quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Quaresma: Tempo de renovar a vida cristã



Dom Orani João Tempesta


Iniciamos nossa caminhada para a Páscoa! Refazemos o caminho do Êxodo em 40 dias de jejum, esmola, oração, penitência. Queremos renovar nossa vida cristã passando novamente pelo mar vermelho das promessas batismais e da nossa unidade com o Deus da aliança, tornando presente o acontecimento do Monte Sinai.

É um tempo especial para nós, católicos, quando a liturgia, sóbria e simples, nos enfoca o essencial de nossa vida cristã e nos conduz para uma sincera abertura para a graça de Deus, chamando-nos à conversão visibilizada no sacramento da Penitência. As celebrações penitenciais que se multiplicam pela Arquidiocese são para nós a oportunidade que devemos aproveitar e acolher como um grande dom de Deus para a experiência de Sua misericórdia e renovação de nossas vidas.

A Igreja nos convida a viver o tempo da Quaresma! Infelizmente, a sociedade, com sua realidade plural, não se importa com este tempo, muito mais preocupada está com os resultados dos desfiles carnavalescos e a procura de vender mais chocolates por ocasião da Páscoa. Todos os anos, ao início deste tempo, somos convidados ao jejum e à abstinência de carne.  Assim, já na Quarta-feira de Cinzas surge em meio aos cristãos acostumados às muitas celebrações a pergunta: “qual o significado da Quaresma?”

Para responder a essa questão, devemos olhar para o nosso dia-a-dia e perceber que todas as vezes que as pessoas estão diante de algo importante para suas vidas lançam-se freneticamente numa preparação para conseguir o objetivo desejado. Jovens enfrentam os muitos “cursinhos” para passar no vestibular; outros se empenham nas aulas de direção para conseguir a tão sonhada carteira de motorista. Aprender nova língua para conseguir um bom emprego; Esmerar-se nos estudos para conseguir a vaga em entidades públicas ou uma grande empresa. Ou seja, para algo especial, preparação radical

A Páscoa é a celebração máxima da vida do Cristianismo, expressão mais profunda do nosso relacionamento com Deus; por isso, a Igreja como “Mãe e Mestra” nos convida a uma preparação especial de quarenta dias – o tempo da Quaresma. Aqui no Brasil, somos questionados a cada ano diante de assuntos importantes para a vida cristã e para a nossa sociedade. Neste ano é sobre a juventude. É óbvio que no ano em que o Brasil recebe aqui no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da Juventude, o tema também fosse o mesmo aprofundado do lado social e dos compromissos do protagonismo juvenil na transformação da sociedade.

Neste tempo propício de oração, jejum e caridade, devemos rever nossas atitudes diante de Deus, do próximo e de nós mesmos. É um convite à oportunidade de estar plena e conscientemente diante de Deus, para receber d’Ele a vida nova, trazida na Páscoa.

O espaço de tempo de quarenta dias tem sua fundamentação na Sagrada Escritura. Os números têm um simbolismo muito grande nos dois Testamentos. Vemos a duração da Quaresma baseada no símbolo deste número na Bíblia. Quarenta dias e quarenta noites é o tempo de duração do dilúvio (Gen. 7,12), aqui Deus dá uma nova oportunidade de vida e regeneração aos que se salvaram seguindo os seus mandamentos; Quarenta anos foi o tempo da peregrinação do povo judeu pelo deserto (Dt 1-3), errante, sofrido e ao mesmo tempo pleno de esperança, marca definitiva de todo cristão. Quarenta dias Moisés e Elias estiveram na montanha (Ex. 24,18) e ainda quarenta dias que Jesus passou no deserto (Lc 4,2) antes de começar a sua vida pública, fazendo jejum e ali sendo tentado por Satanás. Aliás, esse é o episódio que abre a Quaresma no primeiro domingo, cada ano em uma das versões dos evangelhos sinóticos.

Percebemos na história bíblica o tempo de quarenta dias para uma preparação de algo que viria logo a seguir, sendo considerado como muito importante. Somos ajudados também pelos acontecimentos do mundo atual, quando vemos ao redor a violência, o egoísmo, a intolerância, o relativismo, a manipulação do ser humano como “coisa”, a desunião da família e a contestação dos valores da vida e do ser humano colocados diante de nós a cada instante pelas várias circunstâncias culturais e sociais. Por outro lado, temos exemplos belíssimos de sinais de desapego, de amor ao próximo, de serviço à Igreja, como nos deu o nosso beatíssimo padre o Papa Bento XVI, que marcou a conclusão de seu pontificado para o próximo dia 28 de fevereiro, demonstrando a grandeza de seu espírito. Ele continuará servindo à Igreja e à humanidade com uma vida de oração e silêncio no Mosteiro situado no Vaticano.

Com todo o sentido espiritual, litúrgico, social, cultural e dos acontecimentos atuais, a Quaresma deste ano nos traz, portanto, a oportunidade magnifica de mudança. Mudança de rumo, de perspectivas, enfim, de vida. Se todos os anos esse apelo é marcante, este ano muito mais: agora é o tempo favorável que temos para empreender ainda mais como cristãos o nosso empenho nessa abertura à ação da graça, vivenciando a beleza da escolha que o Senhor fez de cada um de nós para sermos seu povo e seu rebanho.

O seu significado mais profundo vai depender de cada coração. Como estamos acolhendo este tempo penitencial? Tem ele nos trazido novas moções do Espírito? E nós as temos aceitado? Como se trata de um tempo penitencial, ainda caberia uma pergunta ao nosso coração. Minha consciência aprova tudo o que faço, ou às vezes deixo de fazer, correndo o risco de omitir-me diante da verdade?

É o tempo da oportunidade que Deus mais uma vez se dispõe a nos presentear para estarmos na sua presença.Que as atitudes externas deste tempo correspondam a um coração contrito e arrependido, que busca configurar-se a Cristo em suas atitudes concretas no relacionamento com Deus e com os irmãos. É a proposta anual da Igreja que chama seus filhos a viverem com coerência a vida segundo o Evangelho no seguimento de Cristo hoje.

O período quaresmal, em que a Liturgia da Igreja apresenta à nossa reflexão os grandes mistérios da salvação, seja vivido por nós todos em atitude de penitência e de sacrifício, para nos prepararmos dignamente para o encontro pascal com Cristo. Vivei sempre animados pelo ideal altíssimo proclamado por Jesus: O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos (Jo 15, 12-13).

Portanto, a Quaresma vai significar para cada coração que crê a grande oportunidade da sua vida. Estar na presença de Deus e d’Ele receber vida, e vida em abundância (Jo 10,10).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Simulado de Catequese do Vicariato Norte no picadeiro da FÉ

Do blog do Vicariato Norte

O Simulado de Catequese do Vicariato Norte aconteceu no dia 23/2, das 8h às 12h, no Unicirco Marcos Frota, na Quinta da Boa Vista, S. Cristóvão, RJ. A idéia era realizar este Simulado fora das paróquias porque haverá eventos da JMJ que não se realizarão nas igrejas. Paroquianos que atenderam ao chamado cumpriram todas as etapas do encontro: chegada às 8h, reflexão sobe a Palavra com o Bispo Dom Paulo Cesar, testemunho da voluntária polonesa, Maria, que já está trabalhando conosco, testemunho de quem já participou de outras jornadas, confissões, cânticos, Banda Canto Novo, nº de acrobacia oferecido por um equilibrista local, entrevistas e Santa Missa. Os simulados contam com a presença do maior nº de pessoas possível para a avaliação dos acertos e falhas. Portanto, não deixe de atender aos apelos de seu vicariato porque estamos diante de um enorme evento em julho próximo, a JMJRio2013.  Especialmente os jovens. Houve muitas postagens no twiter e facebook, durante o evento. @PascomVNorte.

Galeria de imagens:


           Ótima presença de voluntários


           Presença de Dom Paulo Cezar


             Pe Cláudio - Vigário Episcopal

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Missa em Ação de Graças pelo pontificado do Papa Bento XVI


Nesta sexta-feira, 22 de fevereiro, ao meio dia, a Arquidiocese do Rio de Janeiro irá  oferecer uma Missa em Ação de Graças pelo Pontificado do Papa Bento XVI. A missa será presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Orani João Tempesta na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé. 

Na mesma data, todas as paróquias da Arquidiocese também celebrarão a Eucaristia com esta intenção, em diversos horários. A Igreja Nossa Senhora do Carmo fica à Rua Sete de Setembro, 14, no Centro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

JMJRio2013: obras em Guaratiba começaram nesta terça-feira


Mais um passo foi dado rumo à Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho deste ano, no Rio de Janeiro. As obras no terreno que irá receber a Vigília e a Missa de Envio com o Santo Padre, batizado de Campus Fidei (Campo da Fé), começaram na tarde desta terça-feira, 19 de fevereiro, após a cerimônia de benção presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

Estiveram presentes também os Bispos Auxiliares, Dom Paulo Cezar, Dom Edson de Castro Homem, além de representantes das três esferas de governo: municipal, estadual e federal, vigários episcopais, membros do clero, funcionários do Comitê Organizador da Jornada e paroquianos da região. Aproximadamente 200 pessoas acompanharam o evento. O Arcebispo ressaltou que a benção ao terreno se estende àqueles que participarão da JMJ e também àqueles que durante os próximos meses trabalharão no local:

— Mais do que um terreno, aqui é o local onde a juventude estará presente e será acolhida por nós. Aqui acontecerá a Vigília do sábado e a Missa de Envio do domingo e os jovens poderão conhecer as belezas naturais dessa região e as belezas do povo que aqui reside. (...) Vamos abençoar esse local que será um dos espaços da Jornada Mundial da Juventude pedindo a Deus para que abençoe também todos os jovens que virão para cá durante a JMJ e também por todas as pessoas que trabalharão pro aqui durante esses cinco meses, disse.

Fonte: arqrio.org
 Por: Raquel Araujo e Raphael Freire

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Amor Intercessor

Clique e assista o vídeo oficial do mais novo trabalho de Pe Gleuson Gomes. Cd Amor Intercessor.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Semana de Formação da Iniciação Cristã do Vicariato Norte


Um convite aos nossos Agentes de Pastorais de Iniciação Cristã: Batismo, Catequese e Crisma.

De 18 a 22 de fevereiro, o Vicariato Norte irá promover a semana de formação da Iniciação Cristã. As atividades serão realizadas na Paróquia Nossa Senhora do Líbano, na Tijuca, das 14h às 17h, todos os dias.   O Vigário Episcopal do Vicariato Norte, padre Claudio dos Santos fará a abertura do evento e irá palestrar sobre a Porta da Fé. Confira os temas das reflexões dos demais dias: 

TEMAS
Dia 18/02: Porta da Fé – Pe. Claudio dos Santos;
Dia 19/02: A Iniciação Cristã no 11º PPC – Irmã Lúcia;
Dia 20/02:  Redescobrindo nosso material e inserindo a família – Seminarista Arthur José T. da Conceição;
Dia 21/02:  Dimensão Bíblica da Fé – Pe. Leonardo Agostini;
Dia 22/02: Campanha da Fraternidade e JMJ – Glória Louro,  e Jovens;

A Paróquia Nossa Senhora do Líbano fica à  Rua Conde de Bonfim, 638

Catequese: Papa destaca o que é a verdadeira conversão


No dia em que a Igreja inicia o tempo quaresmal, nesta Quarta-Feira de Cinzas, 13, o Papa Bento XVI reuniu-se com os fiéis na Sala Paulo VI para a audiência geral. O foco de sua reflexão foi este momento específico da vida terrena de Jesus Cristo, lembrando as tentações sofridas por Ele e destacando a necessidade de uma verdadeira e contínua conversão dos fiéis. 

A reflexão sobre as tentações sofridas por Jesus é, segundo o Papa, um convite para que cada um responda a uma pergunta fundamental: o que conta verdadeiramente na vida? Ele explicou que o ponto central das tentações pela quais passou Cristo é a proposta de manipular Deus, usá-lo para os próprios interesses, para a própria glória e sucesso, além de ter em sua essência a proposta de colocar a si mesmo no lugar de Deus. “Cada um deveria perguntar-se então: que lugar tem Deus na minha vida? É Ele o Senhor ou sou eu?”, disse.

Bento XVI enfatizou que a superação de tais tentações é um caminho que cada cristão deve percorrer sempre novamente. Ele explicou ainda o significado da “conversão”, um convite sempre tão escutado na Quaresma. “...significa seguir Jesus de modo que o seu Evangelho seja guia concreta da vida; significa deixar que Deus nos transforme, parar de pensar que somos nós os únicos construtores da nossa existência; significa reconhecer que somos criaturas, que dependemos de Deus, do seu amor”. 

Por fim, o Papa exortou os fiéis a, neste tempo de Quaresma, no Ano da Fé, a renovarem o empenho no caminho da conversão, para superar a tendência de fechar-se em si mesmo e dar espaço a Deus. “Converter-se significa não fechar-se na busca do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas assegurar que a cada dia, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor tornem-se a coisa mais importante”, concluiu. 

Fonte: Canção nova

Bento XVI envia mensagem para Campanha da Fraternidade


Queridos irmãos e irmãs,

    Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8)
     
      De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.

      Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” - ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).

      Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecia, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica.

Vaticano, 8 de fevereiro de 2013
[Benedictus PP. XVI]

domingo, 3 de fevereiro de 2013

“Crê para compreender, compreende para crer”

Ano da Fé - Formação

No homem atual, assim como no de outros momentos históricos, se encontra a pergunta sobre a relação entre a fé e a razão. Estes dois conceitos seriam contraditórios (ou eu acredito, ou eu compreendo) ou seriam correspondentes (eu creio, por isso compreendo e eu compreendo, por isso creio)? A resposta da fé católica a esta pergunta é clara: “Crer é um ato da inteligência humana que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça” (Santo Tomás de Aquino – S. Th. II-II,2.9). O nosso ato de resposta a Deus, longe de excluir a inteligência, faz dela uma instância de tal resposta. Desta forma, nós podemos afirmar uma relação positiva entre fé e razão: “Mas, ainda que a fé esteja acima da razão, jamais pode haver verdadeira desarmonia entre uma e outra, porque o mesmo Deus que revelou os mistérios e infunde a fé, dotou o espírito humano da luz da razão, e Deus não pode negar-se a si mesmo, nem a verdade jamais contradizer a verdade” (Concílio Vaticano I – Dei Filius – DS 3017).

Historicamente, nós encontramos três tipos de resposta à pergunta da relação fé e razão. Destas repostas, duas a Igreja considera insuficiente. A primeira resposta insuficiente é o fideísmo. Este pode ser entendido como a aceitação dos mistérios revelados por Deus sem o auxílio da razão. De maneira geral, podemos exemplificá-lo da seguinte maneira: “Eu creio porque Deus disse! Eu creio porque está na Bíblia! Eu creio porque para Deus tudo é possível!”. Esta postura carrega de positivo a abertura para a Revelação Divina. Todavia, não leva a sério o fato de que o conteúdo da Revelação foi dirigido para nós, homens. Nós fomos criados por Deus capazes não só de aceitar as verdades de Fé, mas também de entendê-las, de aprofundá-las, de retirar conclusões delas. Sem esta faculdade crítica, nós seríamos levados por todo vento de doutrina sem critérios para nos guiar.

A segunda resposta insuficiente é o racionalismo. Este pode ser entendido como o esforço do homem em “crer” só naquilo que ele pode explicar cientificamente. De maneira geral, podemos exemplifica-lo da seguinte maneira: “Eu creio porque a ciência provou que isto é verdade!”. Esta postura carrega de positivo uma tentativa do homem de conhecer a verdade. Todavia, embora Deus tenha nos criado com a faculdade da razão, esta é limitadíssima quando seu objeto de conhecimento é o próprio Deus e sua verdade revelada. Se o homem acreditar apenas no que sua razão conseguir comprovar cientificamente, viverá uma fé bem reduzida. De maneira geral, esta visão critica muito os milagres, as profecias, a Ressurreição de Cristo, a realidade sobrenatural da Igreja, a vida da graça, os novíssimos (purgatório, inferno e céu). A razão sozinha pode até conhecer a Deus, mas a revelação é quem a ilumina no conhecimento das realidades divinas.

Podemos perceber como o fideísmo e o racionalismo são posturas extremadas. A nossa Igreja acredita numa relação positiva entre fé e razão. De maneira geral, podemos exemplificar da seguinte maneira: “Eu creio porque Deus revelou e isto se harmoniza com a razão, tenho motivos de credibilidade”. A postura da Igreja valoriza o homem, criatura de Deus e dotado de inteligência, e a graça. O ato de crer não é movimento cego do homem.

A definição do ato de Crer dada por Santo Tomás de Aquino acima nos mostra exatamente o que entendemos por este ato:

Deus através da graça move a vontade humana – A fé é dom de Deus. É Ele que com o dom da sabedoria infunde um conhecimento de si no homem.

A vontade direciona a inteligência – Uma vez recebido o dom da fé, a vontade inclina a inteligência humana a buscar assentir, ou seja, a inteligência quer conhecer a Deus e os seus mistérios.

Crer é um ato da inteligência humana que assente a verdade divina – a inteligência humana compreende, em sua condição, a verdade revelada por Deus e encontra credibilidade nela.

Pelo que vimos nesta catequese, a fé cristã católica acredita na relação harmônica entre a fé e a razão. Nossa postura é equilibrada, salvaguardando tanto a dimensão da fé (Deus que revela a si mesmo e a sua vontade) e a dimensão da inteligência da fé (o homem é chamado a responder a Deus tendo razões críveis para o ato de fé). Assim, não vivemos nem o fideísmo (a fé pela fé) nem o racionalismo (a fé só naquilo que a ciência pode provar). A razão iluminada pela fé pode confiar plenamente em Deus e acolher a sua verdade sem ficar constrangida.

Para aprofundar convidamos a leitura do Catecismo da Igreja Católica, parágrafos de 154 a 160; do Compêndio do Catecismo, perguntas 28 e 29; do Youcat, pergunta 23; a Dei Verbum, número 2, 5 e 6; e, Gaudium et Spes, números 14-17; 53-62.

Fonte: www.arqrio.org
Por Padre Vitor Gino Finelon

Arquidiocese do Rio testemunha: Jesus Cristo é a luz do mundo

No último sábado, 2 de fevereiro, dia em que a Igreja celebrou a Apresentação do Senhor e o Dia de Nossa Senhora das Candeias, a Arquidiocese do Rio de Janeiro juntamente com o Comitê Organizador Local da (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) reuniu milhares de fiéis, na Concha Acústica do Santuário de Nossa Senhora da Penha, para o “Caminho de Luz”.

O evento, que teve como objetivo fazer com que os fiéis vivenciem cada vez mais o Ano da Fé rumo à JMJ Rio2013, contou com a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, de Bispos Auxiliares da Arquidiocese, Vigários Episcopais, Padres e do Bispo de Noto, na Itália, Dom Antonio Staglianò – que está no Rio para participar da 23ª edição do Curso dos Bispos, no Sumaré.

Dom Orani presidiu a Celebração Eucarística e falou sobre a motivação do evento que teve um caráter oracional. O Arcebispo ressaltou a importância de todos seguirem a luz de Cristo tendo sempre a certeza de que Ele é a luz do mundo – “Eu sou a luz do mundo” (João 8,12).

— Com muita alegria nós viemos até o Santuário da Penha para viver esse dia 2 de fevereiro, dia da Apresentação do Senhor e de Nossa Senhora da Luz. Queremos viver neste Ano da Fé, Ano da Juventude, o “Caminho de Luz”. Sabemos que a nossa fé está em viver a luz de Cristo e consequentemente sermos luz para os irmãos. Aqui neste Santuário de nossa Arquidiocese junto com Maria, aquela que disse sim ao projeto de Deus, viemos pedir que Jesus nos ilumine e que também nós, enquanto igreja, sejamos luz no mundo, afirmou Dom Orani.

www.arqrio.org
Por Raphael Freire


domingo, 4 de novembro de 2012

Bem-aventurança e santidade

"Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então abriu a boca e lhes ensinava."  Mt 5,1


Ao proclamar as bem-aventuranças, Jesus descreveu a dinâmica da santidade. Bem-aventurado é sinônimo de santo. Portanto, santos são os pobres em espírito, cujo coração está centrado em Deus e que rejeita toda espécie de idolatria. Com certeza, possuirão o Reino dos Céus.

Santos são os mansos, que por não responderem a violência com violência, herdarão um bem inalcançável pelos violentos. Santos são os aflitos, que são impotentes diante de situações dramáticas, e não pretendem ter solução para tudo. Sua recompensa será a consolação de Deus. Santos são os famintos e sedentos de justiça, que não pactuam com a maldade, nem se deixam levar pela lógica da dominação. Deus mesmo haverá de realizar seu ideal e fazê-los contemplar o reino da justiça.

Santos são os misericordiosos, cujo destino consistirá em viver a comunhão definitiva com o Deus-misericórdia. Santos são os puros de coração, que não agem com segundas intenções e nem falsidade, mas sim, com transparência. Por isso, serão recompensados com a visão de Deus, em todo seu esplendor.

Santos são os promotores da paz, que procuram criar laços de amizade e banir toda espécie de ódio, a fim de que o mundo seja mais fraterno. Eles serão chamados filhas e filhos de Deus. Santos são os perseguidos por causa da justiça, os que lutam para fazer valer o projeto de Deus para a humanidade.

Este é o caminho da santidade que todos somos chamados a percorrer.

Fonte:  http://www.domtotal.com

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Desafios amadurecem


Um rei recebeu de presen­te dois filhotes de falcão e os entregou ao mestre adestrador para que os treinasse. Passa­dos alguns meses, o instrutor lhe comunicou que um estava perfeitamente adestrado, mas não sabia o que havia aconte­cido com o outro: não tinha se movido do galho, pelo qual devia lhe alcançar o alimento. Assim, o monarca encarregou os membros da corte para convocarem curandeiros e feiticeiros de todo tipo. Mas nada aconteceu, porque nin­guém podia fazer com que o falcão voasse.

Então, o rei publicou um edital entre seus súditos, e na manhã seguinte, viu a ave voar agilmente, entre os jardins do palácio. "Tragam-me o autor deste milagre!", ordenou en­tusiasmado. Procuraram-no por todo o reino. E quando lhe apresentaram a um camponês, o rei se surpreendeu. "Você o fez voar? Como conseguiu? Por acaso é mágico?", perguntou­-lhe. Entre feliz e intimidado, o homem explicou: "Não foi difícil, majestade, só cortei o galho. O pássaro percebeu que tinha asas e se atreveu a voar.”

Um grande aprendizado da vida é viver estas descobertas que possibilitam nosso cres­cimento. Nada é por acaso. Na missão da vida somos surpreendidos por grandes desafios que fazem parte neste processo de despertar nossas potencialidades. Os servos de Deus muitas vezes se veem tentados, e demoram a en­tender que as provações lhe presenteiam maravilhosas maturações que em tempos de bonança não são percebi­dos. Jesus não oculta aos seus discípulos a dura realidade das perseguições. Porém, os certifica que a perseverança na fé lhes concederá o cêntuplo.

domingo, 21 de outubro de 2012

"Na família está o DNA da humanidade"


Neste domingo, 21 de outubro, o Brasil comemora o Dia Nacional de Valorização da Família, conforme a Lei nº 12.647, que instituiu a data com o objetivo de chamar a atenção da sociedade, governos e responsáveis políticos para a importância da família como instituição fundamental ao desenvolvimento humano.

A justificativa do Projeto de Lei (PL) 3.905/2008, do deputado Leandro Sampaio (PPS/RJ), destacava que a data é uma homenagem à família brasileira — núcleo vital e célula indispensável na formação de verdadeiros cidadãos — e apontava que um dos principais objetivos seria fazer com que esta reflexão pudesse incentivar a criação de políticas públicas capazes de promover a igualdade entre os cônjuges, a assistência social a crianças, adolescentes e jovens, o acesso à educação, entre outros, que gerem estruturas sociais que permitam às famílias marginalizadas atingir as mínimas condições de estabilidade.

Em consonância, conforme a orientação do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), celebrado no final de setembro deste ano, a Igreja Católica adere à comemoração tornando a data oportuna para a evangelização da família brasileira. Por todo o país, neste dia, as comunidades promovem atividades e eventos que destaquem a família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, através do matrimônio, gerar e educar seus filhos no exercício da família cidadã.

O Papa Bento XVI ensinou que “a família é patrimônio da humanidade”. O Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio e animador da Pastoral Familiar, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, explicou que é possível fazer essa afirmação porque na família está o DNA da humanidade.

 — A família é patrimônio da humanidade porque ela é o berço do ser humano, nela se dá o nascimento, o crescimento e amadurecimento do homem... é como o DNA da humanidade, já que no DNA de uma pessoa está presente tudo aquilo que ela vai ser no futuro. (...) Na família, a gente encontra tudo aquilo que deve ser a sociedade humana: em primeiríssimo lugar, ela é a grande escola de virtudes sociais, e é modelo de como deve ser uma sociedade, na qual as pessoas devem pautar-se pelo amor, pela bondade, pela misericórdia, pelo perdão, para poder anular qualquer foco de vingança, de discórdias, de brigas. Por isso ela deve ser muito valorizada: para se ter uma sociedade marcada pela humanidade das pessoas, esclareceu.

Dom Antonio acredita que uma lei que valoriza a família é muito válida porque traz consigo a reflexão sobre os motivos pelos quais ela merece relevância:

— A primeira função da lei é destacar que a família não é uma realidade que é criada culturalmente, é uma realidade natural. (...) Essa realidade, que está presente em todas as regiões do Brasil, deve ser percebida e valorizada para que haja pessoas que encontrem nessa escola tudo o que é necessário aprender para viver na sua individualidade e em sociedade, afirmou.

Fonte:site Arquidiocese

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ano da Fé

Estamos para iniciar o Ano da Fé, leia o artigo de Pe Luizinho da Canção Nova sobre o assunto.

Com a Carta apostólica Porta fidei de 11 de outubro de 2011, o Santo Padre Bento XVI convocou um Ano da Fé. Ele começará no dia 11 de outubro 2012, por ocasião do qüinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e terminará aos 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Bento XVI, Carta Enc. Deus caritas est, n 1. Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor. “Também nos nossos dias a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar” para que o Senhor “conceda a cada um de nós viver a beleza e a alegria de sermos cristãos”.

Mas de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer? A 08 dias do início, respostas às perguntas que surgem.

1. O que é o Ano da Fé?
O Ano da Fé “é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo” (Porta Fidei, 6). Um profundo encontro com Deus e aprofundamento da fé.

2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de outubro de 2012 e terminará a 24 de novembro de 2013.

3. Por que nessas datas?
Em 11 de outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de novembro, será a solenidade de Cristo Rei.

4. Por que é que o Papa convocou este ano?
“Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas”. Por isso, o Papa convida para uma “autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”. O objetivo principal deste ano é que cada cristão “possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo”.

5. Quais meios assinalou o Santo Padre?
Como expôs no Motu Proprio “Porta Fidei”: Intensificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.

6. Onde terá lugar?
Como disse Bento XVI, o alcance será universal. “Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo”.

7. Onde encontrar indicações mais precisas?
Em uma nota publicada pela Congregação para a Doutrina da Fé, nos propõe, por exemplo:
- Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro (Roma);
- Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários.
- Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão.
- Ler ou reler os principais documentos do Concílio Vaticano II.
- Acolher com maior atenção as homilias, catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre.
- Promover transmissões televisivas ou radiofônicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessíveis a um público amplo, sobre o tema da fé.
- Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé.
- Fomentar o apreço pelo patrimônio artístico religioso.
- Preparar e divulgar material de caráter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas.
- Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé.
- Aproximar-se com maior fé e frequência do sacramento da Penitência.
- Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
- Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.

Fonte: Canção Nova

Angelus: Papa pede para valorizar o Terço durante o 'Ano da Fé'

O Angelus deste domingo (07) foi realizado ao final da Santa Missa de abertura do Sínodo dos Bispos na Praça São Pedro no Vaticano.

Na presença de mais de 400 bispos e milhares de fieis, o Papa Bento XVI recordou a memória de Nossa Senhora Rainha do Santo Rosário e dirigiu sua oração para o Santuário de Pompeia em Nápoles onde está sendo realizada a tradicional ‘Súplica’ em louvor a Nossa Senhora.

Nesse contexto, o Sumo Pontífice conclamou a todos a valorizarem a oração do Terço em vista do ‘Ano da Fé’.

“Enquanto também nós nos associamos espiritualmente a esta oração, gostaria de propor a todos que valorizem a oração do Terço no próximo Ano da fé. Com o Terço, de fato, nós nos deixamos guiar por Maria, modelo de fé, na meditação dos mistérios de Cristo, e dia após dia somos ajudados a assimilar o Evangelho, para que molde toda a nossa vida”. 

Lembrou também a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae do Beato João Paulo II que trata do Santo Rosário. 

“Convido-os a rezar o Terço, pessoalmente, em família e na comunidade, colocando-se na escola de Maria, que nos conduz a Cristo, centro vivo de nossa fé”, disse o papa. 

Ao final do Angelus, lembrou a proclamação de dois Doutores da Igreja, o padre espanhol São João de Ávila e a irmã alemã Santa Hildegard de Bingen.  

“Que suas figuras e obras continuem sendo faróis luminosos e seguros no anúncio do Reino de Deus, e nos ajudem a crescer a cada dia na autêntica vida de fé”. 

Na saudação em língua portuguesa pediu oração pelo Sínodo dos Bispos e concedeu a todos a Bênção Apostólica:

“Dirijo agora uma calorosa saudação aos peregrinos de língua portuguesa! Convido a todos a rezarem pelos trabalhos do Sínodo dos Bispos, hoje inaugurado, cujo tema é ‘A Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã’. Peçamos a Santa Maria, Estrela da Nova Evangelização, que nos ajude a caminhar com mais convicção e alegria no caminho da fé para assim podermos ser autênticas testemunhas de Jesus Cristo no mundo! Um Feliz domingo para todos!”

Fonte:Agência News.va

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pais e Mestres: “vocês mentiram”!

Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Só depois que estudei nos bons colégios de São Paulo e numa das melhores faculdades de Medicina do Brasil, a Universidade de São Paulo, é que percebi uma realidade na vida. Só depois que aprofundei na Teologia Católica, doutorando-me com uma tese que me custou sangue, e só depois de 34 anos de sacerdócio, dos quais os 7 últimos como Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, é que confirmei essa minha percepção. Descobri que os meus pais e os meus mestres “mentiram” para mim.

Os meus pais “mentiram” quando eles me ensinaram, e eu vi com meus próprios olhos, que o casamento é fundamentado no amor indissolúvel e fecundo entre um homem e uma mulher.

Os meus pais “mentiram” mostrando-me, com suas vidas sacrificadas e heróicas, que a honestidade e o trabalho andam de mãos dadas e que o estudo e a profissão não são só para ganhar dinheiro, mas para nos sustentar e colaborar com os mais pobres e necessitados.

Os meus pais “mentiram” dizendo que os filhos são uma dádiva de Deus e que eles vêm do amor entre eles e que ser mãe e ser pai é uma enorme alegria, mesmo quando nós fomos concebidos e os surpreendemos fora dos seus planejamentos.

Os meus pais “mentiram” ensinando a mim e aos meus irmãos que a Igreja Católica é uma Mãe melhor que eles e que segui-la, na doutrina e na moral, só nos faria pessoas mais livres e felizes.

Os meus pais “mentiram” afirmando que o Papa, os Bispos e os Padres são, certamente, pessoas felizes, pois trazem para o mundo, com os sacramentos e com a Palavra, o que o mundo não é capaz de dar, o Emanuel, o Deus-conosco.

Os meus pais “mentiram” quando me matricularam em colégios onde o ensino religiosos neles administrado demonstrava ser um grande benefício para o meu futuro e que deveria estudar religião com o mesmo empenho que as outras disciplinas.

Os meus pais “mentiram” exortando-me para a cidadania, para a obediência às leis e para o respeito aos nossos governantes e que até rezasse por eles.

E os meus mestres, “mentiram” para mim? Foram outros grandes “mentirosos”!

Desde o primário até o ginásio ensinaram-me Educação Moral e Cívica, matéria que ocupava o tempo que poderia estar jogando futebol, e nessa matéria, diziam-me que nos Três Poderes — o Executivo, o Legislativo e o Judiciário — tinham pessoas íntegras e competentes e que elas eram a favor do povo, da família, da vida, do casamento, da saúde, etc., e, sobretudo, do bem da nação brasileira.

Na faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo os meus professores “mentiram” com a maior “cara de pau”. Começando pelos professores de Anatomia, pois eles “mentiram” quando exigiam respeito aos ossos dos cadáveres e aos corpos dos indigentes, que eram dissecados para o aprendizado do corpo humano.

“Mentiram descaradamente” ao proferirem, nos anfiteatros da Faculdade ou junto aos leitos hospitalares, que a finalidade dos médicos é salvar vidas e que quando chegasse o momento que não conseguíssemos mais esse objetivo deveríamos aliviar os sofrimentos dos nossos pacientes e não criar outros.

No Curso de Ética Médica, o mestre especialista dessa matéria “mentiu impunemente”, pois disse, dentro do seu avental branco e impoluto , que o juramento médico – o de Hipócrates – não era um fingimento, mas um compromisso em favor da dignidade da nossa profissão e do valor inegociável da vida humana.

E quantos médicos e residentes, meus professores durante a prática médica em enfermarias e no Pronto-socorro do Hospital das Clínicas, “mentiram” sem que lhes crescessem os narizes, porque me disseram que não deveria, jamais e sob nenhuma hipótese, ser colaborador de pessoas e de organismos públicos e privados que só têm interesses econômicos, políticos e ideológicos e só querem que os médicos façam aborto, eutanásia, castração das mulheres, etc... Mentiram quando garantiram que ser médico é ser a favor da dignidade da pessoa e da vida sempre!

Durante os anos de formação para o sacerdócio e na vida pastoral, e agora episcopal, também houve “mentiras”. “Mentiram” para mim ao dizer que a Igreja é Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana. Que a moral católica era ensinada e defendida tanto por leigos e padres, todos juntos, consumados na unidade, e que ser a favor do casamento entre homem e mulher, a favor da confissão e do celibato, da recepção da comunhão em estado de graça e da liturgia vivida com dignidade seguindo os ritos, eram, todas essas atitudes, sinais de amor a Deus e não só cumprimento de leis humanas.

“Mentiram” também os meus formadores ao valorizarem a obediência ao Papa e ao Magistério da Igreja, a fraternidade sacerdotal, a comunhão com os Bispos, a maturidade afetiva tão importante para a vida em comunidade, o amor ao povo, a dedicação intensa e exclusiva ao ministério pastoral etc.

Quantas “mentiras”. Mas, na verdade, não foram mentiras. Por isso coloquei entre aspas essa palavra. Aliás, nunca ouvi sair dos lábios dos meus pais e mestres nenhuma mentira em termos de valores. Na realidade, eram as grandes Verdades da vida!

O quanto devo agradecer a eles pela fidelidade que souberam viver e, sobretudo, pela coragem e pelo amor que a mim dedicaram, porque não foram “politicamente corretos”, porque não cederam às pressões culturais, porque não permitiram que houvesse “buracos negros” na minha consciência.

Graças aos meus pais e mestres, que me ensinaram a boa ciência e a boa teologia, hoje eu amo e defendo a vida humana desde a sua concepção até a sua morte natural.

Eu amo e defendo o casamento entre um homem e uma mulher e fico admirado como o amor íntimo entre eles é fonte de afetos e prazeres, mas é, principalmente, fonte de santidade matrimonial e de vida transmitida aos filhos.

Eu amo e defendo as verdades buscadas inteligentemente, não permitindo a manipulação ideológica e cultural da minha razão, pois com ela eu participo – com limites, é claro! – da Inteligência de Deus.

Eu amo e defendo o mundo, que saiu bom das mãos do Criador, e ao qual devo servir, com paixão, procurando o seu bem e o bem de todos os homens.

Eu amo e defendo as pessoas que sofrem, no corpo e no espírito, com o desemprego, com as drogas, com as injustiças, com as mentiras ditas pelos politicamente corretos, e busco, com outras pessoas de boa vontade, as autênticas soluções sociais que correspondam à dignidade humana.

Eu amo e defendo a liberdade humana e sei que só com liberdade na verdade que poderei realizar-me como homem e contribuir para que meus irmãos e irmãs sejam livres em sociedade.

Eu amo e defendo as leis do meu país, desde que sejam realmente justas e benéficas para todos, sem favorecimento de grupos menores, e por isso mesmo é que respeito os governantes, os legisladores, os juristas, homens que devem atuar conscientes de que, um dia, prestarão contas ao Supremo Legislador, como eu também irei prestar.

Amo e defendo todas as pessoas que vivem a mesma época que vivo e — independentemente de suas opções de vida — não as discrimino, nem sou intolerante com elas, mesmo quando elas, não obedecendo a Deus, preferem obedecer seus impulsos ou seus interesses sombrios.

Eu amo e defendo, com todas as forças da minha vida, a Santa Mãe, a Igreja, o Papa, os Bispos, os padres, a doutrina de fé e de moral presente no Catecismo e nos documentos do seu Magistério e nunca vacilo quando devo obedecer antes a Deus do que aos homens.

Eu amo e defendo a Verdade, o Bem e a Beleza, categorias divinas e humanas que estão acima das pesquisas de opinião pública, dos censos nacionais, dos debates nas redes televisivas e sociais, e, por meio dessas três realidades, encontro-me com Deus Uno e Trino, origem e destino da vida de todos os meus companheiros e companheiras de viagem nesse planeta maravilhoso, que é a Terra.

Pais e mestres, vocês são os referenciais das crianças e dos jovens! Não abdiquem dessa bela missão de informar e de formar cidadãos das duas cidades, a terrena e a eterna, porque o dia em que vocês começarem a ser “politicamente corretos”, nesse mesmo dia vocês começarão a ser “autenticamente Pinóquios” para seus filhos e alunos.

Não mintam sobre Deus, sobre a família, sobre a Igreja, sobre o valor da vida em geral, especialmente sobre a dignidade e a inviolabilidade da vida humana!

Não mintam sobre a identidade do homem e da mulher, sobre o amor humano mais forte e mais realizador do que os afetos sensíveis, nem sobre a formosura do casamento e da educação dos filhos para esse amor!

Por favor, pais e mestres, sejam autênticos, sejam corajosos, sejam retos e corretos, sejam limpos nas consciências e lúcidos nos seus ensinamentos!

Feliz dia das mães, feliz dia dos pais, feliz dia do Professor!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"A oração nos educa a ver os sinais de Deus", diz Papa

Dando sequência ao ciclo de catequeses sobre a oração, o Papa Bento XVI dedicou a Catequese desta quarta-feira, 12, à segunda parte do livro do Apocalipse. Ele lembrou que, mesmo em meio às dificuldades, a Igreja não se fecha em si mesma e continua a afirmar que o mal não vence o bem. Desta forma, os cristãos devem permanecer otimistas e entender que a oração nos educa para vermos os sinais de Deus, que possui toda a vitória.

"...como cristãos não podemos nunca ser pessimistas; sabemos bem que no caminho da nossa vida encontramos muita violência, mentira, ódio, perseguição, mas isto não nos desencoraja. Sobretudo, a oração nos educa a ver os sinais de Deus, a sua presença e ação nos faz sermos nós mesmos luzes do bem, que espalham a esperança e indicam que a vitória é de Deus".

O Pontífice destacou a necessidade de os fiéis se aprofundarem na leitura da história em que vivem, a fim de contribuírem com o desenvolvimento do Reino de Deus. "E este exercício de leitura e de discernimento, como também de ação, está ligado à oração", disse.

Bento XVI lembrou que, após o apelo feito por Cristo na primeira parte do Apocalipse para que os fiéis ouvissem o que o Espírito diz à Igreja, a assembleia é convidada a subir ao céu para ver a realidade com os olhos de Deus. Isso traz três símbolos, que são pontos de referência para a leitura da história: o trono de Deus, o Cordeiro e o livro.

O Papa explicou que esses três símbolos nos fazem lembrar qual é o caminho para saber ler os fatos da história e da nossa própria vida e que, olhando para o céu, no relacionamento constante com Jesus, o povo aprende a ver as coisas de um modo novo.

“A oração é como uma janela aberta, que nos permite ter o olhar voltado para Deus, não somente para nos recordar a meta para a qual nos dirigimos, mas também para deixar que a vontade de Deus ilumine o nosso caminho terrestre e nos ajude a vivê-lo com intensidade e compromisso”.

O Santo Padre lembrou ainda que o mundo está repleto de males causados pelo homem, mas que isso não deve ser motivo de desânimo. "Diante dessa realidade, muitas vezes dramática, a comunidade eclesial é convidada a não perder nunca a esperança, a crer firmemente que a aparente onipotência do Maligno colide com a verdadeira onipotência de Deus".

A importância da oração também foi outro aspecto enfatizado por Bento XVI. Ele ressaltou que não existem orações inúteis; Deus, em seu amor e misericórdia, sempre responde às nossas orações, mesmo que de forma misteriosa.

“Muitas vezes, diante do mal, se tem a sensação de não poder fazer nada, mas é a nossa própria oração a primeira resposta e mais eficaz que podemos dar e que faz mais forte o nosso cotidiano empenho em espalhar o bem”.

Fonte: Site Arquidiocese

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Festa Aventura da Cruz

Tradicionalmente conhecida como um momento de encontro com Deus para o aprofundamento da espiritualidade daqueles que receberão pessoas do mundo inteiro para o encontro com o Papa Bento XVI — na Cidade Maravilhosa, em julho de 2013 —, a 11ª edição da Vigília dos Jovens Adoradores marcará mais uma etapa importante deste belo momento histórico que a Igreja no Brasil, em particular no Rio de Janeiro, vive.

Na próxima sexta-feira, dia 14 de setembro, a partir das 20h, no evento “Festa Aventura da Cruz”, o Brasil e o mundo ouvirão pela primeira vez o Hino Oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), que será lançado na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz. Nesta data, em que a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz, a vigília mensal em preparação para o encontro dos jovens com o Papa em 2013 será realizada pela primeira vez fora do Santuário Nacional de Adoração Perpétua e terá a Celebração Eucarística presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovanni d'Aniello. Além disso, o encontro contará com as apresentações de Adriana, Eliana Ribeiro, Walmir Alencar, Olivia Ferreira, Leandro Souza, Frutos de Medjugorje e DJ’s Católicos. A festa pretende reunir os jovens para um grande momento de oração e música, comemorando também os 446 anos do bairro de Santa Cruz, que no ano que vem receberá a Vigília e a Missa de Envio com o Papa Bento XVI.

O lançamento oficial do Hino da Jornada Mundial da Juventude, que tocará os corações e embalará a vida vocacional e missionária dos jovens, será feito às 22h pelo Presidente do Instituto JMJ Rio2013 e Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. Intitulada "Cruz da Esperança!", a canção foi composta pelo mineiro de Belo Horizonte, Padre José Candido – compositor de mais de 200 títulos –, que ressaltou sua felicidade em prestar mais este serviço à Igreja.

Outro destaque da próxima Vigília dos Jovens Adoradores é o reencontro do Núncio Apostólico do Brasil com os jovens das diferentes expressões católicas do Rio de Janeiro. O primeiro encontro aconteceu durante o “Preparai o Caminho”, evento realizado de 27 a 29 de julho, no Maracanãzinho, quando Dom Giovanni agradeceu pelo dinamismo, pela alegria e pelo empenho na organização da JMJ Rio2013. Um dos diretores do Setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude, Padre Arnaldo Rodrigues, explicou que o bate-papo desta vez vai consistir em uma conversa sobre expectativas.

Sairá de nossa Paróquia um ônibus com destino a Santa Cruz às 19 horas, retornando quando acabar a Vigília às 6 horas da manhã. Ainda existem algumas vagas. Valor R$20,00. Contato pelo email paroquiasaojoaquimrio@gmail.com.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Barzinho de Jesus

No sábado passado foi realizado o Barzinho de Jesus, encerrando a Semana da Juventude em nossa Comunidade. Lipe Freitas e Banda deram o grande brilho à noite musical, onde também se apresentaram, dando show, a Banda do nosso Grupo Jovem.

Confira as imagens da noite:
Ótimo público presente

 A Comunidade prestigiando o Barzinho

Pe Gleuson junto a Luis Fernando e Mariana

 Grupo Juvem mostrando os seus talentos

 Lipe Freitas e Banda - Grande Show

 Descontração no fim da noite

Nossos Coordenadores do Grupo Jovem, Mariana e Luis, com Lipe e Banda