sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Instituto debaterá questões da juventude

Com o objetivo de dar sustento e seguimento aos legados da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), será criado o Instituto para a Juventude. Para a escolha de sua identidade visual foi lançado no dia 24 de janeiro um concurso do logotipo.
A proposta do instituto ainda está em fase de finalização e será apresentada durante o evento “Doe de Coração”, que acontecerá entre 7 e 9 de março em Cachoeira Paulista, na sede da Canção Nova. O evento também pretende arrecadar fundos para saldar os últimos investimentos da JMJ.
O instituto, presidido pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, “é um espaço para ouvir, para discutir as questões da juventude”, explicou padre Márcio Queiroz, vice-presidente da entidade. De acordo com ele, a proposta de criação do instituto surgiu ainda durante os preparativos para a JMJ Rio2013. “Porque o maior legado da JMJ foi a própria Jornada, o trabalho com a juventude”, ressaltou.
O sacerdote explicou que o instituto terá uma vida jurídica própria e manterá o mesmo CNPJ do Instituto Jornada Mundial da Juventude, órgão criado para organizar a JMJ Rio2013. Deverá trabalhar em parceria com o Setor Juventude, que congrega todas as expressões jovens dentro da Igreja no Rio de Janeiro, como pastorais, novas comunidades, renovação carismática e demais ordens religiosas.
Padre Márcio disse ainda que o instituto foi pensado de forma ampla, mas ainda não existe um organograma fechado. A estrutura vai ser desenvolvida a partir das demandas que forem surgindo e das propostas do Setor Juventude. E a primeira demanda, segundo ele, é quitar os últimos investimentos da JMJ Rio2013.
Outros legados da JMJ foram o Polo de Atenção Integral à Saúde Mental (PAI), que funciona em um dos prédios do Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus (HSF), na Tijuca. O espaço é voltado para o tratamento psiquiátrico, com atenção especial aos dependentes químicos, inclusive de crack. A evangelização da juventude e a sustentabilidade são outros legados.
Doe de coração
O evento “Doe de coração” foi pensado em dezembro, durante reunião que reuniu, na sede da Arquidiocese, algumas expressões católicas, como a Comunidade Canção Nova, o Instituto Santíssima Trindade e o Instituto Evangelizar, além dos veículos de comunicação da própria arquidiocese. A expectativa é de que as emissoras católicas de rádio e TV estejam juntas para a divulgação e transmissão.
A programação, que acontecerá entre os dias 7 e 9 de março, contará com shows e momentos de adoração, louvor, pregações, palestras e testemunhos. Já confirmaram presença os artistas católicos: Adriana, Banda Dominus, Ítalo Villar, Vida Reluz, Diego Fernandes, Eugênio Jorge, Olívia Ferreira e padre Omar.
Durante o evento, as doações para a JMJ Rio2013 poderão ser feitas pelo site ou por um call center 24 horas.
Concurso da logo
O concurso do logotipo que irá definir a identidade visual do Instituto para a Juventude receberá inscrições até 28 de fevereiro. O edital, o formulário e o regulamento do concurso podem ser acessados na página oficial da entidade: www.ijuventude.org, ou na página do Facebook (/iJuventude). A arte escolhida será anunciada, oficialmente, durante o evento “Doe de Coração”.
Para mais informações e/ou dúvidas, envie um email para concurso@ijuventude.com.

Visite os sites
http://www.ijuventude.org/
https://www.facebook.com/iJuventude
Fonte: arqrio.org

domingo, 26 de janeiro de 2014

Pesquisa mostra que há 447 grupos de jovens da PJ no Rio de Janeiro

Os jovens católicos da Pastoral da Juventude (PJ) do Rio de Janeiro contam com 447 grupos de oração. O estado contempla o Regional Leste 1. Em todo o País, a PJ possui 9.183 grupos, em 2.675 paróquias. Os dados foram informados pelo Foi o que informou o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, padre Antônio Ramos do Prado, durante a Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude (ANPJ), que acontece em Ribeirão das Neves, de 20 a 26 de janeiro.
Os dados, apresentados pelo assessor, são resultados de uma pesquisa realizada junto aos regionais e dioceses do Brasil, com o objetivo de fazer um diagnóstico da realidade da Pastoral da Juventude no Brasil. A pesquisa constata, ainda, que das 2.675 paróquias, 1765 têm coordenação de PJ, mas 1641 não têm assessoria e acompanhamento.
O maior número de grupos está no Regional Leste  (MG e ES) com 1.195, seguida pelo Norte 2 (PA e AP) com 1.116.
No encontro, os jovens apontaram os desafios e avanços das dioceses e regionais com relação à Pastoral da Juventude e indicaram membros para a Comissão Nacional de Assessores, responsável por acompanhar as formações de assessores e jovens nos regionais.
A Pastoral da Juventude comemora os seus 40 anos. A Ampliada aborda o tema “Somos Igreja Jovem: 40 anos construindo a civilização do amor” e lema “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4, 20). Participam da ANPJ cem delegados de todos os regionais da CNBB, com a finalidade de avaliar a caminhada da PJ e definir diretrizes para a ação pastoral.
Fonte: arqrio.org

sábado, 25 de janeiro de 2014

Mateus, Evangelho do ano

Reiniciamos o Ano A do evangelista São Mateus. Desde a reforma litúrgica conciliar, lemos em três anos os evangelhos. A vantagem é a leitura continuada. Antes, nas celebrações eucarísticas não se tinha a noção do conjunto pela continuidade. Além disso, as gerações pós-conciliares hão de ter condições de melhor conhecer as semelhanças, as diferenças dos evangelhos e o típico de cada um.
Ao longo prazo, os católicos praticantes terão mais acesso – como já se vê – ao manancial da Palavra, pela leitura seguida do conjunto das Escrituras, e sua aplicação pela homilia. Quando os católicos são motivados a seguirem o evangelista do ano, na catequese, nos círculos bíblicos, nos estudos e reflexões e meditações, sobretudo, através da leitura orante, aproveitam da Palavra para a vivência pessoal e a missão no mundo.
O Evangelho de Mateus centra sua narrativa em dois focos complementares: Jesus Salvador e o Reino dos Céus. Jesus é o Cristo, o Mestre que ensina. Reúne discípulos. Prepara-os e os envia em missão. É o Filho de Deus, Filho de Davi, Filho do Homem. É o Servo Sofredor. Tais títulos, originados na tradição judaica, são fundamentais para a compreensão da fé, da salvação e do seguimento do Mestre. O Reino dos Céus é a soberania de Deus, proclamado por Jesus, através dos discursos, especialmente o Sermão da Montanha. É confirmado pela atuação de sua autoridade e poder, através de curas e de exorcismos e da escolha e do envio dos discípulos. Sua presença já é a proximidade do Reino (10,7). Entretanto, é também objeto do desejo e da esperança dos que oram e suplicam: “Venha o teu Reino” (6,10).
A concepção de Igreja em Mateus é realista. Despida de triunfalismo. Aponta para a mistura de pessoas, assemelhada à rede do Reino, cheia de peixes, porém, não todos aproveitáveis. Houve um traidor no colégio apostólico (26,25). Entre os recomendáveis, houve a indignação de dez contra dois (20,24) e a negação escandalosa de Pedro (26,75). Portanto, Mateus não nos faz ver uma Igreja idealizada. Nela existem as contradições pessoais: filhos do Reino e filhos do Maligno (13, 38-39), os maus e os justos (v. 49) e falsos profetas e discípulos (7,15-13).
Qualquer um pode cair no pecado, inclusive Pedro (26,34). Assim sendo, todos precisamos de perdão, de misericórdia e de correção. Consequentemente, a Igreja é a escola da correção fraterna (18, 15-18) e a pátria da misericórdia, do perdão (v. 21-35) e da acolhida (9,9-13): “Não vim chamar justos” (9,13). Portanto, ela é de todos, mas especialmente aberta aos pecadores, aos pobres e simples (5,3; 6,19-21.24; 19,16-25). Inclusive, o Filho do Homem será reconhecido nos necessitados, afligidos, ultrajados e marginalizados, no último julgamento (25,40).
A eclesiologia em Mateus é ministerial e fraternal (10,40-42). Porém é hierárquica (13,52; 23,34). Nela há profetas, escribas e sábios (13,52; 23,34). A autoridade dos Doze é de serviço, inclusive a primazia de Pedro, pois – o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (20,28). Todos são chamados à humildade, devido ao fato que quem se torna menor é o maior (18,4), na promoção de Jesus. A comunidade orante dos fiéis tem importância invulgar, devido à presença do Senhor, quando eles se reúnem em seu nome (18,19-20).
Mateus contribui parcialmente para a compreensão dos principais sacramentos. O Batismo é de finalidade universal, sua fórmula é a confissão trinitária de Deus e está ligado ao inteiro ensinamento de Jesus (28,19-20). A Eucaristia é o Corpo do Senhor e o Sangue da Aliança, derramado por muitos para a remissão dos pecados (26,26-28). O perdão dos pecados decorre do poder de ligar e desligar dado aos Doze (18, 18) e do poder das chaves dado a Pedro (16,19).
Mateus enraíza a Igreja na origem da tradição, fonte de rejuvenescimento. Estimula cada discípulo do Reino dos Céus a tirar coisas novas e velhas do próprio tesouro (13,52). Bom meio de renovação.
Dom Edson de Castro Homem
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Inveja e fofoca destroem comunidades cristãs, diz Papa

Francisco destacou que a inveja abre as portas para as coisas más e divide a comunidade

Que os cristãos fechem a porta para ciúmes, invejas e fofocas que dividem e destroem suas comunidades. Esta foi a exortação do Papa Francisco aos fiéis, nesta quinta-feira, 23, em Missa celebrada na Casa Santa Marta, no sexto dia de oração pela unidade dos cristãos.
A reflexão do Papa partiu da Primeira Leitura do dia, que fala da vitória dos israelitas sobre os filisteus graças à coragem do jovem Davi. Francisco destacou, nesta passagem, o ciúme do rei Saul, que, por inveja, decidiu matar Davi. “Assim faz o ciúme nos nossos corações. É uma inquietude má, que não tolera o fato de um irmão ou uma irmã tenha algo que eu não tenho”.
O Papa refletiu sobre os efeitos desse sentimento de ciúme e inveja. Ele lembrou que foi justamente pela porta da inveja que o diabo entrou no mundo, como diz a Bíblia. “O ciúme e a inveja abrem as portas para todas as coisas más. Também divide a comunidade. Uma comunidade cristã, quando sofre – alguns de seus membros – de inveja, de ciúme, acaba dividida: um contra o outro. É um veneno forte”.
No coração de uma pessoa atingida pelo ciúme e pela inveja há dois fatores claros, segundo o Papa: a amargura e a fofoca. “Porque este não tolera que aquele tenha algo, a solução é humilhar o outro, para que eu seja maior. E o instrumento é a fofoca. Procure e você verá que atrás de uma fofoca há o ciúme e a inveja, que dividem a comunidade e destroem a comunidade. Essas são as armas do diabo”.
Concluindo a homilia, Francisco rezou pelas comunidades cristãs, pedindo que esta semente do ciúme não seja semeada e a inveja não tome conta do coração.
Fonte: Rádio Vaticano

Protagonistas da Fé

A abertura do processo de beatificação do casal Zélia e Jerônimo aconteceu durante as festividades de São Sebastião. Na manhã do dia 20 de janeiro, os restos mortais dos Servos de Deus Zélia e Jerônimo estavam presentes na missa do padroeiro da cidade do Rio, celebrada pelo arcebispo e cardeal eleito Dom Orani João Tempesta, na Paróquia São Sebastião, na Tijuca. 
Segundo o vigário episcopal para a Vida Consagrada e responsável pelos processos de candidatos à causa dos santos da Arquidiocese do Rio, Dom Roberto Lopes, eles são um casal fluminense que exala santidade e podem ser grandes ícones para todo o mundo.
“Mais uma vez a Arquidiocese do Rio se alegra em abrir mais um processo para beatificação, nas celebrações do padroeiro, que é novamente o grande protagonista, pois no ano passado demos início também durante a Trezena de São Sebastião ao processo de beatificação da Serva de Deus Odetinha”, motivou.  
No dia 20, as duas urnas de acrílico com os restos mortais do casal forão lacradas e apresentadas aos fiéis. Neste dia, foi lida a ata. As bulas, feitas em pergaminho pelas monjas clarissas, forão colocadas dentro das urnas que foram levantadas para que todos pudessem contemplar.
Após a missa, as duas urnas forão transladadas pelo Corpo de Bombeiros para a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Gávea, local oficial para culto. 

A primeira etapa da abertura do processo de beatificação, aconteceu na noite do dia 18 de janeiro, na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana. A celebração jurídica, com o Tribunal Eclesiástico, também foi presidida pelo arcebispo do Rio.
A partir do momento que a Congregação para a Causa dos Santos reconhecer as virtudes heroicas deles, e apresentando os milagres, poderá acontecer a beatificação.
“O casal teve uma vida muito santa, dentro da própria vida familiar. Geraram 13 filhos, morreram quatro e os outros nove se consagraram a Deus: três sacerdotes e seis religiosas. Eles tratavam seus empregados como pessoas amigas; eram realmente um referencial. É um casal que ressalta a beleza da família, que realmente é o grande instrumento para a santificação. A abertura do processo do casal Zélia e Jerônimo é uma resposta à piedade do povo de Deus”, salientou Dom Roberto.
Jerônimo Magalhães nasceu em Magé, na Baixada Fluminense, e Zélia Pedreira em Niterói. Casaram-se em 27 de julho de 1876, na Chácara da Cachoeira, na Tijuca. “Mesmo eles não tendo nascido na cidade do Rio, Zélia morreu em nossa arquidiocese. Pedimos a transferência de competência apenas do Jerônimo, porque sua morte aconteceu na Diocese de Nova Friburgo”, explicou Dom Roberto. Ele convidou a todos a testemunharem as graças recebidas pela intercessão do casal. “Contamos com todo povo de Deus. Quem por ventura puder relatar alguma graça pela intercessão do casal Jerônimo e Zélia, pode nos procurar na arquidiocese”, incentivou.

Dados biográficos

Nomes: Zélia Pedreira Abreu Magalhães (1857-1919) e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães (1851 -1909) 
Sobre Zélia: Primogênita de João Pedreira do Couto Ferraz, secretário do Supremo Tribunal de Justiça e aposentado do Supremo Tribunal Federal, e de Elisa Amália de Bulhões Pedreira, nasceu em 5 de abril de 1857, no bairro do Ingá, em Niterói, capital da então Província do Rio de Janeiro. Recebeu primeiramente o nome da mãe, Elisa, logo trocado pelo anagrama Zélia, composto pelo pai.
De família proeminente, Zélia teve como avós paternos o Desembargador Luís Pedreira do Couto Ferraz e Guilhermina Amália Correia Pedreira e como avós maternos, o Comendador José Manuel de Carvalho Bulhões e Justina Justa de Oliveira Bulhões. Entre os parentes próximos, havia o Barão do Bom Retiro, presidente da Província do Rio de Janeiro, cargo que hoje corresponde ao de Governador do Estado, seu tio paterno; a Baronesa de Anadia, sua tia materna; o Visconde de Duprat, seu cunhado; e o Arcebispo de Porto Alegre, Dom José Claudio Ponce de Leão, seu primo. 

Sobre Jerônimo: Filho do fazendeiro Fernando de Castro Abreu Magalhães e de Rosa Rodrigues Magalhães, Jerônimo de Castro Abreu Magalhães (1951-1909) nasceu em Magé, Província do Rio de Janeiro, em 26 de julho de 1951. Seu pai, que veio para o Brasil acompanhar o irmão, Monsenhor Baccelar, Capelão do Imperador, construiu a grande fazenda de café Santa Fé, próxima ao Carmo do Cantagalo, e fez grande fortuna. Colaborou para o desenvolvimento da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, onde situava-se a fazenda, cooperou com a fundação do Colégio Anchieta em Nova Friburgo e extinguiu a escravatura em sua fazendamuito antes do decreto imperial. Teve quatro irmãos sacerdotes e algumas sobrinhas religiosas.
Jerônimo fez os estudos preparatórios em Lisboa, mas formou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1873.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cerca de 70 mil fiéis participam da procissão de São Sebastião

As homenagens a São Sebastião, padroeiro da arquidiocese e da cidade do Rio de Janeiro, prosseguiram na tarde desta segunda-feira, dia 20 de janeiro. Às 16h, a tradicional procissão levando a imagem histórica do santo saiu da Igreja dos Frades Capuchinhos em direção à Catedral, tendo à frente o arcebispo Dom Orani João Tempesta. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também acompanhou o cortejo. Segundo informações do Vicariato para a Comunicação Social, cerca de 70 mil fiéis participaram da procissão. O dia marcou a abertura do Ano Arquidiocesano da Caridade.
Pelas ruas por onde passou, a procissão foi acolhida por moradores que acenavam em suas janelas com lenços vermelhos. Bispos, padres, seminaristas, religiosos, membros das pastorais sociais e de associações, junto aos milhares de fiéis, rezaram pela cidade do Rio de Janeiro, pelos jovens, pelos doentes, pelo Papa Francisco e pela Igreja. Aos pés da imagem do santo mártir, devotos depositaram seus pedidos.
Ao longo do trajeto Dom Orani fez duas paradas: a primeira em frente ao Hospital da Polícia Militar e a segunda, em frente ao Instituto Nacional de Câncer (INCA). Nesses locais, elevou uma prece por todos os doentes, pela equipe médica e pelos familiares dos pacientes, pedindo a intercessão de São Sebastião por cada um. “Pai de bondade, olhai por todos que aqui estão e os guarde em sua misericórdia. Que as pesquisas avancem e que sempre mais encontremos melhores caminhos para a cura”, rezou o cardeal eleiro diante do INCA.
temp_titleDSC_0108_20012014233428Auto conta a vida do padroeiro
Na Catedral, milhares de fiéis já aguardavam o cortejo. Dom Orani trazia em suas mãos a relíquia do padroeiro. Posicionada a imagem histórica em frente ao palco montado na Avenida Chile, teve início o auto de São Sebastião, encenado pela companhia de teatro da Casa Julieta Serpa.
Dirigidos por Márcio Fonseca, os 22 atores que compuseram o elenco apresentaram um espetáculo de 23 minutos. O papel principal foi representado pelo ator André Rosa. De autoria de Valcir Carrasco, o auto contou a história do santo guerreiro, que deu a sua vida pela defesa da sua fé. Ao final, os atores apresentaram algumas flechas que atingem hoje a cidade do Rio de Janeiro: miséria, violência e falta de caridade foram temas levantados. Porém, afirmou o elenco, “o Rio vencerá esses desafios junto a São Sebastião, discípulo da fé e da caridade, mensageiro da paz”.
Também fizeram uma homenagem a Dom Orani pela sua eleição ao cardinalato. Uma grande faixa foi aberta, na qual estava escrito: “A Arquidiocese do Rio e o povo do Rio de Janeiro saúdam o cardeal Dom Orani João Tempesta”. Os fiéis presentes encerraram o momento com aplausos ao arcebispo do Rio.
temp_titleDSC_0137_20012014233446Cristo como meta
Dom Orani subiu ao palco para a bênção dos fiéis e da cidade com a relíquia do padroeiro. Antes, falou aos presentes, ressaltando a necessidade dos cariocas se comprometerem em rezar por ele nesta nova missão confiada pelo Vaticano.
“A inspiração que o Senhor me deixou no dia em que fui eleito cardeal foi de nunca perder de vista Cristo, mas tê-lo sempre como alvo, como meta. Que eu possa enxergar as pessoas, a Igreja e os acontecimentos da cidade como ele faz, do alto do Corcovado”, disse o carcebispo.
Ao falar sobre o Ano Arquidiocesano da Caridade aberto hoje, ressaltou o exemplo de São Sebastião e convocou os fiéis a serem missionários e exercerem uma presença curativa na sociedade. “O carioca já traz o jeito de São Sebastião, de não se abalar com os ferimentos, mas permanecer firme na fé”, pontuou.
Missa
Após a bênção, o cardeal eleito se dirigiu para o interior da Catedral, onde presidiu a Santa Missa, que encerrou o dia do padroeiro na cidade. A celebração marcou, também, o envio dos seminaristas para a realização de trabalhos sociais em paróquias da Arquidiocese do Rio, de diversos bairros, como Guaratiba, Inhaúma, Complexo do Alemão e Acari. A missão acontecerá a partir do dia 2 de fevereiro e terá a duração de aproximadamente um mês.
temp_title1390250748001_20012014194139Na procissão de entrada, agentes das pastorais sociais da arquidiocese levaram cartazes alusivos ao Ano da Caridade, que foram colocados em frente ao presbitério.
Na acolhida, Dom Orani agradeceu a Deus por iniciar as atividades pastorais de 2014 com o padroeiro e colocou no altar do senhor todas as intenções ouvidas durante a Trezena de São Sebastião, nas diversas comunidades do Rio de Janeiro por onde a imagem peregrina passou.

Durante a homilia, o arcebispo falou do exemplo de São Sebastião e desejou: "com São Sebastião, que está aqui conosco, que todo homem e mulher possa viver com coerência sua vida batismal e, por consequência, o amor ao próximo".

Ao falar sobre o Ano da Caridade, lembrou que ela é uma virtude do Senhor, que "somos chamados a viver, precedendo qualquer ação". E exortou: "Que a caridade reine em nossos corações".
Fonte: arqrio.org

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

“Cardinalato não é uma promoção nem uma honra, mas um serviço”, diz Papa

A Sala de Imprensa da Santa Sé publicou  nesta segunda-feira, 13, a carta enviada pelo Papa Francisco aos novos cardeais,  anunciados neste domingo, 12. No início da mensagem, o Pontífice assegura a sua proximidade espiritual e sua constante oração ao novos membros do Colégio Cardinalício.
“Desejo que, enquanto agregado à Igreja de Roma, revestido das virtudes e sentimentos do Senhor Jesus, você possa me ajudar com fraterna eficácia em meu serviço à Igreja universal”, pede Francisco aos nomeados.
O Pontífice ressalta que o cardinalato não é uma promoção nem uma honra, ou uma condecoração, mas um serviço que exige ampliar o olhar e alargar o coração. De acordo com Francisco,  este serviço só é possível quando se segue pelo mesmo caminho do Senhor: a via da humildade e esvaziamento de si mesmo.
“Por isso peço a você, por favor, para receber esta designação com um coração simples e humilde. E, embora você deve fazê-lo com júbilo e  alegria,  faça com que este sentimento esteja longe de qualquer expressão de mundanismo, de qualquer celebração estranha ao espírito do Evangelho de austeridade, sobriedade e pobreza”, pediu o Papa.
No final da carta,  Francisco pediu orações e convidou aos recém-eleitos para um retiro de dois dias,  em 20 de fevereiro próximo.
 
Fonte: Boletim da Santa Sé

A repercussão do anúncio do cardinalato de Dom Orani

Tão logo foi anunciada a nomeação de Dom Orani João Tempesta como cardeal, muitas pessoas começaram a manifestar sua alegria e a parabenizar o arcebispo pelas redes sociais.

Veja algumas das postagens:
 
Dilma Roussef: 
"Recebi com alegria a notícia que Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio, foi tornado cardeal pelo papa @Pontifex_pt".
Eduardo Paes"Uma alegria para nossa cidade a designação de D Orani como Cardeal anunciada pelo Papa Francisco agora pela manhã." "Nosso Arcebispo, agora cardeal, é um grande parceiro na transformação que promovemos no Rio. Apoiando, alertando e criticando quando necessário."
Sérgio Cabral: "Dom Orani é anunciado pelo Papa Francisco @Pontifex_pt como Cardeal. Estou muito feliz e o Rio está feliz!" "Dom Orani tem feito um lindo trabalho pastoral à frente da Igreja Católica." "Dedicado aos mais humildes e sempre integrado com todas as demais denominações religiosas nos esforços para melhorar a vida do povo carioca" "Participamos ativamente da conquista da Jornada Mundial da Juventude." "Estávamos juntos em 2011 em Madri quando o Papa Bento XVI anunciou o Rio de Janeiro como sede da próxima Jornada." "Parabéns, Dom Orani! Querido do povo carioca e brasileiro!"
JMJ Cracóvia: "Que bela notícia para começar o Dia do Senhor! Nosso amado @domoranijoao  é nomeado cardeal pelo Papa!"
Zaqueu Teixeira (secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Ex-chefe da Polícia Civil. Coordenou a elaboração do PRONASCI, no governo Lula): "Parabéns Dom Orani Tempesta pelo novo título de Cardeal fruto do reconhecimento do trabalho pastoral e da belíssima JMJ.Viva o Rio."
Padre Savio (assessor da comissão Episcopal para a Juventude da CNBB): "Dom Orani, eleito Cardeal para a Santa Igreja. Deus seja louvado!"
Emmir Nogueira (co-fundadora da comunidade Shalom): "Parabéns, d. Orani! !! Chegou o dia pelo qual todos esperávamos! Nosso querido pastor com cheiro de ovelha!"
Diácono Nelsinho (Canção Nova): "MERECIDAMENTE,SEUS CABELOS GRISALHOS TESTEMUNHAM SUA VIDA CONSUMIDA!!"

José Serra (ex-governador de São Paulo): "Meus parabéns ao RJ pelo seu novo cardeal, Dom Orani, a quem tanto admiro. Ele é um dos líderes espirituais mais inspirados do continente."
Ancelmo Gois: "Eu convivi com Dom Orani na Jornada da Juventude. É uma grande figura. Parabéns para nosso novo Cardeal" 

Geraldo Alckmin (governador de São Paulo): "Os paulistas foram abençoados com a escolha do novo cardeal, DomOrani Tempesta". Hoje  renova nossa fé na justiça, na igualdade e na paz..


Por outras mídias:

Dom Odilo Pedro Scherer (pelo facebook): "Com grande alegria, acolhemos hoje o anúncio da inclusão de Dom Orani João Tempesta, O.Cist. no Colégio Cardinalício, no consistório que será presidido pelo papa Francisco no próximo dia 22 de fevereiro, no Vaticano. A escolha do papa Francisco é uma honra para a arquidiocese do Rio de Janeiro e para seu dedicado e dinâmico arcebispo, e para o episcopado do Brasil, que tem em Dom Orani um valoroso membro. Dom Orani poderá colocar a serviço da Igreja inteira seus muitos dons, assistindo ao Papa e colaborando com sua missão naquilo que lhe for pedido. Parabéns a Dom Orani! Parabéns à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro!"

Monsenhor Jonas Abib 
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undador da Comunidade Canção Nova, pelo site oficial): Dom Orani Tempesta, monge cisterciense, como sacerdote dedicou-se ao trabalho pastoral intensamente. Foi eleito bispo de São José do Rio Preto/SP, demonstrando-se um grande pastor de almas. Ao ser eleito arcebispo da cidade do Rio de Janeiro/RJ se destacou pela sua presença nas paróquias mais carentes. O ponto alto de Dom Orani como arcebispo, foi estar à frente da Jornada Mundial da Juventude em julho de 2013, culminando com sua eleição a cardeal da sede do Rio de Janeiro. Dom Orani, homem da comunicação presidiu por vários anos a pastoral da comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), continua como ícone para as televisões de inspiração católica. A Canção Nova agradece a Deus a sua nomeação como cardeal e ora para que o seu apostolado seja ainda mais fecundo na Igreja Universal. Bendito aquele que vem em nome do senhor!
Moysés Louro Azevedo Filho (fundador e moderador da Comunidade Católica Shalom): "A visão e o empenho de Dom Orani na comunicação da Boa Nova de Nosso Senhor é um grande testemunho que nos impulsiona para a missão. Estando a frente da Jornada Mundial da Juventude acolheu o Papa Francisco em sua primeira missão intercontinental e mostrou ao mundo a jovialidade e vitalidade da Igreja do Rio de Janeiro e de todo Brasil. A nomeação de Dom Orani  como cardeal é motivo de alegria para nós da Comunidade Católica Shalom. Rezamos por sua missão que se torna ainda mais exigente nesta corresponsabilidade junto com o papa Francisco no serviço da Igreja espalhada em todo o mundo."
Robson Leite (pelo facebook): "É com imensa alegria que nosso mandato expressa os fraternos cumprimentos a Dom Orani João Tempesta - Arcebispo da Arquidiocese do Rio"

domingo, 12 de janeiro de 2014

Dom Orani é nomeado cardeal

O Papa Francisco anunciou neste domingo, 12 de janeiro, a criação de 19 novos cardeais, provenientes de doze diferentes países, entre os quais o único brasileiro foi o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta. A lista inclui responsáveis da Cúria Romana e várias dioceses. Dom Lorenzo Baldisseri, que foi Núncio Apostólico no Brasil, também foi nomeado. Dos novos, o Santo Padre uniu também ao Colégio Cardinalício três arcebispos eméritos, que – disse – se distinguiram pelo seu serviço à Santa Sé e à Igreja.
Agora o Brasil passa a ter dez cardeais, sendo atualmente cinco votantes (com menos de 80 anos), num eventual conclave. Os cardeais brasileiros são, além de Dom Orani, nomeado hoje: Dom Eusébio Oscar Scheid, do Rio de Janeiro; Dom Paulo Evaristo Arns, de São Paulo; Dom José Freire Falcão, de Brasília; Dom Serafim Fernandes de Araújo, de Belo Horizonte; Dom Cláudio Hummes, de São Paulo, e Dom Geraldo Majella Agnelo, de Salvador. Também os arcebispos Dom Odilo Pedro Scherer, de São Paulo; Dom Raymundo Damasceno Assis, de Aparecida e Dom João Braz de Aviz, atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano (os grifados são, atualmente, votantes).
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Uma graça e uma grande responsabilidade


Quando foi feito o anúncio, Dom Orani estava nos estúdios da TV Brasil, onde celebrou, ao vivo, às 8h, a Santa Missa, com a presença da imagem peregrina de São Sebastião. 

Em entrevista aos veículos de comunicação da Arquidiocese, ele afirmou que a nomeação é uma graça e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade: "Em minha indignidade tenho certeza que a graça de Deus não me faltará para poder bem servir a Igreja nessa dimensão universal que é a dimensão do cardinalato. Peço a todos que continuem rezando por mim para que possa continuar servindo à Deus, à Igreja, como tenho servido até hoje, mas agora com essa responsabilidade maior, que se une as que já desenvolvo".

Os cardeais têm a tarefa de ajudar o sucessor de Pedro no desenvolvimento do seu ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento da unidade e da comunhão da Igreja.


O anúncio
O anúncio foi feito no final da oração do Ângelus, realizada na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Conforme anunciado no dia 31 de outubro de 2013, o Consistório de criação dos novos cardeais será no dia 22 de fevereiro, na festa da Cátedra de São Pedro.
temp_titlebarretes_05012014045910Na ocasião, o Santo Padre entregará três símbolos importantes que estão diretamente ligados à vida e à missão de um cardeal: o barrete, o anel e o título cardinalício. Os cardeais estarão usando a veste cardinalícia, na cor vermelha, que representa o sangue do martírio e indica que cada cardeal de certa forma está pronto a dar a vida por Cristo e a sua Igreja em toda e qualquer circunstância.
O Consistório será realizado em meio a várias reuniões importantes, já determinada pelo Papa Francisco: a do Colégio Cardinalício, nos dias 17 e 18 de fevereiro; a terceira reunião do Conselho de Cardeais (dos oito cardeais); a reunião do Conselho do Sínodo, nos dias 24 e 25; e Conselho dos Cardeais para os assuntos econômicos e organizativos da Santa Sé (Conselho dos 15).
 O último consistório público, convocado pelo Papa Bento XVI, para a criação de seis novos cardeais, foi realizado no dia 24 de novembro de 2012. Até então, o Brasil já teve 20 cardeais. O primeiro, também da America Latina, criado em 1905, foi o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti (1850 - 1930).

 temp_titlecardeais_05012014044402Colégio Cardinalício

 O Colégio de Cardeais, cuja origem está ligada ao clero antigo da Igreja Romana, tem a função de eleger o sucessor de Pedro e aconselhá-lo em questões de maior importância. Seja nos escritórios da Cúria Romana ou em seus ministérios nas Igrejas locais em todo o mundo, os cardeais são chamados a partilhar de modo especial na solicitude do Papa para com a Igreja universal, promovendo a santidade, a comunhão e paz da Igreja A cor viva de suas vestes tem sido tradicionalmente vista como um sinal de seu compromisso de defender o rebanho de Cristo até o derramamento de seu sangue. (cf. Discurso de Bento XVI, na audiência com os novos cardeais, familiares e fiéis, em 26 de novembro de 2012).
Francisco seguiu a regra dos 120 cardeais eleitores com menos de 80 anos. Atualmente havia 13 lugares “vacantes”, outros 3 serão “vacantes” até o próximo mês de maio. Por isso o Papa escolheu 16 eleitores.
Dos 16 eleitores, 4 são membros da Cúria, portanto um quarto do total, e 12 são Arcebispo ou Bispos residenciais de países todos diferentes entre eles.A distribuição dos prelados residenciais eleitores está bem distribuída entre os diversos continentes:
Europa 2; América do Norte e Central 2; América do Sul 3; África2; Ásia 2.A escolha de cardeais do Burkina Faso e do Haiti indica a atenção pelos povos provados pela pobreza.
Foram escolhidos prelados residenciais também de sedes não tradicionamente “cardinalícias”, como Perúgiana Itália, Cotabato na Ilha de Mindanau nas Filipinas.Entre os cardeais não eleitores destaca-se a criação de Dom Capovilla, Secretário do Beato Papa João XXIII, que será canonizado no mês de abril.
O mais idoso é Dom Capovilla, 98 anos, e o mais jovem, Dom Langlois, 55 anos.Destaque o Brasil é a escolha por parte do Papa Fancisco de Dom Orani João Tempesta e do Arcebispo Dom Lorenzo Baldisseri, que por quase 10 anos foi Núncio Apostólico no Brasil e hoje é o Secretário do Sínodo dos Bispos.

Rito do Consistório

Após a proclamação das leituras e da alocução, o Santo Padre vai ler a fórmula de criação e proclamará solenemente os nomes dos novos cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito à Sé de Pedro”.
Depois terá lugar a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores, “agora e para sempre”. A profissão de fé, que faz parte do Símbolo niceno-constantinopolitano, é a síntese da fé da Igreja que cada um recebe no momento do Batismo.
temp_title2228253_4680_rec_05012014045033Cada um ajoelha-se, para receber o barrete cardinalício, que o Papa impõe “como sinal da dignidade do cardinalato”, significando que todos devem estar prontos a comportar-se “com fortaleza, até à efusão do sangue".
O Papa oferece ainda um anel aos novos cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma (título ou diaconia) – que simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz.

Cátedra de São Pedro

A cátedra é a poltrona reservada ao bispo, da qual é derivado o nome catedral, a igreja na qual o bispo preside a liturgia e ensina o povo. 
A Cátedra de São Pedro, representada no fundo da Basílica Vaticana por uma monumental escultura de Bernini, é símbolo da especial missão de Pedro e dos seus sucessores de pastorear o rebanho de Cristo conduzindo-o unido na fé e na caridade.
Desde o inicio do segundo século, Santo Inácio de Antioquia atribuía à Igreja de Roma um singular primado, saudando-a, na sua carta aos romanos, como aquela que "preside a caridade".
Tal especial papel de serviço atribuído à Igreja Romana e ao seu bispo provém do fato que nesta cidade foi derramado o sangue dos apóstolos Pedro e Paulo, além de numerosos mártires. Assim, o testemunho do sangue e da caridade.
A Cátedra de Pedro, portanto, é sinal de autoridade, mas daquela de Cristo, baseada sobre a fé e sobre o amor.
(cf. Bento XVI, Oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, Vaticano, em 19/02/2012)

temp_titlecardeais_12_03_05012014044014Curiosidades

O título de cardeal foi reconhecido pela primeira vez durante o pontificado de Silvestre I (314-335).
A princípio, o título era atribuído genericamente a pessoas a serviço de uma igreja ou diaconia, reservando-o mais tarde aos responsáveis das Igrejas titulares de Roma e das igrejas mais importantes da Itália e do estrangeiro.
O Colégio Cardinalício foi instituído em sua forma atual em 1150. Desde então, os cardeais têm sido os únicos eleitores do Papa a quem elegem em conclave, seguindo as últimas orientações da constituição apostólica de João Paulo II, a "Universi Dominici gregis", de 22 de fevereiro de 1996.
O número de cardeais variou até quase fins do século 16 e seguiu crescendo ao ritmo dos sucessivos desenvolvimentos dos assuntos da Igreja, mas sua internacionalização ficou acentuada nas últimas quatro décadas.
Paulo VI estendeu Colégio Cardinalício para incluir aos patriarcas orientais e fixou seu número em 120 membros.
Como conselheiros do Papa, os cardeais atuam colegialmente com ele através dos consistórios, que o Romano Pontífice convoca e se desenvolvem sob sua presidência. Os Consistórios podem ser ordinários ou extraordinários.

Significado da palavra cardeal

 A função de um cardeal é assistir o Papa em suas diversas competências. Os cardeais, agrupados no Colégio dos Cardeais, são também chamados de purpurados, pela cor vermelho-carmesim da sua indumentária. A etimologia do termo cardeal encontra-se no latim cardo/cardinis, em português gonzo ou eixo, algo que gira, neste caso em torno do Papa.
Fonte: arquirio.org

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dom Orani: “Queremos criar na cidade do Rio de Janeiro um clima favorável para a difusão do amor”

O segundo dia da Trezena de São Sebastião começou com uma visita à Capela Nossa Senhora das Graças, do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), Zona Norte do Rio. A Imagem foi recepcionada pelo Vigário Episcopal do Vicariato Urbano, padre José Laudares, pelo capelão do HFB, padre Antônio Amorim, e pelos diáconos Sérgio Catão, coordenador arquidiocesano da Pastoral da Saúde, e Vicente Freitas, responsável pela Pastoral da Saúde local, além de membros da Pastoral da Saúde da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma.
Em seguida, a imagem do padroeiro da arquidiocese e da cidade do Rio de Janeiro passou no meio de funcionários e pacientes, deixando um rastro de confiança e fé. Na celebração missionária, no interior da capela, o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, sustentou que o cristão deve fazer a diferença, indo ao encontro dos marginalizados da sociedade. Ele frisou ainda a prática da caridade, tema central do Ano Arquidiocesano e lema da Trezena deste ano: “Se eu não tiver caridade, de nada adianta” (1Cor 13,3).
temp_title1389179999114_08012014100349“Pedimos ao Senhor os dons necessários para bem viver. Ainda mais nesse ano voltado para a temática da caridade. Nessa missão de evangelizar nos hospitais, contamos com a Pastoral da Saúde, que é uma presença direta de Cristo na vida dos irmãos. É chegada a hora de incrementar os trabalhos sociais da arquidiocese e, com amor, ir ao encontro do outro. Queremos criar na cidade do Rio de Janeiro um clima favorável para a difusão do amor”, incentivou.

Em seguida, o arcebispo do Rio visitou enfermarias, andou pela ala pediátrica e a UTI Neo-Natal, cumprimentou funcionários, conversou e abençoou os pacientes, levando-os o alento da Igreja que se faz solidária e unida na dor de seus filhos. Ao final da visita, Dom Orani retornou a capela do hospital para uma bênção aos presentes.

Após a visita ao Hospital Geral de Bonsucesso, a comitiva da Trezena se dirigiu ao Instituto de Pedriatria e Puericultura Martagão Gesteira (Hospital Pediátrico da UFRJ). A última parada da manhã será na Paróquia Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador.
Fonte: arqrio.org

sábado, 4 de janeiro de 2014

Epifania da alegria

A solenidade da manifestação do Senhor aos magos ou sábios do Oriente que se encaminham a Belém, atraídos pela estrela, simboliza o Evangelho da alegria comunicado às gentes. É o Evangelho que atrai e fascina os que estão longe. Jesus que se deixa encontrar. Encurta as distâncias sem eliminar as ameaças, representadas por Herodes. Assim, o caminho integra o empenho fatigoso.
A narrativa da visita dos sábios é composta pela alegria. Particularmente quando “eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente”( Mt 2, 10). Não perderam o rumo. Não andaram em vão. Encontraram “o rei dos judeus recém-nascido” (v. 2). Viram “sua estrela no seu surgir” (v. 2). São etapas de uma satisfação crescente e sem medida. Em si o nascimento de um rei sempre provoca regozijo.
Para os sábios, o contentamento já começara com a escolha dos presentes. A satisfação é, sobretudo, de encontrá-lo: “Ao entrar na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o homenagearam” (v. 11). É a alegria partilhada nos dons distribuídos: “em seguida, abriram seus cofres e ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra” (v. 11). Quer dizer que a enculturação do Evangelho é a história da mútua recepção pela qual o patrimônio da fé se enriquece.
A felicidade que o Evangelho proporciona é fruto de um encontro ou do reencontro com Jesus. Esta é a afirmação do Papa Francisco na “Evangelii Gaudium”. Recordou e citou Bento XVI quando disse: “Ao início de ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (EG 7). Os sábios do Oriente vivenciaram o encontro com um acontecimento. Eles se encontraram com uma Pessoa. Por isso, houve mudança. Transformados, “regressaram por outro caminho para a sua região” (v. 12). Este “outro caminho” é a diferença qualitativa da experiência. Não precisavam mais de estrela guia. Emanciparam-se da tirania do destino. Romperam com o determinismo astral. Aboliram a idolatria e a superstição. De agora em diante, Jesus é a luz do novo caminho de vida.
Disse o Papa Francisco: “Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro” (EG 8). Eis o “outro caminho”, o itinerário espiritual de retorno dos sábios. Nova via que haveriam de percorrer. Nunca mais seriam os mesmos.
O “outro caminho” dos sábios do Oriente é também a decisão de comunicar tamanha alegria em suas regiões de origem. Sabemos que tal experiência é em si mesma contagiante e comunicante ou difusa. Daí, a pergunta do Papa: “se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de comunicá-lo aos outros”? (ibidem). Questiona, pois, nosso empenho evangelizador. A resposta só pode ser a prática missionária dos discípulos.
Celebremos a Epifania do Senhor com a “chave missionária” pela qual o Papa motiva-nos a uma Igreja aberta, em saída, para rumos diferenciados e as novas enculturações. Igreja que aceita quaisquer desafios e os supera em missão. Igreja que, pastoral e criativamente, escolhe outros caminhos. No tempo do apóstolo Paulo, era levar o Evangelho aos gentios, em meio aos riscos da rejeição até ao martírio. Dos tempos pós-apostólicos até hoje é a aventura da missão universal, nunca acabada, com diversas etapas históricas da decisão generosa daqueles que partiram.
No tempo presente, a missão integra a “mudança de época” como desafio próprio do terceiro milênio. Daí, a resposta confiante da “força de atração”, própria do Evangelho, sem proselitismo ou polêmica, em busca de diálogo mútuo “mais do que mera tolerância e com a presença servidora, inclusive no novo “pátio dos gentios” e nos “novos areópagos”. Os projetos já são realidade ao saírem do mundo das ideias, das reuniões e conversações, dos documentos e seus papéis.

Dom Edson de Castro Homem

Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Trezena de São Sebastião abre Ano da Caridade

Cada vez mais, a Festa de São Sebastião ultrapassa as comemorações do dia 20 de janeiro, dia do santo padroeiro da Arquidiocese e da cidade do Rio de Janeiro. A imagem missionária de São Sebastião percorre toda a cidade e, por 13 dias, momentos de fé, devoção e unidade marcam os corações dos fiéis. A celebração também prepara os católicos da Arquidiocese indicando a motivação pastoral que seguirão no ano que se inicia. Com o tema “São Sebastião, discípulo do amor e da caridade”, a trezena de 2014 abre as reflexões e atividades do Ano da Caridade.
A escolha dos locais que devem receber as visitas da imagem missionária e do arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, junto com sua comitiva, segue a motivação lançada pelo lema da festa e o tema da arquidiocese neste ano. Segundo monsenhor Joel Portella Amado, coordenador arquidiocesano de Pastoral, uma série de locais marcados por situações de aguda dor e sofrimento serão contemplados pela programação, como hospitais, centros socioeducativos, casas geriátricas, presídios, etc.
temp_titleTrezena_1_02012014150804Como gesto concreto será realizada uma tradição arquidiocesana nas grandes concentrações, como a Festa de São Sebastião e Corpus Christi: além da atitude de oração, é realizada uma atitude muito fraterna e ao mesmo tempo religiosa de lembrar-se do irmão necessitado. No Rio de Janeiro, isso se concretiza pela coleta de alimentos. Esta coleta é sempre destinada à Cáritas Arquidiocesana que, por sua vez, faz a distribuição a diversos programas e projetos sociais acompanhados pela organização católica, sempre a situações de profundo sofrimento. “Isso não vai mudar. Isso fica como um gesto concreto e próprio do carioca que eleva a sua prece a Deus e faz ao irmão necessitado”, explicou ele.
Além dos locais marcados pelo sofrimento, a comitiva visitará também algumas comunidades eclesiais e a preferência sempre, neste período, são aquelas dedicadas a São Sebastião. “São igrejas dedicadas a São Sebastião, não importando se é matriz paroquial, se é capela, se é reitoria. O que se quer é estar geograficamente presente em toda a cidade”, afirmou monsenhor Joel.
 São Sebastião e os 450 anos do Rio de Janeiro
Outro evento característico das visitas missionárias vai acontecer no dia 10 de janeiro, quarto dia da trezena: o deslocamento marítimo. No início da manhã, haverá um deslocamento pela baía de Guanabara, na região da Praia do Flamengo. Monsenhor Joel explica que a passagem por essa região histórica já chamará a atenção para as celebrações dos 450 anos da cidade, que serão iniciadas em março. “A imagem vai percorrer aquela região para que possamos rezar e homenagear a todos aqueles que deram suas vidas, durante a criação desta cidade, como os portugueses, indígenas e franceses. E ao fazer isso, rezamos por aqueles que, ao longo destes 450 anos, deram a sua vida por esta cidade”. Segundo ele, a história do Rio de Janeiro está muito ligada à religião e à devoção ao nosso padroeiro e é isso que, dentro das inúmeras celebrações dos 450 anos, a Igreja Católica deseja destacar.
 Quem foi São Sebastião?
Soldado do império romano no final do séc. III e início do séc. IV, Sebastião sofreu o martírio em Roma, em virtude da sua fidelidade a Cristo e à Igreja. Em 1565, foi escolhido como padroeiro de nossa cidade, para cujos fiéis é modelo de fé, coragem, constância e disponibilidade. São Sebastião foi um grande missionário do seu tempo, levando o nome de Jesus a todos, fortalecendo os que estavam cansados e abatidos pela perseguição religiosa daquela época.
Fonte: arqrio.org