quinta-feira, 25 de junho de 2015

Papa fala sobre reflexos dos conflitos familiares nos filhos

Na catequese de hoje, Papa alertou sobre os conflitos no próprio ambiente familiar, destacando a ferida que isso causa na vida dos filhos
Da Redação, com Rádio Vaticano 
Problemas de convivência familiar, quando a família fere a si mesma. Este foi o foco do Papa Francisco, na catequese desta quarta-feira, 24, seguindo o ciclo de reflexões sobre família. Ele falou, em especial, dos casos em que os desentendimentos entre os pais ferem a vida dos filhos.
Nas catequeses anteriores, Francisco vinha falando de algumas fragilidades da condição humana, como a pobreza, a doença e a morte. Mas hoje ele quis se dedicar às fragilidades que existem dentro da própria família e que, em vez de exprimir amor acabam mortificando o ambiente familiar. Uma delas foi o fato das desavenças entre os casais recair sobre os filhos.
“Quando os adultos perdem a cabeça, quando cada um pensa apenas em si mesmo, quando o pai e a mãe se agridem, a alma dos filhos sofre imensamente, sentem-se desesperados. E nós? Não obstante a nossa sensibilidade, tão evoluída, parece que ficamos anestesiados diante das feridas profundas nas almas das crianças”.
Uma vez que tudo na família está interligado, Francisco explicou que quando o casal pensa obsessivamente em suas próprias exigências de liberdade e gratificação, essa distorção fere o coração e a vida dos filhos.
“Temos que entender bem isso: o marido e a mulher são uma só carne; mas as suas criaturas são carne da sua carne. Quando se pensa na dura advertência que Jesus fez aos adultos para não escandalizarem os pequeninos, pode-se compreender melhor a sua palavra sobre a grave responsabilidade de salvaguardar o vínculo conjugal que dá início à família humana. Quando o homem e a mulher se tornam uma só carne, todas as feridas e todo o abandono do pai e da mãe incidem na carne viva dos filhos”.
Francisco ressaltou que há casos em que a separação é inevitável; às vezes, pode se tornar até moralmente necessária, quando se fala de salvar o cônjuge mais frágil, ou filhos pequenos, de feridas causadas pela prepotência e a violência, das humilhações e da exploração, da indiferença.
Terminando a catequese, o Papa destacou a questão do acompanhamento pastoral desses casais que se separaram, um ponto destacado por ele diversas vezes ao longo dos debates do Sínodo Extraordinário sobre a Família. Essa é uma questão que será ressaltada também no próximo encontro sinodal, em outubro.
“Ao nosso redor, há muitas famílias que se encontram na situação chamada ‘irregular’ (palavra de que não gosto). Nós nos perguntamos: Como ajudá-las? Como acompanhá-las para que as crianças não sejam ‘reféns’ do pai ou da mãe? Peçamos ao Senhor uma fé grande para vermos a realidade com o olhar de Deus; e uma caridade grande, para nos aproximarmos dessas pessoas com coração misericordioso”.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Padre explica o que é a ideologia de gênero

Doutor em Teologia Moral, padre Mário dedica o artigo, deste mês, à ideologia de gênero, assunto em destaque no Brasil devido à tentativa de inseri-lo em planos de educação
Padre Mário Marcelo Coelho,scj
Doutor em Teologia Moral
O que se entende por “ideologia de gênero?”
De acordo com alguns médicos e psiquiatras idealizadores da ideologia de gênero, sexo biológico, gênero, orientação e expressão, elementos que formam o comportamento sexual humano, não são opções divididas apenas entre o feminino e o masculino. São gradações e podem ser combinadas, dando origem a inúmeras possibilidades. O conceito de gênero é definido como “um sistema de papéis e relações entre o homem e a mulher, que não é determinado biologicamente, mas depende do contexto social, político e econômico. Assim como a sexualidade biológica é nata, assim o ‘gender’ é um produto resultante da educação”.
Quando a criança nasce, não deve ser considerada do sexo masculino ou sexo feminino; depois ela fará essa escolha. Essa é a chamada ‘Identidade de gênero’ ou ‘Ideologia de gênero’. A identidade sexual resulta do modo que a criança foi educada, por isso, às vezes, é diferente da sexualidade biológica. Um dos objetivos dessa ideologia é eliminar as diferenças sexuais entre o masculino e feminino, que são determinadas por diferenças biológicas entre homem e mulher. Inclusive, já existem escolas para crianças na Suécia e na Holanda, onde não se pode chamar o aluno de menino ou menina, chama-os apenas de crianças, porque eles devem decidir quando crescerem se serão homens ou mulheres, o que é antinatural.
O que nos ensina a Doutrina Católica?
O Papa Francisco afirma que “a ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão. Portanto, a família está sendo atacada.” Em vez de reconhecer que Deus criou as pessoas como homens e mulheres, a ideologia afirma que (o ser homem e o ser mulher) são construtores sociais e que agora nós podemos decidir o que seremos.
A Doutrina Católica não pode ficar indiferente diante de uma ideologia que tem como objetivo atacar a família, o matrimônio, a maternidade, a paternidade, a moral na vida sexual e a vida pré-natal. Deus criou o homem e a mulher, as duas sexualidades distintas, mas iguais, instituiu o matrimônio e a família, bem como as leis que regulam a moral. Portanto, os cristãos devem defender a cultura que enfatiza e respeita as diferenças entre homens e mulheres e o valor da família.
O Papa Francisco afirma ainda que, “isso é colonização ideológica”, ou seja, “coloniza-se as pessoas com uma ideia que quer mudar uma mentalidade ou uma estrutura.” Nessa colonização, existe o plano para implantar a ideologia de gênero nas escolas através dos “Planos Municipais de Educação”.
Os Bispos católicos do Estado de São Paulo (Regional Sul 1 da CNBB) declaram que, “as consequências da introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas contradiz frontalmente a configuração antropológica de família, transmitida há milênios em todas as culturas. Isso submeteria as crianças e os jovens a um processo de esvaziamento de valores cultivados na família, fundamento insubstituível para a construção da sociedade. Diante dessa grave ameaça aos valores da família, esperamos dos governantes do Legislativo e Executivo uma tomada de posição que garanta para as novas gerações uma escola que promova a família, tal como a entendem a Constituição Federal (artigo 226) e a tradição cristã, que moldou a cultura brasileira.
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 15 de junho de 2015

"Louvado seja", encíclica papal, será lançada no dia 18 de junho

“Laudato si, sobre o cuidado da Terra” é o título da encíclica do Papa Francisco sobre a ecologia que será apresentada na quinta-feira, dia 18 de junho, às 11h (horário local) na sala nova do Sínodo, no Vaticano.
O título, “Louvado seja” é uma referência ao “Louvor a Vós”, palavras contidas na abertura do Cântico das Criaturas, composto por São Francisco de Assis.
O título não é em latim, como costuma acontecer, mas num italiano antigo.
Disponível em italiano, francês, inglês, alemão, espanhol e português, o documento vai abordar as questões do cuidado com a criação, a ecologia humana e a proteção do meio ambiente.
A encíclica também será apresentada no Rio de Janeiro através de coletiva, no mesmo dia e horário - 18 de junho, às 11h, na sede da arquidiocese, na Glória. A imprensa será recebida pelo cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta, o reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira, o coordenador de pastoral, monsenhor Joel Portella Amado, o vigário episcopal para a Caridade Social, conêgo Manuel de Oliveira Manangão, entre outros especialistas da área ambiental.
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O pontífice anunciou a publicação do documento no dia 15 de janeiro aos jornalistas presentes no voo de volta do Sri Lanka e Filipinas, a fim de contribuir com a  comunidade internacional para decisões corajosas na Conferência do Clima, promovida pela ONU, em dezembro de 2015, em Paris. Os países membros esperam concluir 20 anos de negociações e assinar um compromisso universal para reduzir as emissões de poluentes.
“É preciso cuidar da Terra para evitar sua autodestruição”, disse Francisco à comunidade internacional, em novembro de 2014, durante a II Conferência sobre Nutrição da FAO, realizada em Roma. Em tuíte publicado sobre o tema, denunciou que “a questão ecológica é vital para a sobrevivência dos seres humanos e tem uma dimensão moral que atinge a todos”.
Esta é a primeira encíclica escrita exclusivamente pelo Papa Francisco, pois a primeira “Lumen Fidei” (“Luz da Fé”), havia sido preparada por Bento XVI, antes de renunciar em 2013, e redigida a quatro mãos.
Cultura do desperdício
Já a 22 de abril, o Papa associou-se no Vaticano à celebração do Dia da Terra, pedindo respeito pela natureza para contrariar a exploração dos recursos naturais que compromete o futuro. “Que a relação dos homens com a natureza não seja guiada pela cobiça, pela manipulação e a exploração, mas que conserve a harmonia divina entre as criaturas e o criado, na lógica do respeito e do cuidado, para a colocar ao serviço dos irmãos, também das gerações futuras”, disse, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro. Francisco deixou ainda um apelo para que todos saibam “ver o mundo com os olhos de Deus Criador: a terra é o ambiente a proteger e o jardim a cultivar”.
Novamente neste ano, 11 de junho, ao participar da 39ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizada em Roma, o Papa Francisco declarou-se preocupado com as estatísticas sobre o desperdício, pois um 1/3 dos alimentos produzidos acaba no lixo. Os produtos da terra têm um valor que poderíamos dizer “sagrado”, afirmou, porque é fruto do trabalho quotidiano de pessoas, famílias e comunidades de camponeses. “É preciso então tentar assumir com mais decisão o esforço para modificar os estilos de vida. A sobriedade não se opõe ao desenvolvimento, pelo contrário, é evidente que se tornou a sua condição”.
Outro motivo de preocupação para Francisco são as mudanças climáticas, que levam ao deslocamento forçado de populações e a tantos dramas humanitários por falta de recursos. Um desses recursos é a água, que já se tornou causa de conflitos. “Não basta afirmar que existe um direito à água sem agir para tornar sustentável o consumo deste bem e eliminar todo desperdício”.

Por meio de Jesus, manso e humilde de coração, cremos no Pai

Pe Zezinho - Homilia
Porque cremos no Filho, que é manso e humilde de coração, cremos também no Pai
Primeiramente, quero apresentar a vocês o livro “12 passos para uma vida de compaixão”, de Karen Armstrong, um dos melhores livros dos últimos tempos sobre misericórdia e compaixão.
Meu testemunho é muito simples, eu creio mas não sei explicar o que sinto. Isso é natural, pois estamos diante de um mistério. Tenho 74 anos e a 55 anos eu procuro viver ligado ao coração de Jesus. Fiz voto de tentar viver essa mística do coração de Jesus. Quem vive no coração de Jesus recebe o dom do Espírito Santo, mas do jeito d’Ele não do nosso jeito. Tudo passa pelo coração de Jesus, Ele nos mostra o Pai e nos envia o Espírito Santo.
A mãe de Jesus viveu esse mistério. O anjo disse: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.” (Lucas 1, 35). Maria levou toda uma vida para compreender o coração do filho. Ela guardava no coração e procurava entender esse mistério.
Em Lucas 4,1 lemos: “Cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto”. A nossa reflexão de hoje se baseia nesse título, “por causa do coração do Filho”. Porque, cremos no filho que é manso e humilde de coração, acreditamos também no Pai.
A Igreja é Cristocêntrica e apresenta, primeiramente, Jesus. Os apóstolos também tiveram que, ver e ouvir Jesus falar, primeiramente. O primeiro encontro deles foi com Jesus. Mas, Jesus disse que tinha algo a mais para falar com eles que era sobre o Pai. Jesus revelou o Pai aos apóstolos para que o conhecessem, para que o Pai os ensinasse a amar.
O Espírito Santo age com o Filho e com o Pai, que Jesus mostrou. É o Filho quem envia o Espírito Santo a nós. O Espírito Santo vem àqueles que buscam a luz. Nossa mística, a minha (padre Zezinho) e do padre Joãozinho, está centrada no coração de Jesus e Jesus mesmo disse, “aprendam de mim que sou manso e humilde de coração”.
Vejo que muitos de vocês falam e oram ao Espírito Santo. Se já tiveram uma catequese sólida sobre Jesus, então estão prontos para receber o Espírito Santo. Com os apóstolos foi assim.
Talvez alguns de vocês falarão mais do Pai, outros falarão mais do Filho. E falar mais do Filho não quer dizer que não tem o Pai. Outros falarão mais do Espírito Santo, e isso não é negar o Filho nem mesmo o Pai. Ao ler a bíblia vocês verão Jesus dizendo, “Aprendam comigo, eu vou apresentar o Pai. Aprendam comigo, eu enviarei o Espírito Santo”. Cada um tem uma mística.
Não importam onde estejam, se no Santuário Pai das Misericórdias na Canção Nova, se no Santuário em Aparecida, quem é bem informado na catequese faz uma oração Trinitária, se dirigindo ao Filho, ao Pai e ao Espírito Santo. Nós somos Trinitários e dentro de nós, que procuramos Jesus, existe um chamado que nós mesmos não entendemos.
Jesus disse que quem o buscasse descobriria uma verdade, a verdade de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo habitará naquele que o busca. Quando adoramos o Pai, não acontece que o Pai esteja só, o Filho e o Espírito Santo também estão com Ele.
Paulo queria mostrar também isso às comunidades que ele dirigia. Ele dizia “eu quero que vocês cresçam, que descubram que Jesus não é só isso. Vocês vão descobrir, com o tempo, o Pai e o Espírito Santo, mas abram a cabeça.”
Tudo é uma questão de nos aprofundarmos e caminharmos numa vida de misericórdia, seguindo os passos da compaixão. Quem tem compaixão, misericórdia, sem dúvida vai descobrir a Santíssima Trindade. A mística vocês escolherão, falar mais tempo com o Pai, com o Filho ou com o Espírito Santo.
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Novo Pentecostes

A descida do Espírito Santo sobre a primeira assembleia dos apóstolos e dos discípulos, junto com Maria, a Mãe de Jesus, expressa o que somos enquanto Igreja, comunidade orante de irmãos e irmãs.
A oração é de intenso desejo: que o Espírito Santo, o Prometido, venha. A intenção da prece é a do próprio Jesus, Filho de Deus e Irmão nosso: “rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre” (Jo 14, 16). Em comunhão com Cristo e por Cristo, a Igreja se sentia, desde o início, sua família. Daí, a presença marcante da Mãe.
A narrativa de Lucas, a única que possuímos sobre a descida do Espírito, simboliza a realidade para torná-la expressiva (Lc 2, 1-13). Poderia ser chamada de realismo simbólico do derramamento do Espírito. O acontecimento é narrado do ponto de vista temporal e espacial.
O tempo é expresso: “completado o Dia de Pentecostes”. Tendo como referência a antiga celebração judaica, são 50 dias após a Páscoa, tempo oficial da inauguração da Igreja, fundada pelo Jesus histórico. Mudada a referência, atualiza o significado. A partir de então, o Espírito, Pentecostes e a Igreja terão laços estreitados e tão profundos, que irão além do tempo.
O espaço, no entanto, é determinado: “estavam todos reunidos no mesmo lugar”. A assembleia é convocada e reunida em recinto predeterminado. O espaço é o lugar do encontro marcado para a oração e a celebração, a recepção e o envio. Logo a seguir, da sala à praça pública, símbolo do sair ao encontro, para divulgar a Mensagem e oferecer o Batismo.
Vento e fogo são os símbolos do dinamismo do Espírito. O vento enche o lugar. Preenche o espaço, preparando-o para a ação sagrada sobre os presentes. Impetuoso, simboliza o poder soberano e irresistível de Deus. Quem pode impedir o vento que sopra? Quem pode contê-lo? Assim também, quem pode resistir ao Espírito de Deus?  E o discípulo conduzido por Ele?
Quanto ao fogo, são línguas que se repartiram e que pousaram sobre cada um deles. Quer dizer que o Espírito Santo fora derramado sobre as pessoas reunidas, porém, de modo personalizado. Todos, de fato, ficaram repletos da unção espiritual.
Consequentemente, começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimirem. Trata-se de ação profética, em ordem à difusão e à compreensão da Palavra. Diz respeito à universalidade da Mensagem. O instrumento é o homem e a mulher que dizem e falam, pregam e anunciam, professam e testemunham. Consequentemente, o tempo da Igreja é o do anúncio universal do Evangelho de Jesus, cujo conteúdo é a boa notícia da salvação. É o tempo do ensinamento a favor do seguimento, de tornar-se discípulo no amor.
Seja como for, é conveniente recordar o sábio comentário de Bento XVI: “podemos agora dizer: o cristianismo não era apenas uma “boa nova”, ou seja, uma comunicação de conteúdos até então ignorados. (...) Não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera fatos e muda a vida” (Spe Salvi, 2). Pentecostes, portanto, fala ao coração, pois é o dom do Espírito da comunicação comunicante de Deus. Gerou e gera fatos novos e vitais. Transforma vidas. Visualiza as maravilhas operadas por Deus, no início da pregação do Evangelho, hoje como ontem. Renova, pois, a esperança na Igreja para o mundo.
Conduzida pelo Espírito Santo, a Igreja revive sempre um novo Pentecostes diante da missão no vasto mundo dos povos e, sobretudo, no íntimo das pessoas, em variadas circunstâncias, diversos desafios e múltiplas possibilidades. Reconhecer a ação do Espírito é louvá-Lo.

Autor: Dom Edson de Castro Homem

terça-feira, 19 de maio de 2015

“Eucaristia, alimento para a esperança”

A Arquidiocese do Rio se prepara para a 89ª edição da Semana Eucarística, a ser realizada no Santuário de Adoração Perpétua, a Igreja de Sant’Ana, no Centro. Estão programadas, entre os dias 28 de maio e 3 de junho, diversas horas santas organizadas por pastorais, comunidades, congregações, movimentos eclesiais e organismos arquidiocesanos, em preparação à festa de Corpus Christi no dia 4 de junho.
“É uma tradição antiga que a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo seja preparada e antecedida por uma semana de oração e reflexão. No Rio de Janeiro, essa tradição é realizada há 89 anos interruptos, na Igreja de Sant’Ana”, afirmou o coordenador arquidiocesano de Pastoral, monsenhor Joel Portella Amado.
Nas horas santas, os fiéis terão a possibilidade de rezar e refletir sobre o tema “Eucaristia, alimento para a esperança”. Dois textos darão a base litúrgica aos encontros: “O 1º Livro dos Reis” (1Rs 19, 3-8) e “O Evangelho segundo João” (Jo 6, 35-40).
Na primeira parte da hora santa, os fiéis rezam, ouvem a Palavra de Deus e há a benção do Santíssimo. Depois, será refletida a temática da esperança, inspirada pelo Ano Arquidiocesano da Esperança, e o desafio de mantê-la em meio aos sofrimentos cotidianos. “É o modo tradicional e muito antigo de rezar e preparar-se para o Corpus Christi”, comentou monsenhor Joel.
Essas duas diretrizes, acrescentou monsenhor Joel, se interligam: “a esperança é mantida pela oração, mas a oração como Jesus rezou e nos ensinou e que nos mantém na direção do Reino de Deus”.
“Nós sempre temos que ter esperança e confiarmos no Senhor. Na Bíblia, nós encontramos muitos exemplos de que a esperança é a própria confiança na presença de Deus, que não nos desampara nunca. Nas piores situações, temos que rezar, agradecer e confiar na misericórdia de Deus”, comentou o reitor do Santuário de Adoração Perpétua, padre José Laudares de Ávila.
Para o reitor, dois momentos serão marcantes nesta Semana Eucarística: a abertura, com a participação de crianças de escolas católicas e públicas da cidade do Rio e no sábado, dia 30, às 9h, com a missa presidida pelo Cardeal Tempesta junto dos movimentos infanto-juvenis da arquidiocese.
Corpus Christi
A festa de Corpus Christi, dia 4 de junho, na qual se comemora a instituição da Eucaristia, começará com uma missa presidida por Dom Orani, às 10h, na Igreja de Sant’Ana. Como de costume, as Vésperas serão realizadas na Igreja da Candelária, às 15h30, seguida de procissão até a Catedral Metropolitana de São Sebastião, concluindo com a missa solene de Corpus Christi.
No calendário católico, há dois dias em que se celebra a Eucaristia: na Quinta-feira Santa, em recolhimento e em silêncio, e em Corpus Christi, proclamando publicamente a dimensão redentora da Eucaristia. Por isso, é tradição que, neste dia, aconteça uma procissão pelas ruas, com o Santíssimo exposto.
“A presença dos católicos na procissão é fundamental para testemunhar a fé. Quanto maior for, mais atenção ela despertará, e, consequentemente, maior será o testemunho e os frutos”, justificou monsenhor Joel.

PROGRAMAÇÃO
Quinta-feira, 28 de maio
10h - HORA SANTA com as escolas católicas e as escolas públicas
Oficiante: Pe. Paulo Alves Romão
20h - HORA SANTA da Família: Aliança de Casais com Cristo, Encontro de Casais com Cristo, Encontro do Diálogo, Equipes de Nossa Senhora, Movimento Defesa da Vida e demais pastorais ligadas à Família
Oficiante: D. Antônio Augusto Dias Duarte
Sexta-feira, 29 de maio
15h - HORA SANTA com o Apostolado da Oração
Oficiante: Mons. Joel Portella Amado
20h - HORA SANTA dos Movimentos Leigos: Renovação Carismática (RCC) Cursilhos da Cristandade, Focolares, Irmandades, Ordens Terceiras e Confrarias, Movimento Comunhão e Libertação, Neo-Catecumenato, Oficinas de Oração e Vida, Sociedade São Vicente de Paulo.
Oficiante: Pe. Leandro Lenin Silva Tavares Cardoso
Sábado, 30 de maio
9h - MISSA - Rio Celebra com catequistas, crianças e adolescentes: Catequese especial, Catequese Eucarística, coroinhas, Cruzada Eucarística, Infância Missionária, Movimento Eucarístico Jovem, Perseverança, crianças da catequese paroquial e crianças em geral.
Oficiante: Cardeal D. Orani João Tempesta
11h - HORA SANTA das Vocações: Pastoral Vocacional, clubes vocacionais, Obra das Vocações Sacerdotais, Serra Clube.
Oficiante: D. Roque Costa Souza
16h - HORA SANTA da Juventude e Iniciação Cristã de Jovens e Adultos
Oficiante: Pe. Jorge dos Santos Carreira
20h - Assembleia Geral da Adoração Noturna
Diretor: Pe. José Laudares de Ávila
21h - HORA SANTA da Adoração Noturna
Oficiante: Pe. José Laudares de Ávila
Domingo, 31 de maio
12h - HORA SANTA com os movimentos relativos à deficiência: Fraternidade Cristã de Deficientes, Movimento dos Deficientes Físicos, Movimento Fé e Luz, Pastoral dos Surdos
Responsáveis: Pe. Leandro de Souza Câmara
14h30 - HORA SANTA com os ministérios e serviços ligados à Liturgia: Acólitos, Liturgia, Ministério da Consolação e Esperança, Ministério do Acolhimento, Ministério Extraordinário da Comunhão Eucarística, Ministério da Visitação,
Oficiante: D. Roque Costa Souza
16h - HORA SANTA da Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento
Pregador: Pe. José Laudares de Ávila
Segunda-feira, 1 de junho
15h - HORA SANTA do clero e seminaristas
Oficiante: Cardeal D. Orani João Tempesta
20h - HORA SANTA do Vicariato Episcopal para a Comunicação Social: artistas, Rádio Catedral, jornal “O Testemunho de Fé”, representantes das paróquias e Amigos da Rádio Catedral, Grupo TV e Rádio Canção Nova e outros
Oficiante: Pe. Omar Raposo de Souza
Terça-feira, 2 de junho
14h30 - HORA SANTA com os movimentos marianos: Federação das Congregações Marianas, Legião de Maria, Movimento Apostólico de Schöenstatt, Pia União das Filhas de Maria, Rosário em Família
Oficiante: D. Edson de Castro Homem
17h - HORA SANTA dos religiosos e religiosas, dos institutos de Vida Consagrada, das sociedades de Vida Apostólica e das novas comunidades.
Oficiante: D. Roberto Lopes
Quarta-feira, 3 de junho
15h - HORA SANTA dos Círculos Bíblicos e grupos de reflexão
Oficiante: D. Paulo Cezar Costa
20h - HORA SANTA do Vicariato para a Caridade Social: Ação Católica Operária, Banco da Providência, Círculos Operários, Juristas Católicos, Juventude Operária Católica, Liga Católica Jesus, Maria e José, M.F.C., Médicos Católicos, Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde, Pastoral da Sobriedade, Pastoral da Terceira Idade, Pastoral das Domésticas, Pastoral das Favelas, Pastoral do Menor, Pastoral do Trabalhador, Pastoral Penal, Renovação Cristã, Toca de Assis e funcionários da Mitra e das paróquias
Oficiante: D. Pedro Cunha Cruz
Quinta-feira, 4 de junho, Corpus Christi
10h - Missa solene presidida pelo Sr. Cardeal D. Orani João Tempesta
15h30 -Vésperas na Igreja da Candelária – Oficiante Cardeal D. Orani João Tempesta. Equipe litúrgica do Seminário Arquidiocesano de São José.
16h - Procissão, seguida de missa

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Nossa Senhora de Fátima, graça e a misericórdia

Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.
O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.
Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.
Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.
Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.
Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.
Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!”
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dom Edson assume Diocese de Igautu em 27 de junho

A posse de Dom Edson de Castro Homem na nova diocese já tem data marcada: dia 27 de junho, às 17h, em Iguatu, no Ceará. Na última quarta-feira, 6, a nomeação do Papa Francisco para o bispo auxiliar do Rio de Janeiro foi divulgada pela Santa Sé.
Na capital fluminense os fiéis cariocas também terão a oportunidade de se despedir e celebrar com Dom Edson. Está agendada uma Missa no dia 29 de maio, às 10h, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Recreio; e com os diáconos permanentes acontecerá uma celebração eucarística no dia 13 de junho, às 10h, na Igreja de Sant'Ana, no centro da cidade.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

São José Operário, protetor e modelo de todos os trabalhadores

A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!” O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.
O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem:“Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).
São José Operário, rogai por nós!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Igreja no Rio de Janeiro terá novos acólitos no dia 25

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“Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. A hora já estava bem avançada quando se achegaram a ele os seus discípulos e disseram: Este lugar é deserto, e já é tarde. Despede-os para irem aos sítios e aldeias vizinhas comprar algum alimento. Mas Ele respondeu-lhes: Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6, 34-37).

Com o tema “Dai-lhe vós mesmos de comer”, os seminaristas Anderson Manoel dos Santos, Eraldo de Souza, Felipe Machado, Guilherme Freitas, José Carlos Rosa, Marcelo Henrique Freitas, Thiago Luiz Serejo e Vítor José de Oliveira, que estão na fase final em direção ao sacerdócio, vão receber o ministério do acolitato no dia 25 de abril, no Santuário de São Sebastião dos Frades Capuchinhos.

Para o reitor do Seminário de São José, cônego Leandro Câmara, esse é um passo importante antes do sacerdócio, e espera ordenar, ainda neste ano, novos diáconos para a Igreja.

“Que eles possam ver neste passo a mão de Deus que os conduz desde o início do processo formativo até a confirmação da vocação: a ordenação. Este passo é bastante importante e decisivo para o próximo que será a ordenação diaconal. Esperamos que, em dezembro, tenhamos novos diáconos para a Igreja no Rio de Janeiro. A esperança da Igreja é de que a vocação deles se confirme e se concretize num serviço cada vez mais generoso, desprendido de si mesmo e dedicado ao povo de Deus”, disse.
O que é acolitato?

O acolitato é um ministério instituído (não ordenado) e que remonta a uma antiga tradição da Igreja. Os seminaristas recebem esse apostolado antes da ordenação diaconal. O acólito é instituído para auxiliar na organização do altar e da Liturgia, na formação dos leigos para receber o sacramento. Além disso, ele se torna um Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão e pode, assim, entregar a Eucaristia durante as celebrações litúrgicas e levá-la aos enfermos.
Mais um passo para o sacerdócio

Este será mais um passo para os seminaristas. Quanto a eles, esperam ansiosos pelo dia da consagração e confirmação da vontade de Deus em suas vidas.
O Santuário São sebastião fica na Rua Haddock Lobo, 266, Tijuca. A celebração será ás 8:30 no dia 25 de abril.
Fonte: arqrio.org

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Papa diz que a Divina Misericórdia supera todo limite humano

Após a Santa Missa, o Papa Francisco rezou o Regina Coeli,
que foi inspirado na liturgia deste Domingo da Misericórdia


Após a Missa deste domingo, 12, o Papa Francisco assomou à janela do apartamento Pontifício para rezar, com os milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, a oração mariana do Regina Coeli.
Inspirado na liturgia deste Domingo da Misericórdia, o Santo Padre falou do mistério pascal manifestado em plenitude na amabilidade de Jesus, que indo de encontro à incredulidade de Tomé, mostra-lhe suas chagas, sinais de sua paixão, para que possa chegar à plenitude da fé pascal.
“Tomé é alguém que não se contenta e busca, pretende verificar pessoalmente, ter uma experiência pessoal própria. Após as iniciais resistências e inquietudes, por fim também ele passa a acreditar, mesmo avançando com cansaço. Jesus o espera pacientemente e se oferece às dificuldades e inseguranças do último a chegar”.
O Senhor proclama “Bem-aventurados” aqueles que acreditam sem ver e a primeira é Maria, recordou o Papa, observando que Jesus também vai ao encontro à exigência do discípulo incrédulo. “Coloque aqui o teu dedo e olha as minhas mãos”.
“Ao contato salvífico com as chagas do Ressuscitado, Tomé manifesta as próprias feridas, as próprias lacerações, a própria humilhação. No sinal dos pregos encontra a prova decisiva de que era amado, esperado, entendido. Encontra-se diante de um Messias pleno de doçura, de misericórdia, de ternura. Era ele o Senhor que buscava nas profundidades secretas do próprio ser, pois sempre soube que era assim”.
O Papa disse que ao ter este contato pessoal com a amabilidade e a misericordiosa paciência de Deus, Tomé compreende o significado profundo da sua ressurreição e, intimamente transformado, declara a sua fé plena e total Nele, exclamando: “Meu Senhor e meu Deus!”.
Tomé pode tocar o Mistério pascal que manifesta plenamente o amor salvífico de Deus, rico em misericórdia.
Este II domingo de Páscoa, disse o Papa Francisco, convida todos a contemplar nas chagas do Ressuscitado a Divina Misericórdia, que supera todo limite humano e resplandece sobre a obscuridade do mal e do pecado.
“Um tempo intenso e prolongado para acolher as imensas riquezas do amor misericordioso de Deus. Será o próximo Jubileu Extraordinário da Misericórdia, cuja Bula de convocação promulguei na tarde de ontem na Basílica de São Pedro. “Misericordiae Vultus”, o Rosto da Misericórdia é Jesus Cristo. Tenhamos o olhar voltado para Ele. E que a Virgem Mãe nos ajude a sermos misericordiosos com os outros como Jesus é conosco”.
Após saudar os diversos grupos de peregrinos presentes na Praça, o Santo Padre dirigiu suas cordiais felicitações aos fiéis das Igrejas do Oriente que, segundo seu calendário, celebram neste domingo, 12, a Santa Páscoa e aos armênios vindos para participar da celebração na Basílica Vaticana.

O Pontífice também agradeceu e retribuiu as mensagens de Páscoa chegadas de todo o mundo nas últimas semanas, manifestando a todos afeto e proximidade, reiterando seu pedido de que continuem a rezar por ele.
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 10 de março de 2015

Papa: Deus não dá show, mas atua na humildade e no silêncio

O Papa celebrou na manhã desta segunda-feira (09/03) a Missa na Casa Santa Marta. Comentando o Evangelho do dia, Francisco ressaltou o trecho em que Jesus repreende os habitantes de Nazaré pela falta de fé: no início, Ele é ouvido com admiração, mas depois explode “a ira e a indignação”:
“Naquele momento, entre as pessoas que ouviam com prazer o que Jesus dizia, um, dois ou três não gostaram do que ele disse, e um falador se levantou e afirmou: ‘Mas o que esta pessoa está falando? Onde estudou para nos dizer essas coisas? Que nos mostre o diploma! Em qual Universidade estudou? Ele é o filho do carpinteiro e o conhecemos bem”. E começou a fúria, e também a violência. “E o expulsaram da cidade e o conduziram até o cume da colina”. E queriam jogá-lo lá de cima”.
A primeira leitura fala de Naamã, comandante do exército sírio, leproso. O Profeta Eliseu lhe diz de banhar-se sete vezes no Jordão e também ele se indigna porque pensava num gesto maior. Depois ouve o conselho dos servos, faz o que disse o Profeta e a lepra desaparece. Seja os habitantes de Nazaré, seja os de Naamã – observou o Papa – “queriam um show”, mas “o estilo do bom Deus não é dar show: Deus atua na humildade, no silêncio, nas coisas pequenas”. Isso – destacou – se vê em “toda a história da salvação”, a partir da Criação, onde o Senhor não pegou “a varinha mágica”, mas criou o homem “com o barro”:
“Quando ele quis libertar o seu povo, libertou-o pela fé e a confiança de um homem, Moisés. Quando ele quis fazer cair a poderosa cidade de Jericó, ele o fez através de uma prostituta. Também para a conversão dos samaritanos, pediu o trabalho de outra pecadora. Quando Ele enviou Davi para lutar contra Golias, parecia loucura: o pequeno Davi diante do gigante, que tinha uma espada, tinha muitas coisas, e Davi apenas uma funda e pedras. Quando disse aos Magos, que tinha nascido o Rei, o Grande Rei, o que eles encontram? Uma criança, uma manjedoura. As coisas simples, a humildade de Deus, este é o estilo divino, jamais um show”.
O Papa recorda “também uma das três tentações de Jesus no deserto: o show”. Satanás o convida a lançar-se do pináculo do Templo porque vendo o milagre as pessoas possam acreditar n’Ele. “O Senhor – ao invés disso - se revela na simplicidade, na humildade”. “Nós fará bem nesta Quaresma - conclui Francisco - pensar em nossas vidas em como o Senhor nos ajudou, como o Senhor nos fez seguir em frente, e vamos descobrir que ele fez isso com coisas simples”:
“Assim age o Senhor: faz as coisas de forma simples. Fala-nos silenciosamente ao coração. Recordamos na nossa vida as muitas vezes que ouvimos essas coisas: a humildade de Deus é o seu estilo; a simplicidade de Deus é o seu estilo. E também na liturgia, nos sacramentos, que bonito é que se manifeste a humildade de Deus e não o show mundano. Irá nos fazer bem percorrer a nossa vida e pensar nas muitas vezes em que o Senhor nos visitou com sua graça, e sempre com esse estilo humilde, o estilo que também Ele nos pede para ter: a humildade”.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A resposta da fé a todos os problemas

Na realidade em que estamos, cristãos são chamados
 a serem homens e mulheres de soluções.

Nas voltas que o mundo dá, sucedem-se crises de todo tipo. As pessoas conhecem ciclos diversos, mudanças condicionadas pela idade, situação social, opções feitas no correr da vida. A sociedade conhece também suas etapas e eventuais fases difíceis, como o quadro político e econômico em que nos encontramos, ampliado pelos inúmeros desafios que expressam quase um regresso à barbárie, tamanhos são os fatos violentos que passam diante de nossos olhos a cada dia. A Igreja está mergulhada em nosso mundo, com todos os seus problemas e é chamada a dar a resposta da fé a todos eles, superando o medo que podem provocar. Os cristãos são chamados a serem homens e mulheres de soluções, exercendo a necessária criatividade, que lhes possibilite ser presença qualificada no meio de todas as pessoas de boa vontade.

São João descreve, logo no início do quarto evangelho, uma das visitas de Jesus ao Templo de Jerusalém (Jo 2, 13-25). O espaço destinado a ser casa de oração tinha se transformado em comércio, a prática das leis do Antigo Testamento estava em crise, alguns poucos se faziam donos da religião, a presença invasiva dos romanos corrompia as relações entre as pessoas e, ao mesmo tempo, muitas pessoas mantinham viva a esperança da chegada do Messias prometido. O Templo, que já não era o que foi edificado por Salomão, mas a segunda construção, depois restaurada por Herodes, o Grande, veio a ser efetivamente destruído pela invasão romana, alguns anos mais tarde, restando apenas um espaço sagrado utilizado pelos judeus. Na antiga esplanada do templo, foram posteriormente erguidas duas Mesquitas, lugares de culto dos Muçulmanos. E a Jerusalém de hoje, com todos os conflitos subjacentes à sua organização e governo, abriga judeus, muçulmanos e cristãos. Muitos sonham, e nós também, com uma convivência pacífica das três grandes religiões monoteístas. E de lá para cá, por motivos diversos se destroem templos e monumentos de várias religiões, como temos acompanhado nos últimos dias. Com os edifícios destruídos, também fica comprometida a memória histórica da humanidade!

Não era simples o relacionamento dos judeus com as autoridades romanas e seus prepostos. São Lucas descreve alguns fatos reveladores: "Chegaram algumas pessoas trazendo a Jesus notícias a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando o sangue deles com o dos sacrifícios que ofereciam. Ele lhes respondeu: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu, por terem sofrido tal coisa? Digo-vos que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo" (Lc 13, 1-5). Jesus anuncia e faz acontecer o Reino de Deus no meio de uma sociedade conflitiva, com tensões e revoltas prontas a estourarem a qualquer momento.

Ao Templo de Jerusalém chega o esperado das nações, como nos descrevem os textos evangélicos. No entanto, ele vem de forma diferente, certamente decepcionando os sonhos de confronto e poder de muitos de seus contemporâneos. Sua presença quer conduzir as pessoas do Templo edificado com tanto esforço ao novo Templo, o novo lugar que é Ele mesmo, onde acontece o verdadeiro culto ao Pai do Céu. Jesus não destrói o Templo, antes o respeita profundamente, com palavras duras e fortes: "Tirai daqui essas coisas. Não façais da casa de meu Pai um mercado! Os discípulos se recordaram do que está escrito: O zelo por tua casa me há de devorar" (Jo 2,16-17). Além das lições que nós cristãos podemos aprender com estes fatos, nasça um grande respeito pela religião dos outros, sejam quais forem suas convicções!

Profeticamente, o Senhor anuncia que o Templo será destruído e reconstruído após três dias, pois ele falava a respeito do seu corpo. Depois que Jesus ressuscitou dos mortos, os discípulos se recordaram de que ele tinha dito isso, e creram na Escritura e na palavra que Jesus havia falado (Cf. Jo 2, 21-22). De fato, na força de sua Ressurreição gloriosa, a morte veio a ser vencida e todas as suas manifestações podem ser superadas.

Nós cristãos professamos a fé no Cristo Morto e Ressuscitado. Com a fé, nossa vida tem uma meta a ser alcançada, impedindo-nos de sermos afogados pelos acontecimentos positivos ou negativos. Nosso olhar se volta para a plenitude do amor de Deus, acendendo continuamente a luz da esperança. Com esta fé, passamos pelo mundo fazendo o bem, acreditando que é possível restaurar vidas e superar as muitas dilacerações existentes na sociedade.

Para tanto, somos chamados a algumas atitudes e gestos. Para nós, a maldade não tem a última palavra em quem quer que seja. Olhamos para as pessoas e suas crises pessoais e descobrimos aquela fagulha, para não apagar a chama que fumega, pois no nome de Jesus as nações podem depositar a esperança (Cf. Mt 12,15-21; Is 42,1-4). No dia a dia, não desperdiçamos as oportunidades para tecer novos relacionamentos com as pessoas, aproveitando os eventuais laços que poderiam impedir a caminhada para compor redes de fraternidade. As iniciativas de pessoas e grupos em vista do bem comum encontrarão em nós a disposição para parcerias inteligentes, nas quais cada um pode dar o que sabe e pode. Onde quer que encontremos eventuais restos de edificações destruídas, recolheremos os pedaços para realizar a profecia: "Quando o invocares, o Senhor te atenderá, e ao clamares, ele responderá: Aqui estou! Se, pois, tirares do teu meio toda espécie de opressão, o dedo que acusa e a conversa maligna, se entregares ao faminto o que mais gostarias de comer, matando a fome de um humilhado, então a tua luz brilhará nas trevas, o teu escuro será igual ao meio-dia. O Senhor te guiará todos os dias e vai satisfazer teu apetite, até no meio do deserto. Ele dará a teu corpo nova vida, e serás um jardim bem irrigado, mina d’água que nunca para de correr. E a tua gente reconstruirá as ruínas que pareciam eternas, farás subir os alicerces que atravessaram gerações, serás chamado reparador de brechas, restaurador de caminhos, para que lá se possa morar" (Is 58, 9-12).

Se o sonho parece muito alto, sabemos que nossa fé professa nada menos do que a vitória sobre a morte! Portanto, a esta altura do caminho quaresmal em direção à Páscoa, recomecemos a cada dia a tarefa recebida do Senhor, para reconstruir as eventuais ruínas que encontrarmos.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará (PA).

Fonte: domtotal.com

São Domingos Sávio - Padroeiro dos acólitos

Este jovem santo ofereceu a sua juventude por amor a Deus e Maria Santíssima

São Domingos Sávio - Padroeiro dos acólitos
O santo de hoje viveu o lema 

“Antes morrer do que pecar”.
Nascido em Turim, na Itália, no ano de 1842, Domingos conheceu muito cedo Dom Bosco e participou do Oratório – lugar de formação integral – onde seu coração se apaixonou por Jesus e Nossa Senhora Auxiliadora.
Pequeno na estatura, mas gigante na busca de corresponder ao chamado à santidade, foi um ícone da alegria de ser santo. Um jovem comum, que buscava cumprir os seus deveres e amava a vida de oração.
Com a saúde fragilizada, faleceu com apenas 15 anos.
São Domingos Sávio, rogai por nós.