veias. Essa atitude é conseqüência do encontro com Jesus Cristo, de quem continua próximo de Jesus. Por tudo o que vimos e sentimos com a presença do Senhor em nossas vidas e por saber que Ele está conosco até o final dos tempos”, ressaltou.
 Dom Orani afirmou que a maturidade da Igreja faz brotar missionários.
“Nem sempre é fácil, mas esse é o nosso caminho, não devemos nos intimidar, mas continuar firmes testemunhando Jesus Cristo. Somos chamados a estar atentos a todas as necessidades da Igreja. Jesus leva o mundo a ser novo, não podemos deixar de dizer em quem acreditamos, vivendo de forma missionária, em todos os lugares, cada instante de nossa vida. Neste mês missionário, que nossos corações sejam incendiados para continuar proclamando a Boa Nova”, finalizou.
Após a Sagrada Eucaristia, aconteceram palestras, partilhas e testemunhos que refletiram sobre o valor das ações missionárias. A 1ª Manhã de Animação Missionária contou com as presenças do coordenador da Comissão Missionária Diocesana (Comidi), padre Ludendorff Cohen Couto (Licinho), e dos padres Francisco Dinelly, vigário geral da Diocese de Parintins (AM), Geraldo Dondici, da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG). O encontro, que foi animado pela Comunidade do Caos à Glória, abriu o Congresso Missionário.

Fonte: arqrio.org

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O Catecismo da Igreja Católica


Como parte da celebração do Ano da Fé, o Papa Bento XVI indicou como instrumento próprio de estudo e meditação o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Junto com este, ainda temos o Compêndio do Catecismo e o YouCat. Vamos nos dedicar a compreender um pouco da história, da motivação e da importância destes três documentos para nós. 
Catecismo da Igreja Católica
Em 1985, ocorreu uma assembleia extraordinária dos bispos para celebrar os vinte anos de conclusão do Concílio Vaticano II e para refletir sobre a adesão da Igreja às resoluções conciliares. Dentro deste contexto, os bispos solicitaram a redação de um catecismo, ou um compêndio de toda a doutrina de fé e moral católica, para auxiliar os cristãos no conhecimento dessa doutrina. O próprio Papa Bento XVI, na introdução do YouCat, afirma que a razão para a elaboração do Catecismo da Igreja Católica (CIC) foi a necessidade de confirmação do conteúdo da fé e da moral católica diante das dificuldades geradas na época pós-conciliar. Os cristãos precisavam ter um instrumento seguro sobre as posições da Igreja. O CIC assume este papel de nortear e confirmar a fé dos cristãos.

O Catecismo pretende ser uma “exposição completa e integral da doutrina católica, de tal maneira que cada pessoa possa conhecer o que a Igreja professa e celebra, vive e reza em seu cotidiano”. Além de “nova e autorizada exposição da única e perene fé apostólica, que será um ‘válido e legítimo instrumento para a comunhão eclesial’ e ‘ uma norma segura para o ensino da fé’, assim como um texto de referência seguro e autêntico” (cf. carta apostólica Laetamur Magnopere).
Este catecismo apresenta três orientações, a partir das solicitações feitas pelos padres sinodais em 1985, a saber: ele deve apresentar a doutrina mostrando sua relação com a Sagrada Escritura; relacioná-la com as celebrações litúrgicas; e oferecer os ensinamentos adaptados à atual vida dos cristãos.

O Catecismo foi elaborado durante seis anos. O Papa João Paulo II criou uma comissão, presidida pelo nosso atual Pontífice emérito Joseph Ratzinger, para preparar um projeto. Esta comissão coordenou o trabalho feito, colocando todo o material produzido em um único texto. Os bispos do mundo inteiro, representando suas dioceses, redigiram textos para compor os temas propostos na estrutura do Catecismo.
O CIC se divide em quatro partes: a exposição do conteúdo da fé cristã; a celebração e comunicação do mistério cristão na Liturgia; a ação do homem e da sociedade iluminados pela vida nova trazida por Cristo; e a oração cristã, tendo o Pai-Nosso como caminho da relação entre o homem e Deus.

Assim, no dia 11 de outubro de 1992, comemorando trinta anos de abertura do Concílio Vaticano II, o Papa João Paulo II apresenta o texto do CIC e o destina a todos os fiéis que desejam confirmar e aprofundar a sua fé e, ainda, a todos os homens de bem que desejem conhecer a doutrina católica.

Compêndio do Catecismo
Para comemorar os 20 anos do início da elaboração do Catecismo da Igreja Católica, em 2005, o Papa Bento XVI lançou, no dia 28 de junho do mesmo ano, o Compêndio do Catecismo. Sua elaboração se deve ao pedido feito pelos participantes do Congresso Catequético Internacional, realizado em outubro de 2002. No tempo, o Papa João Paulo II acolheu a solicitação e decidiu criar uma comissão para realizar tal tarefa. Em fevereiro de 2003, foi criada essa comissão, presidida pelo então Cardeal Joseph Ratzinger.

O Compêndio do Catecismo é “uma síntese fiel e segura do Catecismo da Igreja Católica. Ele contém, de forma concisa, todos os elementos essenciais e fundamentais da fé da Igreja” (cf. Motu proprio para a aprovação e publicação do Compêndio). Ele apresenta uma estrutura em conformidade com as quatro partes do CIC, mas seu texto é elaborado a partir de perguntas e respostas.

YouCat
O YouCat é um catecismo elaborado em consonância com o CIC, destinado aos jovens do mundo todo. Seu nome advém da abreviação de Youth Cathecism, expressão inglesa que significa “catecismo da juventude”. Ele é fruto das experiências das Jornadas Mundiais da Juventude, em que os participantes apresentavam um interesse em conhecer sua fé e dar razões a ela.

O arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, orientou a elaboração do texto do YouCat. Ele se encontra estruturado de acordo com as quatro partes do CIC e, como o Compêndio, está elaborado em perguntas e respostas. Ademais, o texto conta com ricas citações bíblicas sobre os temas tratados, definições de termos e conceitos, além de testemunhos dos Santos e de outros autores cristãos.

O Papa Bento XVI escreveu uma introdução a este livro. De lá podemos tirar um trecho que mostra o pedido que ele faz aos jovens: “Por isso, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo para isso! Estudai-o no silêncio do vosso quarto; lede-o em duplas, se sois amigos; formai grupos e redes de estudo; trocai ideias pela Internet. Permanecei, de todos os modos, em diálogo sobre a vossa fé!”.
Fonte: arqrio.org

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cristãos sem Jesus se tornam discípulos de ideologias, adverte Francisco


Se um cristão “se torna discípulo da ideologia, perde a fé”. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa matutina na Casa Santa Marta.
“Ai de vós, legistas, porque tomastes a chave da ciência”: o Papa Francisco desenvolveu sua homilia a partir da advertência de Jesus contida no Evangelho de hoje, atualizando-a.
“Quando caminhamos pelas ruas e encontramos uma igreja fechada, sentimos algo estranho”, disse o Papa, porque “não dá para entender uma igreja fechada”.
Hoje, Jesus fala desta imagem do fechamento, que é a imagem desses cristãos que têm em mãos a chave, mas a levam embora, não abrem a porta. Ou pior, ficam parados na porta, impedindo a própria entrada e a entrada dos outros. A falta de testemunho cristão faz isso, e quando este cristão é um padre, um bispo ou um Papa, é ainda pior. O que acontece, se questiona Francisco, quando um cristão adota esta atitude da chave no bolso e porta fechada?
A fé passa, por assim dizer, por um alambique e se torna ideologia. E a ideologia não convoca. Nas ideologias, Jesus não existe, não existe sua ternura, seu amor e sua mansidão. As ideologias são rígidas, sempre. E quando um cristão se torna discípulo da ideologia, ele perde a fé: não é mais discípulo de Jesus, é discípulo deste modo de pensar... E por isso Jesus diz: ‘vocês levaram embora a chave da ciência’. O conhecimento Dele se transformou num conhecimento ideológico e também moralista, porque eles fechavam a porta com muitas prescrições.
A ideologia, disse ainda o Papa, afasta as pessoas e afasta a Igreja das pessoas. “É uma doença grave a dos cristãos ideológicos. É uma doença, mas não é nova… Já o Apóstolo João, na sua primeira carta, falava disso, dos cristãos que perdem a fé e preferem as ideologias. E tornam-se rígidos, moralistas e sem bondade.”
Quando isso acontece, explicou o Pontífice, a oração desaparece do coração desse cristão. E se não há oração, a porta está sempre fechada. A chave que abre a porta da fé é a oração:
Quando um cristão não reza, acontece isso. E o seu testemunho é soberbo. Quem não reza é orgulhoso, é seguro de si, busca a própria promoção. Ao invés, quando um cristão reza, não se afasta da fé, fala com Jesus. Todavia, não se trata de recitar orações, como faziam os legistas, mas falar com Deus de coração a coração.
“Uma coisa é rezar, outra coisa é recitar orações”, advertiu Francisco, que concluiu:
Peçamos ao Senhor a graça, primeiro de não deixar de rezar, para não perder a fé; permanecer humildes, e assim não estaremos fechados, não fecharemos a estrada ao Senhor.
Fonte: arqrio.org

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Campanha da JMJ arrecada doações


A Jornada Mundial da Juventude Rio2013 lança campanha de arrecadação de doações para quitar os últimos investimentos. Com início de veiculação neste sábado, 12 de outubro, o primeiro filme é estrelado pelo padre Fábio de Melo e tem como trilha sonora a música "A Montanha" de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. A campanha conta com a participação de vários artistas. Todos eles, gentilmente, cederem o direto de imagem e autoral.
As doações podem ser feitas pelo site www.doarjmj.com.br ou na conta corrente 20130-5, agência 0204, Itaú.
A Jornada Mundial da Juventude aconteceu de 23 a 28 de julho de 2013 no Rio de Janeiro, reunindo cerca de 6 milhões de pessoas. O arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, em seu artigo semanal, publicado um mês após a JMJ, falou sobre os desafios que a Arquidiocese enfrentou para a realização desse grande evento de fé: "Nessa Jornada tivemos muitas mudanças desde o inicio: um ano a menos de preparação; a cruz da juventude e o ícone de Nossa Senhora já terem sido entregues ao final da Jornada de Madri; as trocas de locais (Base Aérea de Santa Cruz e Guaratiba); o empobrecimento de algumas regiões do mundo, que fez diminuir a presença de jovens dessas nações; as questões de atentados pelo mundo, que aumentaram a preocupação com a segurança; as catástrofes em locais fechados em nosso país, que levaram ao fechamento de tantos locais destinados a atos culturais; as várias manifestações contrárias à religião e à igreja nas várias mídias e a ameaça delas durante a Jornada e, também, a pouca tradição de jornadas em nosso continente latino americano – a única até então, tinha acontecido em Buenos Aires, na Argentina, há 26 anos e tantas outras situações novas".
Mas nenhuma dessas dificuldades impediram a grande manifestação da graça de Deus vividas pelos peregrinos e por toda a cidade do Rio durante os dias da JMJ. "Essa JMJ, foi, sem dúvida, uma ação de Deus na vida de todos nós! A Jornada foi um evento importante para nossas vidas e nosso país. Aqui nessa cidade vimos a mão de Deus agir. Agora, precisamos continuar nesse mesmo caminho, buscando concretizar tantos sonhos e tantos desejos expressos naqueles dias. Cabe a cada um de nós, a nossas paróquias e nossas pastorais, darem os passos dentro daquilo que o Senhor nos concedeu, por inteira liberalidade e misericórdia", ressaltou Dom Orani.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hoje é dia de Santa Teresa D'Ávila


A Igreja celebra hoje Santa Teresa D'Ávila. Na Arquidiocese do Rio, o arcebispo Dom Orani João Tempesta celebra missa, às 19h, na Paróquia dedicada a santa, na Rua Áurea, 71, no bairro de Santa Teresa.

Teresa nasce em Ávila
 (Espanha), em 28/03/1515, em plena reforma protestante, período de fermentação política, social, religiosa. Isso acaba tendo grande repercussão nela.
Mulher de personalidade notável, expressiva, cheia de vida; Santa Teresa quando moça, era extremamente bonita. Com irresistível prazer de viver, era apaixonada por Cristo. Sabia cozinhar muito bem e “encontrar Deus entre as panelas”, tinha grandes habilidades e um bom senso de humor. Uma mulher de vontade forte, alegre, inesquecível. Vamos ver que Deus usa as suas características, seu temperamento e personalidade como o estofo em que vai nascer uma grande santa.
Teresa era mulher muito humana, que desmistificou a mística, mesclando humanidade e espiritualidade.
Santa Teresa D’Ávila teve uma infância encantada pelas histórias dos santos, o que lhe trazia ardor ao coração em “Querer ver Deus”.
Quando Santa Teresa entra na adolescência, descobre o fascínio natural de seu ser. Envaideceu-se, desejando cada vez mais parecer bela. Era cheia de vaidades. Cuidava muito dos cabelos, das mãos, que eram belas, gostava de perfumes e belas roupas. Tinha apreço pela cor laranja. 
Mas, no difícil período da adolescência, teve a companhia de uma prima que a afastou da fé. Teresa ansiava por ser amada apaixonadamente, como as damas dos romances de cavalaria. Aos 16 anos, após ter perdido sua mãe aos 13 anos, o pai a colocou no mosteiro para resguardar sua honra. Ela resistia muito à ideia de ser freira.
Santa Teresa D’Ávila entrou para o Carmelo e, de 1535 a 1554, e viveu, como ela mesma definiu em seus escritos, uma vida medíocre. Dos 20 aos 39 anos, foi monja medíocre. Na verdade, Santa Teresa não entrou no convento por uma convicção, mas por medo do inferno e para garantir a felicidade celeste. Entrar para o convento foi uma fuga espiritual. Mas, após a cura de uma doença, em 1556, experimentou o matrimônio espiritual, através do fenômeno místico da “transveberação”. Santa Teresa teve uma visão de um anjo transpassando seu coração com uma lança. A teologia espiritual vê nesse fenômeno o mais alto grau de união mística que o ser humano pode alcançar. Em Alba de Tormes, em Salamanca, uma de suas fundações, estão partes de seu corpo. Lá podemos ver seu coração em um relicário e nele uma fenda que o transpassa: a transveberação deixou também a sua marca física no coração da santa.
Em 1567, Teresa conhece Frei João da Cruz, seu grande companheiro nas fundações. Ele vivia uma crise vocacional, desejando sair do Carmelo em busca de uma vida mais radical. Mas ela o convence a viver essa radicalidade no Carmelo mesmo. Assim, a reforma se inicia no ramo masculino também.
Santa Teresa e São João da Cruz sofreram perseguições por causa da reforma. Chegaram a ser acusados perante a Santa Inquisição.
Teresa morre no dia 4 de outubro de 1582, provavelmente de câncer no útero. Sua última palavra foi: “Morro filha da Igreja”.
Santa Teresa D’Ávila foi beatificada em 1614; canonizada em 1622 e proclamada Doutora da Igreja em 1970. São palavras de Paulo VI, na proclamação de seu doutoramento como mater spiritualium: é “uma mulher excepcional, como uma religiosa que, coberta inteiramente pelo véu da humildade, da penitência e da simplicidade, irradia a sua volta a chama da sua vitalidade humana e do seu dinamismo espiritual, incomparável na contemplação e infatigável na ação. Como é grande, como é única, como é humana e como é atraente essa figura!”
Santa Teresa D’Ávila deixou muitos escritos. Suas grandes obras são: Livro da vida, Caminho de Perfeição, Moradas ou Castelo Interior, Fundações e Cartas e Poesias.
Algumas de suas frases marcantes foram:
Fixe o olhar no Crucificado e tudo será insignificante.
O demônio tem medo de almas determinadas.
O soldado não tem como voltar para casa na guerra – ou ganha à batalha ou morre.