quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cerca de 70 mil fiéis participam da procissão de São Sebastião

As homenagens a São Sebastião, padroeiro da arquidiocese e da cidade do Rio de Janeiro, prosseguiram na tarde desta segunda-feira, dia 20 de janeiro. Às 16h, a tradicional procissão levando a imagem histórica do santo saiu da Igreja dos Frades Capuchinhos em direção à Catedral, tendo à frente o arcebispo Dom Orani João Tempesta. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também acompanhou o cortejo. Segundo informações do Vicariato para a Comunicação Social, cerca de 70 mil fiéis participaram da procissão. O dia marcou a abertura do Ano Arquidiocesano da Caridade.
Pelas ruas por onde passou, a procissão foi acolhida por moradores que acenavam em suas janelas com lenços vermelhos. Bispos, padres, seminaristas, religiosos, membros das pastorais sociais e de associações, junto aos milhares de fiéis, rezaram pela cidade do Rio de Janeiro, pelos jovens, pelos doentes, pelo Papa Francisco e pela Igreja. Aos pés da imagem do santo mártir, devotos depositaram seus pedidos.
Ao longo do trajeto Dom Orani fez duas paradas: a primeira em frente ao Hospital da Polícia Militar e a segunda, em frente ao Instituto Nacional de Câncer (INCA). Nesses locais, elevou uma prece por todos os doentes, pela equipe médica e pelos familiares dos pacientes, pedindo a intercessão de São Sebastião por cada um. “Pai de bondade, olhai por todos que aqui estão e os guarde em sua misericórdia. Que as pesquisas avancem e que sempre mais encontremos melhores caminhos para a cura”, rezou o cardeal eleiro diante do INCA.
temp_titleDSC_0108_20012014233428Auto conta a vida do padroeiro
Na Catedral, milhares de fiéis já aguardavam o cortejo. Dom Orani trazia em suas mãos a relíquia do padroeiro. Posicionada a imagem histórica em frente ao palco montado na Avenida Chile, teve início o auto de São Sebastião, encenado pela companhia de teatro da Casa Julieta Serpa.
Dirigidos por Márcio Fonseca, os 22 atores que compuseram o elenco apresentaram um espetáculo de 23 minutos. O papel principal foi representado pelo ator André Rosa. De autoria de Valcir Carrasco, o auto contou a história do santo guerreiro, que deu a sua vida pela defesa da sua fé. Ao final, os atores apresentaram algumas flechas que atingem hoje a cidade do Rio de Janeiro: miséria, violência e falta de caridade foram temas levantados. Porém, afirmou o elenco, “o Rio vencerá esses desafios junto a São Sebastião, discípulo da fé e da caridade, mensageiro da paz”.
Também fizeram uma homenagem a Dom Orani pela sua eleição ao cardinalato. Uma grande faixa foi aberta, na qual estava escrito: “A Arquidiocese do Rio e o povo do Rio de Janeiro saúdam o cardeal Dom Orani João Tempesta”. Os fiéis presentes encerraram o momento com aplausos ao arcebispo do Rio.
temp_titleDSC_0137_20012014233446Cristo como meta
Dom Orani subiu ao palco para a bênção dos fiéis e da cidade com a relíquia do padroeiro. Antes, falou aos presentes, ressaltando a necessidade dos cariocas se comprometerem em rezar por ele nesta nova missão confiada pelo Vaticano.
“A inspiração que o Senhor me deixou no dia em que fui eleito cardeal foi de nunca perder de vista Cristo, mas tê-lo sempre como alvo, como meta. Que eu possa enxergar as pessoas, a Igreja e os acontecimentos da cidade como ele faz, do alto do Corcovado”, disse o carcebispo.
Ao falar sobre o Ano Arquidiocesano da Caridade aberto hoje, ressaltou o exemplo de São Sebastião e convocou os fiéis a serem missionários e exercerem uma presença curativa na sociedade. “O carioca já traz o jeito de São Sebastião, de não se abalar com os ferimentos, mas permanecer firme na fé”, pontuou.
Missa
Após a bênção, o cardeal eleito se dirigiu para o interior da Catedral, onde presidiu a Santa Missa, que encerrou o dia do padroeiro na cidade. A celebração marcou, também, o envio dos seminaristas para a realização de trabalhos sociais em paróquias da Arquidiocese do Rio, de diversos bairros, como Guaratiba, Inhaúma, Complexo do Alemão e Acari. A missão acontecerá a partir do dia 2 de fevereiro e terá a duração de aproximadamente um mês.
temp_title1390250748001_20012014194139Na procissão de entrada, agentes das pastorais sociais da arquidiocese levaram cartazes alusivos ao Ano da Caridade, que foram colocados em frente ao presbitério.
Na acolhida, Dom Orani agradeceu a Deus por iniciar as atividades pastorais de 2014 com o padroeiro e colocou no altar do senhor todas as intenções ouvidas durante a Trezena de São Sebastião, nas diversas comunidades do Rio de Janeiro por onde a imagem peregrina passou.

Durante a homilia, o arcebispo falou do exemplo de São Sebastião e desejou: "com São Sebastião, que está aqui conosco, que todo homem e mulher possa viver com coerência sua vida batismal e, por consequência, o amor ao próximo".

Ao falar sobre o Ano da Caridade, lembrou que ela é uma virtude do Senhor, que "somos chamados a viver, precedendo qualquer ação". E exortou: "Que a caridade reine em nossos corações".
Fonte: arqrio.org

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

“Cardinalato não é uma promoção nem uma honra, mas um serviço”, diz Papa

A Sala de Imprensa da Santa Sé publicou  nesta segunda-feira, 13, a carta enviada pelo Papa Francisco aos novos cardeais,  anunciados neste domingo, 12. No início da mensagem, o Pontífice assegura a sua proximidade espiritual e sua constante oração ao novos membros do Colégio Cardinalício.
“Desejo que, enquanto agregado à Igreja de Roma, revestido das virtudes e sentimentos do Senhor Jesus, você possa me ajudar com fraterna eficácia em meu serviço à Igreja universal”, pede Francisco aos nomeados.
O Pontífice ressalta que o cardinalato não é uma promoção nem uma honra, ou uma condecoração, mas um serviço que exige ampliar o olhar e alargar o coração. De acordo com Francisco,  este serviço só é possível quando se segue pelo mesmo caminho do Senhor: a via da humildade e esvaziamento de si mesmo.
“Por isso peço a você, por favor, para receber esta designação com um coração simples e humilde. E, embora você deve fazê-lo com júbilo e  alegria,  faça com que este sentimento esteja longe de qualquer expressão de mundanismo, de qualquer celebração estranha ao espírito do Evangelho de austeridade, sobriedade e pobreza”, pediu o Papa.
No final da carta,  Francisco pediu orações e convidou aos recém-eleitos para um retiro de dois dias,  em 20 de fevereiro próximo.
 
Fonte: Boletim da Santa Sé

A repercussão do anúncio do cardinalato de Dom Orani

Tão logo foi anunciada a nomeação de Dom Orani João Tempesta como cardeal, muitas pessoas começaram a manifestar sua alegria e a parabenizar o arcebispo pelas redes sociais.

Veja algumas das postagens:
 
Dilma Roussef: 
"Recebi com alegria a notícia que Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio, foi tornado cardeal pelo papa @Pontifex_pt".
Eduardo Paes"Uma alegria para nossa cidade a designação de D Orani como Cardeal anunciada pelo Papa Francisco agora pela manhã." "Nosso Arcebispo, agora cardeal, é um grande parceiro na transformação que promovemos no Rio. Apoiando, alertando e criticando quando necessário."
Sérgio Cabral: "Dom Orani é anunciado pelo Papa Francisco @Pontifex_pt como Cardeal. Estou muito feliz e o Rio está feliz!" "Dom Orani tem feito um lindo trabalho pastoral à frente da Igreja Católica." "Dedicado aos mais humildes e sempre integrado com todas as demais denominações religiosas nos esforços para melhorar a vida do povo carioca" "Participamos ativamente da conquista da Jornada Mundial da Juventude." "Estávamos juntos em 2011 em Madri quando o Papa Bento XVI anunciou o Rio de Janeiro como sede da próxima Jornada." "Parabéns, Dom Orani! Querido do povo carioca e brasileiro!"
JMJ Cracóvia: "Que bela notícia para começar o Dia do Senhor! Nosso amado @domoranijoao  é nomeado cardeal pelo Papa!"
Zaqueu Teixeira (secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Ex-chefe da Polícia Civil. Coordenou a elaboração do PRONASCI, no governo Lula): "Parabéns Dom Orani Tempesta pelo novo título de Cardeal fruto do reconhecimento do trabalho pastoral e da belíssima JMJ.Viva o Rio."
Padre Savio (assessor da comissão Episcopal para a Juventude da CNBB): "Dom Orani, eleito Cardeal para a Santa Igreja. Deus seja louvado!"
Emmir Nogueira (co-fundadora da comunidade Shalom): "Parabéns, d. Orani! !! Chegou o dia pelo qual todos esperávamos! Nosso querido pastor com cheiro de ovelha!"
Diácono Nelsinho (Canção Nova): "MERECIDAMENTE,SEUS CABELOS GRISALHOS TESTEMUNHAM SUA VIDA CONSUMIDA!!"

José Serra (ex-governador de São Paulo): "Meus parabéns ao RJ pelo seu novo cardeal, Dom Orani, a quem tanto admiro. Ele é um dos líderes espirituais mais inspirados do continente."
Ancelmo Gois: "Eu convivi com Dom Orani na Jornada da Juventude. É uma grande figura. Parabéns para nosso novo Cardeal" 

Geraldo Alckmin (governador de São Paulo): "Os paulistas foram abençoados com a escolha do novo cardeal, DomOrani Tempesta". Hoje  renova nossa fé na justiça, na igualdade e na paz..


Por outras mídias:

Dom Odilo Pedro Scherer (pelo facebook): "Com grande alegria, acolhemos hoje o anúncio da inclusão de Dom Orani João Tempesta, O.Cist. no Colégio Cardinalício, no consistório que será presidido pelo papa Francisco no próximo dia 22 de fevereiro, no Vaticano. A escolha do papa Francisco é uma honra para a arquidiocese do Rio de Janeiro e para seu dedicado e dinâmico arcebispo, e para o episcopado do Brasil, que tem em Dom Orani um valoroso membro. Dom Orani poderá colocar a serviço da Igreja inteira seus muitos dons, assistindo ao Papa e colaborando com sua missão naquilo que lhe for pedido. Parabéns a Dom Orani! Parabéns à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro!"

Monsenhor Jonas Abib 
(f
undador da Comunidade Canção Nova, pelo site oficial): Dom Orani Tempesta, monge cisterciense, como sacerdote dedicou-se ao trabalho pastoral intensamente. Foi eleito bispo de São José do Rio Preto/SP, demonstrando-se um grande pastor de almas. Ao ser eleito arcebispo da cidade do Rio de Janeiro/RJ se destacou pela sua presença nas paróquias mais carentes. O ponto alto de Dom Orani como arcebispo, foi estar à frente da Jornada Mundial da Juventude em julho de 2013, culminando com sua eleição a cardeal da sede do Rio de Janeiro. Dom Orani, homem da comunicação presidiu por vários anos a pastoral da comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), continua como ícone para as televisões de inspiração católica. A Canção Nova agradece a Deus a sua nomeação como cardeal e ora para que o seu apostolado seja ainda mais fecundo na Igreja Universal. Bendito aquele que vem em nome do senhor!
Moysés Louro Azevedo Filho (fundador e moderador da Comunidade Católica Shalom): "A visão e o empenho de Dom Orani na comunicação da Boa Nova de Nosso Senhor é um grande testemunho que nos impulsiona para a missão. Estando a frente da Jornada Mundial da Juventude acolheu o Papa Francisco em sua primeira missão intercontinental e mostrou ao mundo a jovialidade e vitalidade da Igreja do Rio de Janeiro e de todo Brasil. A nomeação de Dom Orani  como cardeal é motivo de alegria para nós da Comunidade Católica Shalom. Rezamos por sua missão que se torna ainda mais exigente nesta corresponsabilidade junto com o papa Francisco no serviço da Igreja espalhada em todo o mundo."
Robson Leite (pelo facebook): "É com imensa alegria que nosso mandato expressa os fraternos cumprimentos a Dom Orani João Tempesta - Arcebispo da Arquidiocese do Rio"

domingo, 12 de janeiro de 2014

Dom Orani é nomeado cardeal

O Papa Francisco anunciou neste domingo, 12 de janeiro, a criação de 19 novos cardeais, provenientes de doze diferentes países, entre os quais o único brasileiro foi o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta. A lista inclui responsáveis da Cúria Romana e várias dioceses. Dom Lorenzo Baldisseri, que foi Núncio Apostólico no Brasil, também foi nomeado. Dos novos, o Santo Padre uniu também ao Colégio Cardinalício três arcebispos eméritos, que – disse – se distinguiram pelo seu serviço à Santa Sé e à Igreja.
Agora o Brasil passa a ter dez cardeais, sendo atualmente cinco votantes (com menos de 80 anos), num eventual conclave. Os cardeais brasileiros são, além de Dom Orani, nomeado hoje: Dom Eusébio Oscar Scheid, do Rio de Janeiro; Dom Paulo Evaristo Arns, de São Paulo; Dom José Freire Falcão, de Brasília; Dom Serafim Fernandes de Araújo, de Belo Horizonte; Dom Cláudio Hummes, de São Paulo, e Dom Geraldo Majella Agnelo, de Salvador. Também os arcebispos Dom Odilo Pedro Scherer, de São Paulo; Dom Raymundo Damasceno Assis, de Aparecida e Dom João Braz de Aviz, atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano (os grifados são, atualmente, votantes).
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Uma graça e uma grande responsabilidade


Quando foi feito o anúncio, Dom Orani estava nos estúdios da TV Brasil, onde celebrou, ao vivo, às 8h, a Santa Missa, com a presença da imagem peregrina de São Sebastião. 

Em entrevista aos veículos de comunicação da Arquidiocese, ele afirmou que a nomeação é uma graça e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade: "Em minha indignidade tenho certeza que a graça de Deus não me faltará para poder bem servir a Igreja nessa dimensão universal que é a dimensão do cardinalato. Peço a todos que continuem rezando por mim para que possa continuar servindo à Deus, à Igreja, como tenho servido até hoje, mas agora com essa responsabilidade maior, que se une as que já desenvolvo".

Os cardeais têm a tarefa de ajudar o sucessor de Pedro no desenvolvimento do seu ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento da unidade e da comunhão da Igreja.


O anúncio
O anúncio foi feito no final da oração do Ângelus, realizada na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Conforme anunciado no dia 31 de outubro de 2013, o Consistório de criação dos novos cardeais será no dia 22 de fevereiro, na festa da Cátedra de São Pedro.
temp_titlebarretes_05012014045910Na ocasião, o Santo Padre entregará três símbolos importantes que estão diretamente ligados à vida e à missão de um cardeal: o barrete, o anel e o título cardinalício. Os cardeais estarão usando a veste cardinalícia, na cor vermelha, que representa o sangue do martírio e indica que cada cardeal de certa forma está pronto a dar a vida por Cristo e a sua Igreja em toda e qualquer circunstância.
O Consistório será realizado em meio a várias reuniões importantes, já determinada pelo Papa Francisco: a do Colégio Cardinalício, nos dias 17 e 18 de fevereiro; a terceira reunião do Conselho de Cardeais (dos oito cardeais); a reunião do Conselho do Sínodo, nos dias 24 e 25; e Conselho dos Cardeais para os assuntos econômicos e organizativos da Santa Sé (Conselho dos 15).
 O último consistório público, convocado pelo Papa Bento XVI, para a criação de seis novos cardeais, foi realizado no dia 24 de novembro de 2012. Até então, o Brasil já teve 20 cardeais. O primeiro, também da America Latina, criado em 1905, foi o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti (1850 - 1930).

 temp_titlecardeais_05012014044402Colégio Cardinalício

 O Colégio de Cardeais, cuja origem está ligada ao clero antigo da Igreja Romana, tem a função de eleger o sucessor de Pedro e aconselhá-lo em questões de maior importância. Seja nos escritórios da Cúria Romana ou em seus ministérios nas Igrejas locais em todo o mundo, os cardeais são chamados a partilhar de modo especial na solicitude do Papa para com a Igreja universal, promovendo a santidade, a comunhão e paz da Igreja A cor viva de suas vestes tem sido tradicionalmente vista como um sinal de seu compromisso de defender o rebanho de Cristo até o derramamento de seu sangue. (cf. Discurso de Bento XVI, na audiência com os novos cardeais, familiares e fiéis, em 26 de novembro de 2012).
Francisco seguiu a regra dos 120 cardeais eleitores com menos de 80 anos. Atualmente havia 13 lugares “vacantes”, outros 3 serão “vacantes” até o próximo mês de maio. Por isso o Papa escolheu 16 eleitores.
Dos 16 eleitores, 4 são membros da Cúria, portanto um quarto do total, e 12 são Arcebispo ou Bispos residenciais de países todos diferentes entre eles.A distribuição dos prelados residenciais eleitores está bem distribuída entre os diversos continentes:
Europa 2; América do Norte e Central 2; América do Sul 3; África2; Ásia 2.A escolha de cardeais do Burkina Faso e do Haiti indica a atenção pelos povos provados pela pobreza.
Foram escolhidos prelados residenciais também de sedes não tradicionamente “cardinalícias”, como Perúgiana Itália, Cotabato na Ilha de Mindanau nas Filipinas.Entre os cardeais não eleitores destaca-se a criação de Dom Capovilla, Secretário do Beato Papa João XXIII, que será canonizado no mês de abril.
O mais idoso é Dom Capovilla, 98 anos, e o mais jovem, Dom Langlois, 55 anos.Destaque o Brasil é a escolha por parte do Papa Fancisco de Dom Orani João Tempesta e do Arcebispo Dom Lorenzo Baldisseri, que por quase 10 anos foi Núncio Apostólico no Brasil e hoje é o Secretário do Sínodo dos Bispos.

Rito do Consistório

Após a proclamação das leituras e da alocução, o Santo Padre vai ler a fórmula de criação e proclamará solenemente os nomes dos novos cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito à Sé de Pedro”.
Depois terá lugar a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores, “agora e para sempre”. A profissão de fé, que faz parte do Símbolo niceno-constantinopolitano, é a síntese da fé da Igreja que cada um recebe no momento do Batismo.
temp_title2228253_4680_rec_05012014045033Cada um ajoelha-se, para receber o barrete cardinalício, que o Papa impõe “como sinal da dignidade do cardinalato”, significando que todos devem estar prontos a comportar-se “com fortaleza, até à efusão do sangue".
O Papa oferece ainda um anel aos novos cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma (título ou diaconia) – que simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz.

Cátedra de São Pedro

A cátedra é a poltrona reservada ao bispo, da qual é derivado o nome catedral, a igreja na qual o bispo preside a liturgia e ensina o povo. 
A Cátedra de São Pedro, representada no fundo da Basílica Vaticana por uma monumental escultura de Bernini, é símbolo da especial missão de Pedro e dos seus sucessores de pastorear o rebanho de Cristo conduzindo-o unido na fé e na caridade.
Desde o inicio do segundo século, Santo Inácio de Antioquia atribuía à Igreja de Roma um singular primado, saudando-a, na sua carta aos romanos, como aquela que "preside a caridade".
Tal especial papel de serviço atribuído à Igreja Romana e ao seu bispo provém do fato que nesta cidade foi derramado o sangue dos apóstolos Pedro e Paulo, além de numerosos mártires. Assim, o testemunho do sangue e da caridade.
A Cátedra de Pedro, portanto, é sinal de autoridade, mas daquela de Cristo, baseada sobre a fé e sobre o amor.
(cf. Bento XVI, Oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, Vaticano, em 19/02/2012)

temp_titlecardeais_12_03_05012014044014Curiosidades

O título de cardeal foi reconhecido pela primeira vez durante o pontificado de Silvestre I (314-335).
A princípio, o título era atribuído genericamente a pessoas a serviço de uma igreja ou diaconia, reservando-o mais tarde aos responsáveis das Igrejas titulares de Roma e das igrejas mais importantes da Itália e do estrangeiro.
O Colégio Cardinalício foi instituído em sua forma atual em 1150. Desde então, os cardeais têm sido os únicos eleitores do Papa a quem elegem em conclave, seguindo as últimas orientações da constituição apostólica de João Paulo II, a "Universi Dominici gregis", de 22 de fevereiro de 1996.
O número de cardeais variou até quase fins do século 16 e seguiu crescendo ao ritmo dos sucessivos desenvolvimentos dos assuntos da Igreja, mas sua internacionalização ficou acentuada nas últimas quatro décadas.
Paulo VI estendeu Colégio Cardinalício para incluir aos patriarcas orientais e fixou seu número em 120 membros.
Como conselheiros do Papa, os cardeais atuam colegialmente com ele através dos consistórios, que o Romano Pontífice convoca e se desenvolvem sob sua presidência. Os Consistórios podem ser ordinários ou extraordinários.

Significado da palavra cardeal

 A função de um cardeal é assistir o Papa em suas diversas competências. Os cardeais, agrupados no Colégio dos Cardeais, são também chamados de purpurados, pela cor vermelho-carmesim da sua indumentária. A etimologia do termo cardeal encontra-se no latim cardo/cardinis, em português gonzo ou eixo, algo que gira, neste caso em torno do Papa.
Fonte: arquirio.org

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dom Orani: “Queremos criar na cidade do Rio de Janeiro um clima favorável para a difusão do amor”

O segundo dia da Trezena de São Sebastião começou com uma visita à Capela Nossa Senhora das Graças, do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), Zona Norte do Rio. A Imagem foi recepcionada pelo Vigário Episcopal do Vicariato Urbano, padre José Laudares, pelo capelão do HFB, padre Antônio Amorim, e pelos diáconos Sérgio Catão, coordenador arquidiocesano da Pastoral da Saúde, e Vicente Freitas, responsável pela Pastoral da Saúde local, além de membros da Pastoral da Saúde da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma.
Em seguida, a imagem do padroeiro da arquidiocese e da cidade do Rio de Janeiro passou no meio de funcionários e pacientes, deixando um rastro de confiança e fé. Na celebração missionária, no interior da capela, o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, sustentou que o cristão deve fazer a diferença, indo ao encontro dos marginalizados da sociedade. Ele frisou ainda a prática da caridade, tema central do Ano Arquidiocesano e lema da Trezena deste ano: “Se eu não tiver caridade, de nada adianta” (1Cor 13,3).
temp_title1389179999114_08012014100349“Pedimos ao Senhor os dons necessários para bem viver. Ainda mais nesse ano voltado para a temática da caridade. Nessa missão de evangelizar nos hospitais, contamos com a Pastoral da Saúde, que é uma presença direta de Cristo na vida dos irmãos. É chegada a hora de incrementar os trabalhos sociais da arquidiocese e, com amor, ir ao encontro do outro. Queremos criar na cidade do Rio de Janeiro um clima favorável para a difusão do amor”, incentivou.

Em seguida, o arcebispo do Rio visitou enfermarias, andou pela ala pediátrica e a UTI Neo-Natal, cumprimentou funcionários, conversou e abençoou os pacientes, levando-os o alento da Igreja que se faz solidária e unida na dor de seus filhos. Ao final da visita, Dom Orani retornou a capela do hospital para uma bênção aos presentes.

Após a visita ao Hospital Geral de Bonsucesso, a comitiva da Trezena se dirigiu ao Instituto de Pedriatria e Puericultura Martagão Gesteira (Hospital Pediátrico da UFRJ). A última parada da manhã será na Paróquia Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador.
Fonte: arqrio.org

sábado, 4 de janeiro de 2014

Epifania da alegria

A solenidade da manifestação do Senhor aos magos ou sábios do Oriente que se encaminham a Belém, atraídos pela estrela, simboliza o Evangelho da alegria comunicado às gentes. É o Evangelho que atrai e fascina os que estão longe. Jesus que se deixa encontrar. Encurta as distâncias sem eliminar as ameaças, representadas por Herodes. Assim, o caminho integra o empenho fatigoso.
A narrativa da visita dos sábios é composta pela alegria. Particularmente quando “eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente”( Mt 2, 10). Não perderam o rumo. Não andaram em vão. Encontraram “o rei dos judeus recém-nascido” (v. 2). Viram “sua estrela no seu surgir” (v. 2). São etapas de uma satisfação crescente e sem medida. Em si o nascimento de um rei sempre provoca regozijo.
Para os sábios, o contentamento já começara com a escolha dos presentes. A satisfação é, sobretudo, de encontrá-lo: “Ao entrar na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o homenagearam” (v. 11). É a alegria partilhada nos dons distribuídos: “em seguida, abriram seus cofres e ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra” (v. 11). Quer dizer que a enculturação do Evangelho é a história da mútua recepção pela qual o patrimônio da fé se enriquece.
A felicidade que o Evangelho proporciona é fruto de um encontro ou do reencontro com Jesus. Esta é a afirmação do Papa Francisco na “Evangelii Gaudium”. Recordou e citou Bento XVI quando disse: “Ao início de ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (EG 7). Os sábios do Oriente vivenciaram o encontro com um acontecimento. Eles se encontraram com uma Pessoa. Por isso, houve mudança. Transformados, “regressaram por outro caminho para a sua região” (v. 12). Este “outro caminho” é a diferença qualitativa da experiência. Não precisavam mais de estrela guia. Emanciparam-se da tirania do destino. Romperam com o determinismo astral. Aboliram a idolatria e a superstição. De agora em diante, Jesus é a luz do novo caminho de vida.
Disse o Papa Francisco: “Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro” (EG 8). Eis o “outro caminho”, o itinerário espiritual de retorno dos sábios. Nova via que haveriam de percorrer. Nunca mais seriam os mesmos.
O “outro caminho” dos sábios do Oriente é também a decisão de comunicar tamanha alegria em suas regiões de origem. Sabemos que tal experiência é em si mesma contagiante e comunicante ou difusa. Daí, a pergunta do Papa: “se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de comunicá-lo aos outros”? (ibidem). Questiona, pois, nosso empenho evangelizador. A resposta só pode ser a prática missionária dos discípulos.
Celebremos a Epifania do Senhor com a “chave missionária” pela qual o Papa motiva-nos a uma Igreja aberta, em saída, para rumos diferenciados e as novas enculturações. Igreja que aceita quaisquer desafios e os supera em missão. Igreja que, pastoral e criativamente, escolhe outros caminhos. No tempo do apóstolo Paulo, era levar o Evangelho aos gentios, em meio aos riscos da rejeição até ao martírio. Dos tempos pós-apostólicos até hoje é a aventura da missão universal, nunca acabada, com diversas etapas históricas da decisão generosa daqueles que partiram.
No tempo presente, a missão integra a “mudança de época” como desafio próprio do terceiro milênio. Daí, a resposta confiante da “força de atração”, própria do Evangelho, sem proselitismo ou polêmica, em busca de diálogo mútuo “mais do que mera tolerância e com a presença servidora, inclusive no novo “pátio dos gentios” e nos “novos areópagos”. Os projetos já são realidade ao saírem do mundo das ideias, das reuniões e conversações, dos documentos e seus papéis.

Dom Edson de Castro Homem

Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Trezena de São Sebastião abre Ano da Caridade

Cada vez mais, a Festa de São Sebastião ultrapassa as comemorações do dia 20 de janeiro, dia do santo padroeiro da Arquidiocese e da cidade do Rio de Janeiro. A imagem missionária de São Sebastião percorre toda a cidade e, por 13 dias, momentos de fé, devoção e unidade marcam os corações dos fiéis. A celebração também prepara os católicos da Arquidiocese indicando a motivação pastoral que seguirão no ano que se inicia. Com o tema “São Sebastião, discípulo do amor e da caridade”, a trezena de 2014 abre as reflexões e atividades do Ano da Caridade.
A escolha dos locais que devem receber as visitas da imagem missionária e do arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, junto com sua comitiva, segue a motivação lançada pelo lema da festa e o tema da arquidiocese neste ano. Segundo monsenhor Joel Portella Amado, coordenador arquidiocesano de Pastoral, uma série de locais marcados por situações de aguda dor e sofrimento serão contemplados pela programação, como hospitais, centros socioeducativos, casas geriátricas, presídios, etc.
temp_titleTrezena_1_02012014150804Como gesto concreto será realizada uma tradição arquidiocesana nas grandes concentrações, como a Festa de São Sebastião e Corpus Christi: além da atitude de oração, é realizada uma atitude muito fraterna e ao mesmo tempo religiosa de lembrar-se do irmão necessitado. No Rio de Janeiro, isso se concretiza pela coleta de alimentos. Esta coleta é sempre destinada à Cáritas Arquidiocesana que, por sua vez, faz a distribuição a diversos programas e projetos sociais acompanhados pela organização católica, sempre a situações de profundo sofrimento. “Isso não vai mudar. Isso fica como um gesto concreto e próprio do carioca que eleva a sua prece a Deus e faz ao irmão necessitado”, explicou ele.
Além dos locais marcados pelo sofrimento, a comitiva visitará também algumas comunidades eclesiais e a preferência sempre, neste período, são aquelas dedicadas a São Sebastião. “São igrejas dedicadas a São Sebastião, não importando se é matriz paroquial, se é capela, se é reitoria. O que se quer é estar geograficamente presente em toda a cidade”, afirmou monsenhor Joel.
 São Sebastião e os 450 anos do Rio de Janeiro
Outro evento característico das visitas missionárias vai acontecer no dia 10 de janeiro, quarto dia da trezena: o deslocamento marítimo. No início da manhã, haverá um deslocamento pela baía de Guanabara, na região da Praia do Flamengo. Monsenhor Joel explica que a passagem por essa região histórica já chamará a atenção para as celebrações dos 450 anos da cidade, que serão iniciadas em março. “A imagem vai percorrer aquela região para que possamos rezar e homenagear a todos aqueles que deram suas vidas, durante a criação desta cidade, como os portugueses, indígenas e franceses. E ao fazer isso, rezamos por aqueles que, ao longo destes 450 anos, deram a sua vida por esta cidade”. Segundo ele, a história do Rio de Janeiro está muito ligada à religião e à devoção ao nosso padroeiro e é isso que, dentro das inúmeras celebrações dos 450 anos, a Igreja Católica deseja destacar.
 Quem foi São Sebastião?
Soldado do império romano no final do séc. III e início do séc. IV, Sebastião sofreu o martírio em Roma, em virtude da sua fidelidade a Cristo e à Igreja. Em 1565, foi escolhido como padroeiro de nossa cidade, para cujos fiéis é modelo de fé, coragem, constância e disponibilidade. São Sebastião foi um grande missionário do seu tempo, levando o nome de Jesus a todos, fortalecendo os que estavam cansados e abatidos pela perseguição religiosa daquela época.
Fonte: arqrio.org

domingo, 22 de dezembro de 2013

Santa Francisca Xavier Cabríni

Chamada por Pio XII de “heroína dos tempos modernos”, Santa Francisca nasceu em Sant’Angelo de Lódi, na Lomabardia, Itália, em 1850. Última dos 13 filhos de Agostinho Cabríni e Estela Oldini, recebeu no batismo o nome de Maria Francisca, ao qual mais tarde ajuntou o de Xavier, pelo seu amor e veneração ao apóstolo das Índias.
Aos 11 anos fez voto de castidade. Seguiu a carreira do magistério com as religiosas Filhas do Sagrado Coração de Jesus, em Arluno, terminando-a aos 18 anos. Sentindo vocação divina, pretendeu entrar para essa Congregação religiosa, mas foi recusada por falta de saúde.
Exerceu durante dois anos o cargo de professora primária em Vidardo e durante três anos dedicou-se na sua terra à instrução religiosa da juventude e ao tratamento dos enfermos e daqueles que eram atingidos pela peste. Aos 23 anos tentou mais uma vez ser religiosa nas Filhas do Sagrado Coração, mas de novo obteve uma negativa.
Após isso, Santa Francisca transladou-se à “Casa da Providência” em Codogno, a fim de a reformar, pois estava em franca decadência. Fez a profissão em 1877 e a partir disso, em meio a grandes tribulações e sofrimentos, ela encontrou as sete primeiras companheiras de sua futura Obra.
Três anos mais tarde, fundou uma nova Congregação religiosa. A 10 de novembro de 1880 alojou-se, com sete companheiras, num desmantelado Convento franciscano, onde, a 14 do mesmo mês, deu princípio ao novo Instituto, com a inauguração de uma capela em honra ao Sagrado Coração de Jesus. Um mês mais tarde, a sua Obra recebia a aprovação episcopal. Francisca contava então 30 anos.
Enquanto se dedicava com as companheiras à educação das meninas e à catequização dos rapazes, foi compondo as regras do seu Instituto, obra de prudência sobre-humana, que recebeu aprovação episcopal em 1881 e a definitiva da Santa Sé em 1907. Em 1884, com 7 anos de vida, a Obra já contava com cinco casas.
Em 1887, partiu para Roma onde, a princípio, só encontrou dificuldades e portas fechadas até que, com fé, simplicidade e perseverança, Santa Francisca obteve a autorização do Cardeal Vigário para construir uma escola gratuita para pobres fora da Porta Pia e um asilo infantil na Sabina, em Aspra.
O problema da emigração italiana para a América do Norte preocupava o então Bispo de Placença, Mons. Scalabrini, que pediu à serva de Deus algumas das suas religiosas para irem socorrer aqueles desamparados. Mas a virtuosa fundadora não se decidia a responder, pois pensava nas Missões do Oriente. Foi então consultar o Papa Leão XIII que, após ouvir Francisca, concluiu: “Não ao Oriente mas ao Ocidente”. E desde esse momento ficou decidida a sua partida para Nova Iorque, a qual veio realizar pela primeira vez em 1889.
Quase aos 40 anos de idade, começa uma série ininterrupta de viagens, percorrendo a América inteira, transpondo a cavalo a Cordilheira dos Andes, sendo por toda parte conhecida como a“Mãe dos emigrados”. Ia de casa em casa, a procura da ovelha perdida, do enfermo e da criança ignorante. Lutou denotadamente contra a fome, as enfermidades e a própria morte.
Em 1912 fez a sua última viagem de Roma a Nova Iorque. A santa fundadora das Missionárias do Sagrado Coração morreu em Illinois, perto de Chicago, a 22 de dezembro de 1917, com 67 anos de idade. Igual era o número das casas que então deixara fundadas e que em 1938 subiam a mais de 100, com cerca de 4.000 religiosas.
A fama das suas virtudes e os prodígios por ela operados fizeram que logo após a morte se começasse o processo da sua beatificação, que veio a se realizar em 1938. Foi canonizada pelo Papa Pio XII a 7 de julho de 1946.
Santa Francisca Xavier Cabríni, rogai por nós!

Fonte: cancaonova.com

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

José de Anchieta poderá ser canonizado em 2014

O beato espanhol José de Anchieta poderá ser canonizado no próximo ano. Foi o que disse em coletiva o arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, na quarta-feira, 17 de dezembro.
A CNBB e outras instituições brasileiras enviaram recentemente um pedido ao Papa Francisco para que avaliasse a canonização deste santo tão importante em terras brasileiras. “Eu tive a honra e a alegria de receber um telefonema pessoal do Santo Padre para dizer justamente que acolhia positivamente esse pedido”.
“Esse grande missionário merece ser colocado como modelo de seguimento do Evangelho. Ele deixou marcas profundas no início da colonização do Brasil, como também na sua evangelização”, disse o cardeal ao falar que o beato tem muitas características que o favorecem como digno da honra dos altares.
A notícia em favor do catequista e defensor dos indígenas, considerado apóstolo do Brasil, foi recebida com alegria pelo cardeal. A data ainda deverá ser agendada pela Santa Sé, ao que adiantou Dom Damasceno: “Talvez para o próximo ano, quem sabe, esta notícia vai causar muita alegria em todo o Brasil”.
 Outro jesuíta no catálogo dos santos
No último dia 13 de dezembro, o Papa Francisco estendeu à Igreja universal o culto litúrgico em honra ao Beato Pedro Fabro, sacerdote professo da Companhia de Jesus, nascido em Le Villaret, Alta Saboia, (França) em 13 de abril de 1506, falecido em Roma em 1º de agosto de 1546, e beatificado por Pio IX em 5 de setembro de 1872.
Amigo de Inácio de Loyola e Francisco Xavier, o novo santo que se considerava “um contemplativo na ação”, teve uma vida breve, apenas 40 anos. Os últimos dez anos, no entanto, foram de intenso serviço apostólico no centro e norte da Itália, na França, na Bélgica, em Portugal e na Alemanha, que começava a se dividir pelo protestantismo nascente, numa época  de tensões e mudanças, também no campo das idéias e costumes.
 Quem foi José de Anchieta
 Padre José de Anchieta nasceu em São Cristóvão da Laguna, em Tenerife, nas Ilhas Canárias (Espanha), no dia 19 de março de 1534. Estudou em Coimbra, Portugal, onde ingressou na Companhia de Jesus, em 1551. Anchieta veio para o Brasil, chegando aqui no dia 13 de julho de 1553. Permaneceu alguns meses em Salvador, na Bahia. Já a caminho da Capitania de São Vicente, em São Paulo, visitou pela primeira vez a aldeia de Reritiba, hoje cidade de Anchieta, no Espírito Santo.
Em 25 de janeiro de 1554, ainda noviço jesuíta, esteve presente na fundação da vila de Piratininga, berço da futura metrópole de São Paulo, no atual Pátio do Colégio. Em 1563, como refém dos índios Tamoios, iniciou seu famoso Poema da Virgem, com 5.732 versos latinos, alguns dos quais teriam sido tracejados nas areias da praia de Iperoig, na Baixada Santista.
Anchieta participou da fundação do Rio de Janeiro, ao lado de Estácio de Sá, em 1565. No mesmo ano, foi ordenado sacerdote, em Salvador, na Bahia.
Sua atividade foi intensa e fecunda: professor de latim, catequista, dramaturgo, escritor, poeta, estudioso de fauna e de flora. Foi músico, enfermeiro, construtor de capelas, conselheiro espiritual, pacificador e defensor dos índios.
Superior em diversas comunidades dos jesuítas, foi o sucessor do padre Manuel da Nóbrega como Provincial da Companhia de Jesus no Brasil.
Passou seus últimos anos de vida em Reritiba (ES), onde faleceu em 9 de junho de 1597, com 63 anos de idade, 44 anos de apostolado eficaz, criativo e incansável.
O Apóstolo do Brasil foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em Roma, no dia 22 de junho de 1980.
Fonte: arqrio,org

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Papa Francisco comemora 44 anos de ordenação presbiteral


Nesta sexta-feira, 13 de dezembro, comemoram-se 44 anos da ordenação presbiteral de Jorge Mario Bergoglio. Hoje investido das suas funções de Bispo de Roma e de Pastor Universal da Igreja, o Papa Francisco continua a cumprir a sua missão sacerdotal a começar pela missa matinal na Capela da Casa de Santa Marta. O Santo Padre foi ordenado sacerdote na Companhia de Jesus no ano de 1969.
O Santo Padre disse que os cristãos “alérgicos aos pregadores” fecham-se ao Espírito Santo. A Palavra de Deus no Evangelho deste dia propõe a passagem em que Jesus compara a geração do seu tempo às crianças sempre descontentes, que não sabem jogar com felicidade, não tocam , não dançam... nada lhes está bem...! Aquela gente não era aberta à Palavra de Deus – afirma o Papa - recusavam o mensageiro e não a mensagem. “Recusaram João Batista porque diziam que ele não comia nem bebia e era um endemoniado! Recusam Jesus porque comia e bebia era amigo de publicanos e pecadores”, analisou o Santo Padre.
Papa Francisco disse ainda que muitas pessoas têm sempre motivos para reclamar. “A gente daquele tempo preferia refugiar-se numa religião mais elaborada: nos preceitos morais como os fariseus; no compromisso político como os saduceus; na revolução social como os zelotes. Também Jesus lhes faz avivar a memória: ‘Os vossos pais fizeram o mesmo com os profetas’. O Povo de Deus tem uma certa alergia para com os pregadores da Palavra: os profetas, perseguiu-os e matou-os”, ressaltou.
“Estes cristãos tristes” – disse o Papa Francisco – “não acreditam no Espírito Santo, não acreditam naquela liberdade que vem da pregação, que te repreende, ensina-te, esbofeteia-te; mas é precisamente a liberdade que faz crescer a Igreja”, afirmou.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Significados do Advento


Abre-se o Advento, tempo da vinda e da chegada de Jesus. A Igreja inicia o ano litúrgico. Retoma a esperança de Israel, alimentada pelos profetas, que abasteciam a expectativa messiânica. Mensagem atualíssima em linguagem a ser compreendida.
A primeira semana nos faz olhar o futuro: o Senhor retornará. No domingo inaugural, sua volta é proposta no Evangelho de Mateus, através do discurso escatológico (24, 37- 44), isto é, referente aos últimos acontecimentos. Quando Ele virá novamente? Ninguém sabe, exceto o Pai. A afirmação do desconhecimento desautoriza acreditar em pessoas que, vez por outra, surgem, determinando o fim dos tempos, a conclusão da história, a destruição do mundo ou a vinda do Filho do Homem. Todos enganadores. Curioso é que há sempre gente que se deixa (ou gosta?) de ser enganada.
Coisa certa do discurso: Ele voltará e está próximo. Tal proximidade não é imediata ou a ser datada, pois para Deus “um dia é como mil anos e mil anos como um dia” (2 Pd 3, 8). Daí decorre a certeza da imprevisibilidade. Virá como um ladrão e na hora em que não pensarmos. Portanto, são inúteis os prognósticos e podem levar a fé ao descrédito ao se confundir o certo pelo duvidoso.
Mesmo guerras, revoluções, epidemias e intempéries, desvelando a finitude humana e a precariedade natural, não indicam o fim com precisão. No entanto, é comum e compreensível dizer diante de calamidades, sobretudo morais: “é o fim do mundo”. Sabemos, porém, que não é o fim total, mas parcial. Apenas para quem foi atingido. As experiências trágicas ou traumatizantes, todavia, sinalizam para a conclusão definitiva, no desejo de recuperação imediata e abrangente.
O discurso sobre o retorno do Senhor faz parte do credo. Compõe a profissão de nossa fé católica e apostólica. Também em relação ao sentido último: a vitória da vida sobre a morte. Daí a ressurreição final e universal. A vitória da justiça sobre a injustiça. Daí o juízo final e universal. Prêmio e castigo para uns e outros. O fim é renovação. Não simples destruição. O como também não é sabido.
Por mais que possa parecer-nos linguagem simbólica demais ou mítica, ainda que na justa medida, carregam dentro de si o desejo íntimo e natural do espírito humano pelo triunfo da vida e do bem. Deus não frustrará tal desejo. Virá ao seu encontro, para além da precariedade de toda linguagem. É o que nos cabe esperar. Pelo advento do Cristo glorioso, aguardamos a novidade da transformação.
Coisa certa do discurso é ainda o que fazer agora. Prático e criativo, não é receituário. Do futuro, encaminha-nos ao presente em construção, na liberdade, possível de erros. Convoca à prontidão, à vigilância, à preparação. À prática perseverante, serena e alegre da fé, muitas vezes corajosa em meio às incompreensões e às perseguições até o martírio. À prática do amor e suas implicações, não declaratório apenas, mas efetivo, na justiça e no perdão. À prática da esperança, segura e firme qual âncora para a chegada ao porto seguro. Às práticas das virtudes humanas para bons e estáveis relacionamentos. Em suma, à vida de santidade no crescimento da graça, pela vivência dos sacramentos. À existência em Cristo nos estados de vida e nas profissões.
O tema do retorno do Senhor não só nos projeta para realidades futuras. Faz-nos responsáveis pelo tempo presente, o advento de Cristo na história e na vida das pessoas. Ele também vem nos acontecimentos e, especialmente, nos pobres. Aguarda-nos com suas surpresas. Já está entre nós.
O Advento é mais considerado em relação ao Natal. É o caminho imediato e mais fácil para preparar as festas natalinas. A criatividade pastoral desperta as energias que os festejos contêm. Estão enraizadas no nosso substrato católico cultural. Se assim não fosse, não teria sentido algum celebrar o Natal. O que nos cabe fazer devido ao sentido? Oferecermos Jesus, especialmente às novas gerações. Facilitarmos sua presença na sociedade. Jesus Cristo é sempre muito bem vindo.
Autor: Dom Edson de Castro Homem - Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Fonte: arqrio.org

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

“O Batismo é a carteira de identidade do Cristão”

Fé, alegria, entusiasmo e esperança são alguns dos sentimentos que as multidões trazem à Praça de São Pedro nas audiências gerais de quarta-feira. Hoje, dia 13 de novembro, o Pontífice refletiu sobre a afirmação que fazemos no Credo: "Professo um só batismo para o perdão dos pecados". "Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no interior do Credo. Efetivamente o Batismo é a porta da fé e da vida cristã”, disse.
A porta da fé e da vida cristã é o Batismo e este é o único Sacramento referido no Credo. O Papa Francisco apontou três elementos fundamentais: Professo; um só batismo; e remissão dos pecados. O primeiro elemento é – diz-nos o Papa Francisco – professo. Quando no Credo dizemos que “professo um só Batismo para a remissão dos pecados”, afirmamos que este sacramento é, em certo sentido, "a carteira de identidade do cristão: um novo nascimento, o ponto de partida de um caminho de conversão, que se estende por toda a vida".
“Neste sentido o dia do nosso Batismo é o ponto de partida de um caminho de conversão que dura toda a vida e que é continuamente sustentado pelo Sacramento da Penitência.”
O Santo Padre apresentou, então, o segundo elemento: um só batismo:
“Segundo elemento: ‘um só batismo’. Esta expressão recorda-nos aquela de S. Paulo: Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. A palavra batismo significa literalmente ‘imersão’ e, com efeito, este sacramento constitui uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, da qual se ressuscita com Ele como novas criaturas.”
Este novo nascimento – afirmou o Santo Padre - dá-se através de uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, pois, batismo significa imersão, para que possamos ressuscitar com Ele para uma vida nova.
Terceiro e último elemento: a remissão dos pecados:
“Finalmente, um breve apontamento sobre o terceiro elemento: para a remissão dos pecados. No sacramento do Batismo são remidos todos os pecados, o pecado original e todos os pecados pessoais, como também todas as penas do pecado.”
Assim, o Batismo – continuou o Santo Padre - representa uma poderosa intervenção da misericórdia divina na nossa vida, que nos garante o perdão de todos os pecados: do pecado original e de todos os pecados pessoais. E como se fosse um novo batismo.
O Papa Francisco dirigiu nesta audiência uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente a uma delegação de Moçambique e a diversos grupos de brasileiros.
No final da audiência o Papa Francisco lançou um apelo pelas crianças mortas na Síria devido a tiros de morteiro que atingiram o autocarro que as transportava. O Papa pediu: Por favor, que estas tragédias não voltem a acontecer, rezemos fortemente.
O Santo Padre recordou ainda as vítimas do tufão nas Filipinas. E afirmou serem estas as batalhas a combater: pela vida e nunca pela morte!